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Startup EmCasa flerta com nova capitalização
27/05/2025
Bets: podem apostar, o vilão é outro!
27/05/2025Quando se fala sobre apostas esportivas, especialmente em um mercado recentemente regulamentado como é o brasileiro, um dos temas no centro do debate é integridade esportiva.
Notícias sobre manipulação de resultados geram, constantemente, uma grita generalizada – e rasa: “É claro que isso ia acontecer, olha a quantidade de casa de apostas patrocinando jogos e times de futebol!”.
Há um lado propositadamente pouco explorado nessa discussão. Casos como os de Ênio, do Juventude, e Bruno Henrique, do Flamengo, para ficar nos mais recentes, só se tornaram alvos de investigação porque as operadoras relataram movimentações financeiras estranhas em determinados mercados e acionaram os órgãos competentes.
Comumente taxadas como vilãs, as casas de apostas são trapaceadas – afinal, se a probabilidade de um evento ocorrer (Bruno Henrique levar um cartão amarelo, por exemplo) é rara (dado o histórico estatístico de um time ou atleta), paga-se mais por isso. O discurso de que as casas de apostas se beneficiam dos golpes é conservador, retrógado e tem a clara intenção de confundir e manipular a opinião pública.
Enquanto o foco estiver no escândalo e não na estrutura que permite esse tipo de situação, não avançaremos. É fundamental que a imprensa não especializada aborde a questão da manipulação de resultados de maneira justa, reportando o público sobre a verdadeira natureza do problema e ressaltando o impacto negativo que isso tem em toda a cadeia do setor. Os clichês banais em nada colaboram para que o match-fixing seja tratado exatamente como deve ser.
O jogo ilegal é o verdadeiro beneficiado pela desinformação. É urgente elevar o nível do debate e focar no que realmente importa: integridade, transparência e proteção à ponta final – ou seja, o usuário.
A regulamentação não é apenas um marco jurídico – é uma conquista para consumidores, investidores e para a sociedade. Uma casa de apostas legalizada se compromete com transparência total, atendimento ao cliente de excelência e ações concretas de combate ao jogo compulsivo.
Daniel Costa e Silva é colaborador especial do Relatório Reservado
SPX Capital mira a porta de saída na Toky e na Ri Happy
27/05/2025
Afya prepara novas aquisições de faculdades de medicina
27/05/2025A Afya está garimpando faculdades de medicina. Segundo informações filtradas pelo RR, há conversas engatilhadas com um grupo de Minas Gerais e outro do Espírito Santo. A companhia tem em caixa aproximadamente R$ 1,2 bilhão reservados para aquisições. A Afya é uma máquina de M&As do setor: foram 21 empresas incorporadas desde 2020. A empresa trabalha com a meta de adicionar 200 vagas em cursos de medicina por meio de aquisições ao longo deste ano. Com as restrições do governo à abertura de novas faculdades na área médica, comprar “pronto” se tornou um imperativo para os grupos de educação. Procurada pelo RR, a Afya disse que “não comenta especulações de mercado”.
Senador Otto Alencar é o nome do Palácio do Planalto para a CPI do INSS
27/05/2025O Palácio do Planalto já dá como perdida a queda de braço para impedir a CPI do INSS. Tanto que se dedica ao segundo round: fazer o presidente ou o relator da Comissão. A articulação política, à frente a ministra Gleisi Hoffmann, trabalha para emplacar o senador Otto Alencar (PSD-BA), líder do governo na Casa, em uma das duas funções. Próximo a Lula, Alencar é um parlamentar da confiança do Palácio. Na CPI da Covid, notabilizou-se como um crítico contumaz do governo Bolsonaro e do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Na CPI do INSS, Alencar teria um papel estratégico: assegurar que as investigações sobre as fraudes no Instituto se estendam à gestão Bolsonaro. O inquérito da Polícia Federal aponta que os desvios de recursos tiveram início em 2019, primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro. A tarefa de Alencar e da base aliada não será das mais simples: a oposição terá maioria na Comissão Parlamentar de Inquérito e virá com a faca entre os dentes para restringir as acusações ao governo Lula.