Arquivo Notícias - Página 239 de 1965 - Relatório Reservado

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Startup EmCasa flerta com nova capitalização

27/05/2025
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Há informações no mercado de que a proptech EmCasa ensaia uma nova capitalização. Na rodada mais recente, realizada em 2021, a startup de compra e venda de imóveis levantou R$ 110 milhões. Entre seus investidores estão gestoras de venture capital como Monashees e Igah Ventures. O novo aporte viria para turbinar os investimentos em tecnologia, com ênfase para Inteligência Artificial. Recentemente, a EmCasa lançou uma plataforma, a Garagem, voltada a corretores de imóveis, com serviços de CRM e gestão. Tem tudo para ser o primeiro tijolo na construção de um ecossistema de soluções tecnológicas para o setor imobiliário.

#fundos imobiliários #Startup

Bets: podem apostar, o vilão é outro!

27/05/2025
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Quando se fala sobre apostas esportivas, especialmente em um mercado recentemente regulamentado como é o brasileiro, um dos temas no centro do debate é integridade esportiva.

Notícias sobre manipulação de resultados geram, constantemente, uma grita generalizada – e rasa: “É claro que isso ia acontecer, olha a quantidade de casa de apostas patrocinando jogos e times de futebol!”.

Há um lado propositadamente pouco explorado nessa discussão. Casos como os de Ênio, do Juventude, e Bruno Henrique, do Flamengo, para ficar nos mais recentes, só se tornaram alvos de investigação porque as operadoras relataram movimentações financeiras estranhas em determinados mercados e acionaram os órgãos competentes.

Comumente taxadas como vilãs, as casas de apostas são trapaceadas – afinal, se a probabilidade de um evento ocorrer (Bruno Henrique levar um cartão amarelo, por exemplo) é rara (dado o histórico estatístico de um time ou atleta), paga-se mais por isso. O discurso de que as casas de apostas se beneficiam dos golpes é conservador, retrógado e tem a clara intenção de confundir e manipular a opinião pública.

Enquanto o foco estiver no escândalo e não na estrutura que permite esse tipo de situação, não avançaremos. É fundamental que a imprensa não especializada aborde a questão da manipulação de resultados de maneira justa, reportando o público sobre a verdadeira natureza do problema e ressaltando o impacto negativo que isso tem em toda a cadeia do setor. Os clichês banais em nada colaboram para que o match-fixing seja tratado exatamente como deve ser.

O jogo ilegal é o verdadeiro beneficiado pela desinformação. É urgente elevar o nível do debate e focar no que realmente importa: integridade, transparência e proteção à ponta final – ou seja, o usuário.

A regulamentação não é apenas um marco jurídico – é uma conquista para consumidores, investidores e para a sociedade. Uma casa de apostas legalizada se compromete com transparência total, atendimento ao cliente de excelência e ações concretas de combate ao jogo compulsivo.

Daniel Costa e Silva é colaborador especial do Relatório Reservado

#Bets #futebol

SPX Capital mira a porta de saída na Toky e na Ri Happy

27/05/2025
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A SPX Capital vive um momento de razoável turbulência. Há informações de que a gestora de Rogério Xavier avalia se desfazer das participações no Grupo Toky e na Ri Happy, ambas herdadas com a compra da operação da norte-americana Carlyle no Brasil. O movimento se daria por pressão de investidores cotistas. Trata-se de dois ativos problemáticos, com potencial de comprometer o desempenho de fundos da empresa de investimentos. A Ri Happy, uma das maiores redes de lojas de brinquedos do país, acumula prejuízos recorrentes, além de carregar um passivo da ordem de R$ 300 milhões. A fatia societária sob gestão da SPX é de 85%. O caso da Toky, por sua vez, é ainda mais complicado. Formada a partir da fusão entre a Tok & Stok e da Mobly, a companhia está no meio de um contencioso societário. Após a operação, Regis e Ghislaine Dubrule, fundadores e acionistas da Tok & Stok e contrários ao M&A desde o início, apresentaram uma oferta (quase hostil) para a compra de 100% dos papéis da Toky. Posteriormente, a proposta foi retirada. No entanto pessoas próximas aos Dubrule apostam que não teria passado de um recuo estratégico e que o casal vai voltar à carga para assumir o controle da empresa. De acordo com informações filtradas pelo RR, a SPX Capital, dona de 13% da Toky, teria concordado com a primeira oferta feita por Regis e Ghislaine Dubrule. E, se não houver uma segunda, vai buscar um comprador para a sua posição na companhia. O RR enviou uma série de perguntas à SPX, por meio da assessoria de imprensa, e fez nove tentativas de contato com a gestora entre o dia 19 de maio e o fim da tarde de ontem, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para o posicionamento da SPX.
A SPX Capital, capitaneada por Rogério Xavier, ao lado dos sócios Daniel Schneider e Bruno Pandolfi, tem notórios cases de sucesso na gestão de recursos. O Nimitz, seu fundo de maior destaque, teve uma valorização de 15% em moeda local no ano passado. Ao todo, são quase R$ 60 bilhões sob administração. No entanto, a compra da operação do Carlyle no Brasil é tida como uma decisão que, no tempo, se mostrou equivocada, dada a qualidade dos ativos incorporados e a sua baixa performance.

#SPX Capital

Afya prepara novas aquisições de faculdades de medicina

27/05/2025
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A Afya está garimpando faculdades de medicina. Segundo informações filtradas pelo RR, há conversas engatilhadas com um grupo de Minas Gerais e outro do Espírito Santo. A companhia tem em caixa aproximadamente R$ 1,2 bilhão reservados para aquisições. A Afya é uma máquina de M&As do setor: foram 21 empresas incorporadas desde 2020. A empresa trabalha com a meta de adicionar 200 vagas em cursos de medicina por meio de aquisições ao longo deste ano. Com as restrições do governo à abertura de novas faculdades na área médica, comprar “pronto” se tornou um imperativo para os grupos de educação. Procurada pelo RR, a Afya disse que “não comenta especulações de mercado”.

#Afya

Senador Otto Alencar é o nome do Palácio do Planalto para a CPI do INSS

27/05/2025
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O Palácio do Planalto já dá como perdida a queda de braço para impedir a CPI do INSS. Tanto que se dedica ao segundo round: fazer o presidente ou o relator da Comissão. A articulação política, à frente a ministra Gleisi Hoffmann, trabalha para emplacar o senador Otto Alencar (PSD-BA), líder do governo na Casa, em uma das duas funções. Próximo a Lula, Alencar é um parlamentar da confiança do Palácio. Na CPI da Covid, notabilizou-se como um crítico contumaz do governo Bolsonaro e do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Na CPI do INSS, Alencar teria um papel estratégico: assegurar que as investigações sobre as fraudes no Instituto se estendam à gestão Bolsonaro. O inquérito da Polícia Federal aponta que os desvios de recursos tiveram início em 2019, primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro. A tarefa de Alencar e da base aliada não será das mais simples: a oposição terá maioria na Comissão Parlamentar de Inquérito e virá com a faca entre os dentes para restringir as acusações ao governo Lula.

#INSS

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