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Marfrig e BRF contam os votos para isolar investidores contrários à fusão

17/06/2025
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Segundo informações filtradas pelo RR, Marfrig e BRF calculam que vão chegar à assembleia geral extraordinária (AGE) com mais de 75% dos minoritários a favor da fusão entre as duas empresas – entram na conta apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se abstenções. A estimativa, ressalte-se, congrega tanto minoritários que já declararam seu voto à distância como aqueles que se pronunciarão formalmente somente na AGE, mas já teriam adiantado sua posição em conversas reservadas com as duas companhias. A Assembleia estava originalmente marcada para amanhã, mas foi suspensa pela CVM, que solicitou mais informações sobre a operação. Um mero detalhe, no entendimento da Marfrig e da BRF. Para as duas empresas, o principal já estaria feito. O contingente de mais de 75% votos favoráveis ao M&A já seria o bastante para isolar os minoritários contrários aos termos da operação. É o caso da gestora Latache e do investidor Alex Fontana, que entraram com manifestação na CVM contestando os termos de troca de ação no M&A.

#BRF #Marfrig

Denúncia de corrupção na Espanha põe em risco investimentos da Acciona no Brasil

17/06/2025
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O escândalo de corrupção envolvendo a Acciona na Espanha, revelado na semana passada, calou fundo na direção da empresa no Brasil. Entre os executivos, à frente o CEO da operação brasileira, André De Angelo, há uma apreensão com o impacto que as investigações podem vir a ter sobre os negócios do grupo no país. As denúncias surgem em um momento sensível, justamente quando a Acciona prepara-se para iniciar uma nova fase de investimentos no Brasil.

Hoje, inclusive, é o Dia D para uma das investidas no pipeline da companhia. O governo do Espírito Santo vai abrir os envelopes com as propostas para duas PPPs com a Cesan, a companhia de saneamento do estado. Trata-se de um pacote de investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão. A Acciona está na disputa e tem como concorrentes a Aegea e a GS Inima.

Mas é a área de transportes que concentra os dois maiores projetos no radar dos espanhóis no Brasil. A companhia é candidata à construção da linha 19 do metrô de São Paulo, um empreendimento de R$ 15 bilhões. No setor há informações também sobre o interesse dos ibéricos em disputar o leilão da PPP que será responsável pela construção do túnel Santos-Guarujá, uma obra estimada em quase R$ 7 bilhões. O RR enviou uma série de perguntas à Acciona, mas a empresa não quis comentar o assunto.

A denúncia contra a Acciona na Espanha estourou não apenas como uma crise corporativa, mas também política, atingindo em cheio o próprio primeiro-ministro, Pedro Sanchéz. A Polícia Federal espanhola investiga a companhia pelo suposto pagamento de 620 mil euros a líderes do PSOE (Partido Socialista Obrero Español), sigla de Sanchéz. Um dos acusados é o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos.

Outro nome citado é do secretário de organização do PSOE – na prática, o no 3 na hierarquia do partido -, Santos Cerdán. O caso tornou-se um prato cheio para a oposição, que pressiona Sanchéz a convocar eleições antecipadas. Ressalte-se que esta não é a primeira vez que a Acciona protagoniza um episódio de corrupção na Espanha.

Em 2022, a Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia, órgão regulador da Espanha, aplicou uma multa de 29,4 milhões de euros à empresa por ter cometido irregularidades em licitações públicas durante 25 anos.

De volta ao Brasil: nos últimos anos, a Acciona tem ampliado seus negócios em infraestrutura no país. No entanto, a escalada das denúncias na Espanha pode alterar as condições de temperatura e pressão.

O receio na subsidiária brasileira é que os espanhóis sejam forçados a rever investimentos internacionais caso as investigações avancem e tenham impacto sobre a própria capacidade financeira do grupo. Neste caso, olhando-se por uma ótica quase darwiniana, o Brasil seria uma espécie mais frágil no ecossistema internacional da Acciona e, por essa razão, candidato a ter projetos cancelados em detrimento de outras operações maiores. Hoje, o mercado brasileiro responde por apenas 10% das receitas globais da companhia na área de construção.

Está atrás da Europa e da Austrália, que virou uma espécie de segunda matriz da Acciona em termos de resultados: é responsável por 38% do faturamento mundial do conglomerado espanhol no setor de construção.

Dentro do Brasil, quem mais sofreria com um eventual recuo da Acciona é São Paulo, epicentro dos negócios e das relações institucionais da companhia no país. Além dos novos projetos no horizonte, a maior parte dos investimentos da empresa já em curso no Brasil está concentrada no estado. É o caso da construção da linha 6 do metrô paulista, que representou 90% da receita de R$ 3 bilhões obtidas pela empresa no país em 2023.

Por sinal, no ano passado, o próprio primeiro-ministro Pedro Sanchéz esteve em São Paulo ao lado do empresário José Manuel Entrecanales, controlador e CEO do grupo espanhol, para visitar as obras da linha 6. Na ocasião, ambos se reuniram com o governador Tarcísio de Freitas. Construir pontes com o Poder é outra das especialidades da Acciona.

#Acciona

Bondholders fecham o cerco à Intercement

17/06/2025
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Aos poucos, o centro decisório da recuperação judicial da Intercement vai se deslocando de grandes bancos nacionais para fundos-abutres e congêneres. Segundo o RR apurou, detentores de bonds da empresa têm sondado o Banco do Brasil sobre a possibilidade de compra dos seus créditos contra a cimenteira da Mover Participações, a antiga Camargo Corrêa. Procurado pelo RR, o banco não quis comentar. A dívida da empresa junto ao BB gira em torno de R$ 700 milhões. Ressalte-se que esse mesmo grupo de bondholders já adquiriu o passivo de R$ 2,5 bilhões que a Intercement teria de pagar ao Itaú. Com isso, passou a deter cerca de 39% da dívida total da empresa incluída na recuperação judicial (R$ 14 bilhões). Com a eventual aquisição dos créditos em poder do BB, esse quinhão subirá para 44%, o que dará ainda mais poder de fogo aos bondholders para ditar a renegociação do passivo com a Intercement. Não é exatamente a melhor das notícias para as herdeiras de Sebastião Camargo. Os detentores de bonds chegaram a apresentar uma proposta de reestruturação para a companhia, que sequer respondeu por privilegiar a repactuação direta com os bancos. Com a venda dos créditos, queira ou não queira a Mover terá de se sentar à mesa com os bondholders.

#InterCement

Sucessão na Petros chega ao Palácio do Planalto

17/06/2025
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O lobby dos petroleiros pela indicação de Danilo Ferreira da Silva para a presidência da Petros chegou à porta do gabinete de Lula. O vocalizador da FUP (Federação Única dos Petroleiros) dentro do Palácio do Planalto é o petista Marcio Macedo, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República. Silva é um dos mais influentes líderes sindicais dentro do Sistema Petrobras. Antes de assumir a diretoria financeira da Transpetro, cargo que ocupa no momento, foi chefe de gabinete de Jean Paul Prates e Magda Chambriard na presidência da petroleira. O comando da Petros está vago desde março, quando Henrique Jäger deixou a fundação.

#Petrobras #Petros

Agtech argentina deve receber adubo financeiro de fundos no Brasil

17/06/2025
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A agtech argentina Sima tem sido sondada por fundos de venture capital no Brasil. Em pauta, a possibilidade de um aporte para irrigar os negócios da startup no país. A empresa, que desenvolve soluções para o monitoramento georreferenciado de lavouras, já tem uma carteira de aproximadamente dois milhões de hectares no Brasil. A meta é ampliar esse número em 50% ao longo de um ano. A Sima já levantou cerca de US$ 3 milhões junto a investidores como a norte-americana Bridge Partners e a argentina Sancor Seguros Venture

#Agtech

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