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Venda da Linha Amarela entra no radar da Invepar
30/07/2025Em meio à intrincada negociação de uma dívida de R$ 1,5 bilhão, a direção da Invepar avalia diferentes cenários para a capitalização da empresa. Entre os próprios fundos de pensão, Previ, Petros e Funcef, que controlam 75% da companhia, ganha corpo a ideia de venda da concessão da Linha Amarela (Lamsa), um de seus principais ativos. A operação se daria no âmbito do acordo com os credores. Ressalte-se que no último dia 13, após anos de impasse, a Invepar conseguiu acertar os ponteiros com a Prefeitura do Rio, colocando fim a uma disputa em torno da Lamsa. O acordo afasta a insegurança jurídica que havia em torno da Linha Amarela, abrindo caminho para a transferência do controle. Os recursos seriam usados, sobretudo, para a amortização de parte da dívida com o Mubadala, que tem se mostrado o osso mais duro de roer entre os credores da companhia. A Invepar deve ao fundo de Abu Dhabi cerca de R$ 650 milhões, referente a uma emissão de debêntures realizada em 2017. Procurada, a Invepar limitou-se a informar que “de comum acordo com seus credores, foi prorrogado até 18 de agosto o prazo de vigência da suspensão da exigibilidade da dívida (standstill). As partes seguem em tratativas para construir uma saída negociada”. A empresa disse ao RR que “não irá se manifestar sobre os detalhes da negociação em curso”.
Com dívida de US$ 8 bilhões, New Fortress Energy perde gás no Brasil
30/07/2025A crise financeira da New Fortress Energy está provocando um efeito cascata sobre a operação do grupo no Brasil, uma das maiores do grupo fora dos Estados Unidos. Segundo informações filtradas pelo RR, a empresa decidiu suspender novos investimentos no país. No setor, corre à boca miúda que as medidas contracionistas incluem também a venda de ativos, como o Terminal Gás Sul (TGS), em Santa Catarina, uma das duas unidades de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) dos norte-americanos no Brasil. Nesse contexto, é sintomático que a New Fortress Energy tenha anunciado, na semana passada, o redirecionamento do navio regaseificador FSRU Energos Winter, que estava atracado no TGS e foi despachado para o Egito.
No mercado, há relatos também de um tensionamento nas relações com os principais credores no Brasil, caso do Itaú e do BNDES. As instituições financeiras estariam exigindo garantias adicionais devido à delicada situação da New Fortress. O BNDES, por exemplo, ocupa um papel central no fornecimento de funding para os projetos da empresa no Brasil. Os valores são razoavelmente significativos. No início deste ano, o banco estatal aprovou um financiamento de R$ 3,8 bilhões à Portocem Geração de Energia, controlada do grupo, para a construção de uma termelétrica em Barcarena (PA), onde os norte-americanos têm um terminal de regaseificação de GNL. Procurada pelo RR, a New Fortress Brasil não comentou o assunto, alegando estar em período de silêncio. Disse ainda que as questões referem-se à operação global, “sobre a qual não está autorizada a se manifestar”.
A pressão para a New Fortress Energy se desfazer de ativos e levantar recursos cresce diante do impasse com os credores para a renegociação de uma dívida superior a US$ 8 bilhões. Na mídia internacional, há informações, inclusive, sobre a possibilidade de a companhia recorrer ao Chapter 11 — o equivalente norte-americano ao pedido de recuperação judicial — caso não feche um acordo com bancos e fornecedores no curto prazo.
Meituan quer levar a Lula a sua primeira “entrega” no Brasil
30/07/2025Segundo informações filtradas pelo RR, a alta direção da Meituan prepara-se para vir ao Brasil, onde pretende se reunir com o presidente Lula – as tratativas têm sido intermedidas pela Embaixada da China em Brasília. O gigante chinês da área de delivery quer apresentar formalmente ao governo brasileiro seus planos de investimento no país, superiores a US$ 1 bilhão. O início das operações da Keeta, plataforma de entrega de refeições do conglomerado asiático, está previsto para novembro. Os chineses tratam como vital azeitar as relações institucionais com o governo logo na partida. Até como forma de se aproveitar dos notórios ruídos entre a gestão Lula e o iFood, com quem a Meituan promete bater de frente no Brasil. Vez por outro, o próprio presidente da República tem usado a líder do segmento de delivery como exemplo de empecilho à regulamentação das relações de trabalho dos entregadores que prestam serviço às plataformas de entrega, a exemplo do que já ocorreu com motoristas de aplicativos: “O iFood não quer negociar. Mas nós vamos encher tanto o saco, que vão ter que negociar”.
Beneficência Portuguesa avança no ensino superior
30/07/2025A Beneficência Portuguesa (BP) mantém tratativas com o Ministério da Educação em busca de autorização para a criação de novos cursos de medicina a partir do segundo semestre de 2026. Um dos projetos é abrir faculdades no interior de São Paulo. O tradicional hospital paulista, que já atuava na área de educação com cursos de especialização, vai entrar no segmento de ensino superior formalmente a partir de janeiro, com cem vagas. A BP já investiu cerca de R$ 400 milhões na montagem do seu braço universitário. É um movimento com alguma dose de risco. Ele se dá no momento em que grupos da área de educação e o governo Lula batem cabeça devido as exigências e restrições impostas pelo Ministério para a abertura de novos cursos de medicina no país.