Arquivo Notícias - Página 10 de 1971 - Relatório Reservado

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Vinci Compass mira crédito privado e real estate na Argentina

8/06/2026
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A Vinci Compass prepara os próximos passos da sua ofensiva na Argentina. Após combinar sua operação local de gestão de ativos com a BACS Asset Management, ligada ao Banco Hipotecario, a casa de investimentos de Gilberto Sayão pretende avançar no crédito privado e na área de real estate. A leitura é que a estabilização gradual da economia argentina, a reabertura do mercado de capitais e a demanda reprimida por financiamento corporativo podem abrir espaço para produtos mais sofisticados. No crédito privado, a Vinci vislumbra a oportunidade de ocupar o vácuo deixado por anos de restrição bancária, inflação elevada e baixa profundidade financeira. Empresas médias e grandes voltam a buscar alternativas de funding fora dos bancos, enquanto investidores institucionais procuram instrumentos capazes de capturar prêmios maiores em um mercado ainda em reconstrução. No real estate, a tese passa pela mesma lógica: ativos depreciados, necessidade de capital e eventual retomada do crédito imobiliário podem criar oportunidades em escritórios, logística, habitação e projetos comerciais. A fusão com a BACS dá à Vinci Compass não apenas volume, mas acesso à base do Banco Hipotecario, instituição com forte ligação histórica ao setor imobiliário argentino. Fora o salto na gestão de ativos. Com a incorporação da BACS, a Vinci duplicou sua carteira no país vizinho, chegando a US$ 1,6 bilhão.

#BACS #BACS Asset Management #Banco Hipotecario #Gilberto Sayão #Vinci Compass

Governo afaga o agro com subsídio indireto para seguro rural

8/06/2026
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O Plano Safra, que será anunciado ainda neste mês, vai trazer uma “bondade” adicional para os agricultores. O governo pretende conceder um desconto nos juros do crédito para os produtores que contratarem seguro rural. Falta definir o calibre do benefício, o que, inclusive, tem sido motivo de divergência entre os Ministérios da Agricultura e da Fazenda. Segundo o RR apurou, o primeiro defende um abatimento de até 1,5 ponto percentual; ao passo que a equipe econômica tenta travar o sarrafo em, no máximo, um ponto percentual, como forma de conter o impacto fiscal da iniciativa. De toda a forma, a lógica por trás da proposta é aproveitar o Plano Safra para reduzir uma anomalia enraizada no agronegócio brasileiro: o país despeja mais de meio trilhão de reais em financiamento agrícola, mas mantém a maior parte das lavouras exposta a riscos, seja de ordem climática, seja conjuntural. Apenas 5% da área cultivada no Brasil estão cobertos por seguro rural. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos esse guarda-chuva alcança mais de 80% do plantio. É um descompasso que acaba provocando um círculo vicioso e nefasto para as próprias contas públicas. No fim do dia, a conta cai no colo do Tesouro, vide os custos recorrentes para compensar os crescentes efeitos de catástrofes climáticas, a exemplo das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. O que o governo está tentando é deslocar parte desse risco para o mercado segurador, reduzindo a necessidade de socorro público em casos de quebra de safra. O abatimento nos juros do Plano Safra funcionará como uma espécie de subsídio indireto para estimular os agricultores a contratarem seguro rural. De quebra, será um afago do governo Lula aos produtores rurais às vésperas da eleição.

Um dos desafios do governo é impedir que o desconto nos juros do crédito agrícola tenha um efeito contrário e acabe ampliando uma concentração de recursos nas mãos de quem precisa menos. Para evitar essa captura, a Agricultura e a Fazenda estão desenhando a proposta com régua fina. Uma das ideias é reservar parte do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para pequenos e médios produtores. O governo deve ainda criar limites por CPF ou CNPJ, estabelecer cotas regionais e dar prioridade a culturas hoje negligenciadas pelo mercado segurador. Outra possibilidade em discussão é modular o desconto: abatimento maior para produtores fora das regiões mais maduras em seguro rural e menor para quem já opera em mercados plenamente atendidos.

O governo tenta preencher um buraco no solo que ele próprio ajuda a cavoucar, com suas restrições orçamentárias. Em tese, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) existe para reduzir essa distorção. Na prática, porém, falta adubo financeiro. Para este ano, o PSR prevê um desembolso de apenas R$ 1 bilhão, o equivalente a somente 25% do valor pleiteado pela bancada ruralista. E o que é pior: o programa está sujeito às chuvas e trovoadas dos contingenciamentos no orçamento da União. Em 2025, por exemplo, quase metade dos recursos foi bloqueada.

#Plano Safra

Delação de hacker pode abrir caixa-preta digital do Master

8/06/2026
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Surge mais uma possibilidade de delação no ecossistema criminoso do Banco Master. O hacker Victor Lima Sedlmaier, preso pela Polícia Federal em Dubai no último dia 16 de maio, já teria manifestado a intenção de fechar um acordo de colaboração no âmbito da Operação Compliance Zero, segundo uma fonte da própria corporação. Entre os investigadores, há a convicção de que Sedlmaier tem muito a dizer sobre a estrutura paralela de inteligência e monitoramento montada pelo Master. O principal objetivo da PF é chegar à eventual participação de agentes públicos — policiais, servidores de órgãos de controle e integrantes de estruturas de fiscalização — no vazamento de informações e na blindagem informal do banco e de Daniel Vorcaro. Procurada, a PF disse ao RR que “não se manifesta sobre investigações em andamento”.

Os investigadores ainda tentam montar o quebra-cabeças e mapear quem demandava ações específicas, quais operadores intermediavam os contatos e como funcionava o fluxo de pagamentos e contratação das atividades clandestinas. Sedlmaier é apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo “Os Meninos”, descrito nas investigações como o braço técnico responsável por ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis digitais e monitoramento ilegal de alvos considerados adversários do grupo ligado ao ex-banqueiro. A PF suspeita que a estrutura atuava para produzir dossiês, rastrear autoridades, intimidar desafetos e acessar informações sigilosas de interesse do esquema.  

#Banco Master

Credores da Raízen querem se livrar logo de ativos no Paraguai

8/06/2026
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Virada a página da venda dos ativos na Argentina, os credores da Raízen miram no próximo tanque a ser esvaziado. A pressão dos bancos e bondholders agora é para que a empresa se desfaça da sua operação no Paraguai. Por meio da Raízen Energia (Resa), o grupo é dono de uma participação de 34,9% na Raízen Paraguay, antiga Barcos y Rodados. O controle está nas mãos da família Ortega Echeverria, principal candidato a ficar com o restante das ações. Trata-se da maior rede de distribuição de combustíveis do país vizinho, com aproximadamente 300 postos da bandeira Shell e 150 lojas de conveniência. A alienação dos ativos vai fazer pouca ou quase nenhuma diferença na reestruturação financeira do grupo. Estima-se que a participação na Raízen Paraguay esteja avaliada em torno de US$ 85 milhões – para efeito de comparação, apenas 6% do valor amealhado com a venda da subsidiária argentina (US$ 1,4 bilhão). Em 2025, por exemplo, a operação paraguaia gerou para Raízen Energia pouco mais de R$ 46 milhões em equivalência patrimonial. Para os credores, que, com a conversão da dívida, se tornarão donos de 45% da Raízen, é um negócio que não fará a menor falta.

#Raízen

Chinesa Shandong Gold busca minas de ouro no Brasil

8/06/2026
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A chinesa Shandong Gold está garimpando ativos auríferos no Brasil, mais precisamente em Goiás e Minas Gerais. Não é a primeira vez que a empresa ensaia sua entrada no país. Em 2011, ela chegou a fazer uma oferta de US$ 1 bilhão pela aquisição dos ativos da Jaguar Mining em Minas Gerais e no Maranhão, mas as negociações ficaram pelo caminho. A busca por alvarás de pesquisa e lavra em Goiás e Minas Gerais se encaixa na estratégia de internacionalização da companhia. Além da China, a Shandong Gold tem operações em Gana, na Namíbia e na Argentina, onde está um de seus maiores projetos, a mina de ouro de Veladero. Os chineses já investiram US$ 400 milhões na operação. A Shandong Gold tem um portfólio de ativos da ordem de US$ 25 bilhões, dos quais quase 20% estão fora da China. No ano passado, o faturamento global da empresa chegou a US$ 15 bilhões.

#Shandong Gold

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