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Tag: Postal Saúde

Política

Crise da Postal Saúde vira foco de enfermidade para o governo Lula

2/02/2026
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Dentro da crise dos Correios há outra crise que mobiliza o governo. O Palácio do Planalto pressiona a direção da empresa a equacionar a desordem financeira e operacional da Postal Saúde. Os servidores e aposentados da estatal não têm conseguido atendimento nos principais hospitais e clínicas credenciados no plano. Grupos como Rede D’Or e Dasa vêm se recusando a agendar consultas e exames devido à falta de pagamento por parte da Postal Saúde. A inadimplência é resultado direto dos atrasos no repasse dos recursos dos Correios. Relatórios apontam que a dívida da estatal com a empresa de medicina de grupo já ultrapassa os R$ 740, mais que o dobro do registrado em 2024. Os índices de reclamação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar também duplicaram ao longo de 2025. Auxiliares do presidente Lula enxergam as enfermidades financeiras da Postal Saúde como um foco de desgaste político tão ou até mesmo maior do que o próprio rombo financeiro dos Correios. São funcionários públicos e dependentes – em outras palavras, eleitores – que não estão sendo devidamente assistidos pela má gestão da estatal e consequentemente do plano de saúde.

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Governo

Correios busca recursos para tapar buracos em seu plano de saúde

25/11/2025
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Uma das prioridades da nova gestão dos Correios é regularizar os repasses para o Postal Saúde, plano de medicina de grupo dos funcionários da estatal. A preocupação com o tema extrapola a diretoria da empresa e alcança o próprio Palácio do Planalto. Trata-se de um assunto com alto risco de combustão política para o governo Lula. Nos corredores da empresa, já se fala em manifestações e até mesmo na possibilidade de paralisações. Os atrasos nas contribuições dos Correios se arrastam há mais de um ano, afetando os mais de 200 mil beneficiados. Há inúmeros relatos de hospitais e profissionais de saúde da rede credenciada do Postal Saúde que têm se recusado a atender os servidores e aposentados da estatal por falta de pagamento. Como todas as demais pendências decorrentes da dramática situação financeira dos Correios, a normalização dos repasses ao plano de saúde depende do empréstimo de R$ 20 bilhões que está sendo negociado junto a um pool de bancos.

#Correios #Postal Saúde

Postal Saúde é uma carta fora dos planos dos Correios

12/09/2016
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O novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, recebeu carta branca para mexer em um vespeiro. Criada em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, para cuidar da assistência médica dos quase 120 mil funcionários da estatal, a Postal Saúde estaria com os dias contados. Segundo o RR apurou, a estatal estuda um novo modelo sem descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho, que prevê assistência integral aos empregados. A terceirização da carteira, com a contratação de uma operadora de plano de saúde, seria a opção mais provável para a gestão do serviço.  Procurada, a estatal nega o fechamento do Postal Saúde e a terceirização do serviço. Está feito o registro. O fato é que o assunto vem sendo tratado internamente com o maior cuidado e discrição. Por ora, as discussões estão restritas ao alto-comando dos Correios. De antemão, a direção da estatal já contabiliza o risco de uma batalha jurídica. A medida deverá provocar fagulhas e faíscas junto aos empregados, que perderão poder sobre a condução de um negócio que movimenta mais de R$ 1,5 bilhão por ano. Hoje, todos os diretores da Postal Saúde são funcionários de carreira da estatal, a começar pelo atual presidente, Ariovaldo Câmara, que assumiu a presidência há apenas dois meses.  Os números depõem em alto e bom som contra a Postal Saúde. A empresa é uma “miniPostalis” – antes que alguém faça alguma interpretação enviesada, a comparação com o encalacrado fundo de pensão dos Correios diz respeito aos maus resultados financeiros. Segundo o RR apurou, seria necessário um aporte da ordem de R$ 2 bilhões para cobrir os gastos e prejuízos da subsidiária, cifra que os Correios negam. O que não dá para negar é que a saúde financeira da estatal não permite mais sobressaltos desta natureza. No ano passado, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Some-se a isso o fato de que a companhia terá de abrir o caixa e se unir aos próprios empregados para cobrir o déficit atuarial do Postalis, superior a R$ 6 bilhões.

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