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planos
08.06.17
ED. 5636

Correios não manda nem telegrama para o Postalis

São tantos problemas nos Correios que a gestão das aposentadorias de seus funcionários deve ter se tornado a última das prioridades da estatal. Só isso explica a demora na indicação dos novos conselheiros do Postalis, de responsabilidade da mantenedora. Os mandatos de dois integrantes do Conselho Deliberativo e de um membro do Conselho Fiscal expiraram em 30 de abril. No entanto, só na quarta-feira passada, um mês depois, os Correios apresentaram os três substitutos. Aliás, três, não, quatro. Não sabe por que razão a estatal afastou do Conselho Fiscal do Postalis outro de seus representantes, Juliano Armstrong, cujo mandato só terminaria em 30 de abril de 2019.

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24.03.17
ED. 5585

Esclarecimentos relevantes sobre matéria do Postalis

A matéria intitulada “Postalis encontra mais uma carta-bomba em sua contabilidade”, publicada na edição de 21 de março, merece uma série de esclarecimentos. O RR mantém a essência da reportagem, ou seja, o fundo de pensão dos Correios reconheceu em balanço o prejuízo de R$ 65,662 milhões decorrente da compra de títulos da Galileo Educacional. Há, no entanto, contradições, causadas em grande parte pelas diferentes terminologias. Na matéria, o RR noticiou que o Postalis estava prestes a fazer a baixa contábil do investimento.

De acordo com a fonte da informação, a provisão realizada pelo fundo no balanço de 2014 não se constituía em um writeoff, não podendo, portanto, ser considerada como o reconhecimento definitivo da perda do valor aplicado. Ou seja: “provisão” e “baixa contábil” seriam procedimentos distintos. No entanto, o Postalis procurou o RR para esclarecer que o “valor de R$ 65 milhões foi integralmente reconhecido no balanço como resultado negativo de investimentos em 2014” e, segundo a instrução no 34 da Secretaria de Previdência Complementar, o título está marcado a zero. Ou seja: a fundação fez, sim, a baixa contábil do investimento nos títulos da Galileo, em 2014.

O RR cometeu dois equívocos: um na edição da matéria; outro, mais grave, devido à apuração insuficiente de uma informação passada de maneira irresponsável por uma fonte da newsletter. A primeira falha foi ter trocado as bolas em meio ao fechamento da reportagem. O RR disse que o Postalis não havia se pronunciado sobre o assunto. Não é verdade. Foi um engano nosso. O Postalis respondeu, sim, em e-mail enviado no dia 15 de março, às 18h27. E o RR contemplou todas as informações oficialmente dadas pela entidade em seu posicionamento.

Com relação à diferença de cifras sobre o valor que o Postalis teria a receber referente à remuneração dos títulos da Galileo, registramos aqui a correção. Segundo a fundação, não foram “mais de R$ 100 milhões, contando os juros”. “O valor correto a receber, contados os juros até janeiro de 2017, seria de R$ 90 milhões.” O RR faz a ressalva de que, no e-mail enviado pela assessoria do Postalis no dia 15 de março, não consta qualquer correção à cifra de R$ 100 milhões mencionada pela newsletter em mensagem anterior, de 13h39, pedindo a confirmação de números.

O RR, no entanto, se penitencia especialmente por uma informação errada que consta da matéria. Diferentemente do que foi publicado, o presidente do Postalis, André Motta, não era diretor de investimentos da entidade em 2011, quando o fundo de pensão comprou os títulos da Galileo Educacional. Segundo esclarecimento da fundação, “O atual presidente do Postalis iniciou sua gestão no Instituto em abril de 2013, à época, como diretor de Seguridade, muito depois da data mencionada (2011) e dos aportes realizados no investimento.” Comunicamos, também, que a fonte responsável por esses lamentáveis fatos está automaticamente excluída do rol de centenas de colaboradores da publicação.

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correios-rr-5542
21.03.17
ED. 5582

Postalis encontra mais uma carta-bomba na sua contabilidade

Qualquer dia, os mais de cem mil carteiros do Brasil ainda vão para as ruas protestar contra tantos maus- tratos… Em meio à maior razia da história dos Correios, os funcionários da estatal serão obrigados a engolir mais um prejuízo decorrente da desastrosa gestão do Postalis. Segundo informações filtradas junto à própria entidade, o fundo de pensão deverá fazer uma baixa contábil de R$ 65,6 milhões referente à compra de debêntures do Grupo Galileo, responsável pela quebra da Universidade Gama Filho, em 2013. O Conselho Fiscal do Postalis já teria recomendado o writeoff da cifra. Dos mais de R$ 100 milhões que teria de receber, contando os juros, o Postalis embolsou apenas R$ 44 milhões. Procurado pelo RR, o fundo de pensão não quis comentar o assunto.
Em 2011, quando a Gama Filho já patinava em dívidas, o fundo de pensão comprou os papéis pelo valor de face de R$ 81 milhões. O investimento é alvo de investigação na Operação Greenfield, que apura o desvio de recursos nos grandes fundos de pensão do país. Curiosamente, a “ótima” oportunidade de negócio foi conduzida pelo atual presidente do Postalis, André Motta, à época diretor de investimentos da entidade. Não custa lembrar que, em julho do ano passado, o próprio Conselho Fiscal tentou impedir a nomeação de Motta para a presidência da fundação.

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08.12.16
ED. 5512

A nova “carta-bomba” do Postalis

O Postalis estuda a criação de um fundo exclusivo para abrigar ativos podres de sua carteira. O problema é que esta possibilidade já abriu uma nova frente de conflito entre os associados e a diretoria da fundação. Escoltados por seus representantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, funcionários e aposentados dos Correios já estariam se mobilizando para brecar a medida tanto na esfera administrativa quanto, se necessário, na jurídica.

O receio dos beneficiários do Postalis é que as participações penduradas nesse fundo sejam vendidas a terceiros a preços aviltados, com enormes deságios sobre a cifra original lançada em balanço. Fundos especializados na compra de junk bonds teriam sondado o Postalis, oferecendo pagar, no máximo, 5% sobre o valor de face dos títulos. Procurado, o Postalis nega a criação do fundo, mas confirma que “estuda alternativas para a recuperação dos seus ativos provisionados”. A fundação afirma ainda desconhecer qualquer mobilização dos beneficiários contra a direção.

A eventual criação de um fundo com ativos podres ainda dependeria da anuência da Previc, o órgão regulador do setor, mas os associados da Postalis querem furar esse balão de ensaio antes que ele ganhe altitude. Em tese, a proposta até faz sentido: os recursos arrecadados com a venda dos ativos podres seriam destinados a amortizar o déficit acumulado da fundação, próximo dos R$ 6 bilhões. De boas intenções, no entanto, os beneficiários do Postalis já estão fartos. Eles temem que a medida seja usada para justamente encobrir irregularidades e, sobretudo, evitar a responsabilização jurídica de ex-dirigentes que aprovaram investimentos sob suspeita.

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27.10.16
ED. 5484

Antes tarde…

 A diretoria do Postalis , que acumula um rombo superior a R$ 5 bilhões, está elaborando um novo código de compliance para a fundação. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Postalis.

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correios-rr-12
12.09.16
ED. 5452

Postal Saúde é uma carta fora dos planos dos Correios

O novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, recebeu carta branca para mexer em um vespeiro. Criada em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, para cuidar da assistência médica dos quase 120 mil funcionários da estatal, a Postal Saúde estaria com os dias contados. Segundo o RR apurou, a estatal estuda um novo modelo sem descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho, que prevê assistência integral aos empregados. A terceirização da carteira, com a contratação de uma operadora de plano de saúde, seria a opção mais provável para a gestão do serviço.  Procurada, a estatal nega o fechamento do Postal Saúde e a terceirização do serviço. Está feito o registro. O fato é que o assunto vem sendo tratado internamente com o maior cuidado e discrição. Por ora, as discussões estão restritas ao alto-comando dos Correios. De antemão, a direção da estatal já contabiliza o risco de uma batalha jurídica. A medida deverá provocar fagulhas e faíscas junto aos empregados, que perderão poder sobre a condução de um negócio que movimenta mais de R$ 1,5 bilhão por ano. Hoje, todos os diretores da Postal Saúde são funcionários de carreira da estatal, a começar pelo atual presidente, Ariovaldo Câmara, que assumiu a presidência há apenas dois meses.  Os números depõem em alto e bom som contra a Postal Saúde. A empresa é uma “miniPostalis” – antes que alguém faça alguma interpretação enviesada, a comparação com o encalacrado fundo de pensão dos Correios diz respeito aos maus resultados financeiros. Segundo o RR apurou, seria necessário um aporte da ordem de R$ 2 bilhões para cobrir os gastos e prejuízos da subsidiária, cifra que os Correios negam. O que não dá para negar é que a saúde financeira da estatal não permite mais sobressaltos desta natureza. No ano passado, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Some-se a isso o fato de que a companhia terá de abrir o caixa e se unir aos próprios empregados para cobrir o déficit atuarial do Postalis, superior a R$ 6 bilhões.

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postalis-rr-15
15.08.16
ED. 5433

Conselheiros transformam Postalis em campo de batalha

 O que mais falta acontecer ao Postalis? Abalado por seguidos escândalos, suspeitas de desvios de recursos e um rombo da ordem de R$ 6 bilhões, o fundo de pensão dos Correios enfrenta agora uma guerra entre as suas mais altas instâncias de poder. De acordo com uma fonte ligada à fundação, o Conselho Fiscal estaria entrando com uma representação na Secretaria de Previdência Complementar (Previc) contra o Conselho Deliberativo. O objetivo seria anular uma série de atos aprovados pelo órgão, a começar pela recente demissão de Silvio Gulias, que chefiava a área de auditoria da fundação. Gulias foi responsável pela elaboração de um minucioso relatório que levanta denúncias contra o novo presidente do Postalis, André Luiz Motta – ver RR edição de 4 de julho. Segundo a mesma fonte, o documento lista mais de uma dezena de contratos com fornecedores firmados quando André Motta ocupava a diretoria de investimentos do fundo. Na avaliação da auditoria interna, alguns desses acordos teriam sido fechados sem licitação por influência do executivo. Procurado pelo RR, o Postalis confirmou a demissão do auditor Silvio Gulias “por motivos técnicos”. O fundo negou a existência de disputa entre os conselhos. Disse também desconhecer qualquer ação de conselheiros junto à Previc. O fundo não se pronunciou especificamente acerca do relatório elaborado pela área de auditoria. Sobre as denúncias contra André Motta, o Postalis afirma que “se houvesse qualquer irregularidade envolvendo o nome do executivo, a Previc não teria concedido a habilitação ao novo presidente.”  Antes que André Motta assumisse a presidência, os conselheiros fiscais chegaram a recomendar o adiamento da sua posse com base no relatório produzido pela equipe de auditoria, conforme também noticiou o RR em 4 de julho. No entanto, menos de uma semana depois, a nomeação foi confirmada. O próprio Conselho Deliberativo não apenas bancou a indicação do executivo como estaria fazendo de tudo para blindá-lo no cargo.  O fogo cruzado entre os poderes do Postalis se intensifica a cada dia, com acusações de parte a parte. Nos bastidores, os conselheiros fiscais alegam que o Conselho Deliberativo estaria agindo para acobertar possíveis irregularidades cometidas pelo André Motta na diretoria de investimentos com o intuito de salvar a própria pele. Isso porque muitas das operações e contratos firmados à época foram aprovadas pelos mesmos conselheiros. Em contrapartida, o Conselho Deliberativo acusa os conselheiros fiscais de vocalizarem interesses de grupos políticos que foram derrotados na escolha do novo presidente – diga-se de passagem, uma indicação do PSD, do ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab. Segundo o RR apurou, o Conselho Deliberativo defende a destituição dos integrantes do Conselho Fiscal, a começar pelo seu presidente, Reginaldo Chaves.

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postalis
04.07.16
ED. 5403

Nova gestão do Postalis é um museu de grandes novidades

 A indicação de André Motta para a presidência do Postalis – por obra e graça do PSD, de Gilberto Kassab – é um estranho caso de meritocracia às avessas. Na condição de diretor de investimentos do fundo de pensão, cargo que ocupou até março deste ano, Motta esteve à frente de algumas das mais desastrosas – para se dizer o mínimo – operações financeiras da entidade. É o que mostra um relatório interno que circula entre os integrantes do Conselho do Postalis, ao qual o RR teve acesso. Motta é apontado como responsável pela aplicação de mais de R$ 40 milhões nas debêntures emitidas pela M.R.T. Comércio Varejista de Artigos de Vestuário, de propriedade da família Magalhães Pinto. O Postalis foi o único investidor a subscrever os papéis lançados em novembro de 2014. A debênture apresentaria atraso no pagamento de juros. Motta, segundo o relatório, foi também quem levou ao Postalis o “investimento suspeito” de R$ 68 milhões na Galileo , grupo que comprou e quebrou a Universidade Gama Filho, no Rio. Procurado, o Postalis informa que a associação com o Galileo ocorreu antes da posse de Motta na diretoria. No caso das debêntures da M.R.T, o fundo afirma que a operação cumpriu os ritos de governança e o papel está sendo honrado.  Na última quinta-feira, o Conselho Fiscal do Postalis recomendou a anulação temporária da nomeação de André Motta para a presidência. Além da relação com nebulosos investimentos que ajudaram a afundar a entidade, submersa num déficit de quase R$ 6 bilhões, o currículo de Motta carrega outras estranhezas. De acordo com o documento em poder dos conselheiros, o executivo recebeu uma indenização indevida de R$ 568.800,00 ao deixar a diretoria de investimentos. O Postalis confirma o pagamento, “a título de quarentena, conforme previsto na Lei Complementar 108. Da mesma forma, o Conselho Fiscal apura indícios de irregularidades no acordo com a corretora All Star para a contratação do seguro de vida dos participantes do Postalis. O fundo informa que a relação com a corretora “advém de gestões anteriores e antecede em muitos anos a chegada do ex-diretor André Motta.”

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13.06.16
ED. 5388

Temporário

 Três meses após assumir, o presidente do Postalis, Paulo Cabral Furtado, já está na corda bamba. O cargo deverá cair no colo do PSD, de Gilberto Kassab, que, assim, fará uma dobradinha postal. O partido já emplacou o nº 1 dos Correios, Guilherme Campos. A seguinte empresa não se pronunciou: Postalis.

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susep-previc
25.05.16
ED. 5376

Susep e Previc se cruzam em uma super agência reguladora

 A Fazenda pretende ressuscitar um projeto há tempos esquecido nos escaninhos do Poder. Trata-se da criação de uma super agência reguladora das áreas de seguro e previdência privada, setores que se tornaram praticamente um só. A proposta passa pela fusão da Supep (Superintendência de Seguros Privados) com a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar). O primeiro passo nesta direção já foi dado com a transferência da Previdência para a Pasta de Henrique Meirelles, levando a reboque a própria Previc. Hoje, as duas autarquias são vistas pelo governo e pelo próprio mercado como entidades enfraquecidas, sem expressão. No caso específico da Previc há ainda o desgaste por conta dos sucessivos rombos e episódios de má gestão nos fundos de previdência ligados às estatais. Este é justamente um dos principais combustíveis da proposta. Na avaliação da Fazenda, a super agência terá uma maior sinergia regulatória e, consequentemente, maior eficiência na supervisão e fiscalização. Esta nova configuração reduziria, por exemplo, o risco de casos semelhantes ao do Postalis, o fundo de pensão dos Correios que carrega um rombo de R$ 5 bilhões e inúmeras acusações de gestão fraudulenta.  Além de proporcionar maior segurança regulatória, o governo e os agentes do setor apostam que este novo ambiente estimulará um negócio que ainda engatinha no Brasil: o mercado de annuities. Muito comuns nos Estados Unidos, onde o setor movimenta por ano mais de US$ 230 bilhões, as annuities são contratos de longo prazo. Uma seguradora ou um fundo de previdência transfere o risco do fluxo de caixa dos desembolsos futuros, relacionados aos benefícios de planos de previdência em período de desacumulação. O tomador é o emissor das annuities. Dessa forma, é possível mitigar os riscos associados às garantias de uma renda vitalícia. Trata-se de um produto que, por definição, depende de um arcabouço regulatório extremamente rigoroso, regido por normas praticamente inquebrantáveis. Países sul-americanos, como o Chile, tiveram êxito ao criar regras para fomentar o setor. Estudos de grandes seguradoras internacionais indicam um mercado potencial de até US$ 50 bilhões no Brasil, cifras que aguçam o interesse de grupos como Munich Re, Swiss Re, além de fundos de securitização.

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06.04.16
ED. 5342

Tudo em família

 A Lava Jato está ligando os pontos entre o Postalis , o ex-ministro Edison Lobão e seu filho Luciano Lobão.

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15.03.16
ED. 5327

Memória viva

 Demissão não é sinônimo de salvo-conduto. A CPI dos Fundos de Pensão convocou o ex-nº 1 do Postalis, Antonio Carlos Conquista.

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25.02.16
ED. 5314

Sorte ou revez

 Paulo Furtado, escolhido para comandar o encalacrado Postalis, tem a sina de estar no lugar errado na hora errada. Ele era conselheiro do FI-FGTS quando o Ministério do Trabalho desbaratou um esquema para a aplicação irregular de recursos do fundo.

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24.02.16
ED. 5313

Fraude no Postalis também se escreve com “X”

  As investigações da Polícia Federal que apuram um rombo de R$ 5 bilhões nas contas do Postalis avançam sobre a participação do fundo no antigo Império “X”. Há fortes indícios de irregularidades na compra de ações da então OGX feitas entre 2010 e 2011. A fraude seguiria o modus operandi adotado na aquisição de títulos do BVA, também sob investigação da PF. Corretores no exterior, notadamente nos Estados Unidos, teriam comprado ações da OGX, revendendo-as por um valor mais alto a empresas offshore. No passo seguinte, o Postalis teria adquirido os títulos a preços ainda maiores. Procurada, a fundação diz “não ter conhecimento sobre as referidas investigações”. A entidade informou que “as ações do grupo EBX foram adquiridas através de um fundo de investimentos que, por sua vez, investia em outro fundo.” O Postalis afirma ainda que todo o processo de aquisição foi conduzido pelo BNY Mellon, gestor dos dois fundos.  Na época, a fundação dos Correios aplicou cerca de R$ 130 milhões em empresas da EBX. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio e do seu impacto sobre as finanças da entidade, em determinado momento as empresas “X” responderam por mais de 20% dos investimentos do Postalis em renda variável.

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13.01.16
ED. 5286

Postalis

 O presidente do Postalis , Antonio Carlos Conquista, está por um fio. Indicado pelo petista Wagner Pinheiro, ex-presidente dos Correios, Conquista é alvo da Polícia Federal e da CPI dos Fundos de Pensão

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 São cada vez maiores as chances de que o Credit Suisse assuma a gestão dos ativos do Banco Santos. O Centrus, um dos principais credores da antiga casa bancária de Edemar Cid Ferreira, já sinalizou ser favorável à proposta apresentada pelos suíços em julho. A posição do fundo de pensão do BC , inclusive, causou estremecimento nas relações com outros dois credores do Banco Santos, o Real Grandeza e o Postalis, ambos contrários à proposta do Credit Suisse. Desde a liquidação, os três fundos de pensão sempre votaram juntos. Pelo jeito, o pacto informal acabou

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17.08.15
ED. 5186

Postalis

O presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, balança feito vara verde no cargo. Recentemente, o MPSP pediu à Justiça o bloqueio dos seus bens por suspeitas de irregularidades na compra de um terreno pelo fundo de pensão em Cajamar.

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20.07.15
ED. 5166

Postalis

O encalacrado fundo de pensão dos Correios, o Postalis, estaria com dificuldades para honrar pagamentos a fornecedores. Consultada, a fundação informou que todos os “débitos considerados pacíficos” têm sido pagos em dia.

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18.05.15
ED. 5122

Intervenção do Postalis começa a ganhar corpo na Previc

O fantasma da intervenção avança sobre o Postalis. Segundo o RR apurou, o assunto deverá ser apreciado pelo colegiado da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) até o fim do mês. A possibilidade de a autarquia decretar o regime especial e assumir a gestão cresceu consideravelmente com a conclusão das investigações conduzidas pela entidade nos últimos seis meses. Os relatórios já encaminhados ao Ministério Público e a  Polícia Federal reuniriam evidências mais do que suficientes para responsabilizar ex-dirigentes e atuais executivos do Postalis pelo rombo de R$ 5,5 bilhões e referendar a intervenção. Os carteiros, que estão vendo sua aposentadoria se esmigalhar, agradecem. Por meio de entidades representativas, os próprios funcionários dos Correios e aposentados já requisitaram a  Previc a intervenção no fundo de pensão – conforme informou o RR edição nº 4.979. Os relatórios elaborados pela Previc esmiúçam uma série de investimentos lesivos aos beneficiários do Postalis. A folha corrida é extensa. Está para nascer um fundo de pensão que tenha um olfato tão aguçado para farejar instituições financeiras putrefatas. A fundação aplicou recursos em títulos do Banco Santos, do BVA e do Cruzeiro do Sul, todos liquidados pelo Banco Central. Em sua carteira havia também um expressivo volume de papéis da dívida da Argentina e da Venezuela e do Grupo X – ao menos nesse caso, os dirigentes do Postalis podem dizer que erraram eles e o mundo. Desde 2012, a Previc aplicou 12 autos de infração contra gestores do Postalis, informação confirmada pela própria autarquia. Um destes autos, inclusive, já foi julgado pela Câmara de Recursos da Previdência Complementar, que manteve a punição. Consultada acerca da possibilidade de intervenção no fundo dos Correios, a Previc não se pronunciou especificamente sobre esta questão. Mas declarou que “a eventual quebra do dever fiduciário será sempre tratada com o rigor que a lei impõe”. Para bom entendedor… O Postalis, por sua vez, disse “desconhecer” a possibilidade de intervenção. A fundação confirmou, no entanto, que já recebeu os relatórios de fiscalização da Previc e que os documentos “ainda estão em análise para posterior resposta, cujo prazo é de 30 dias a contar da data de 24 de abril”. Ao que parece, o Postalis tem mesmo muito que explicar.

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31.03.15
ED. 5091

Carta-bomba

 Circula nos Correios a informação de que trechos inéditos da delação de Alberto Youssef contêm novas denúncias contra o Postalis. Em outros depoimentos, Youssef deixou claro que mandava e desmandava no fundo, que contabiliza um déficit de R$ 5,6 bilhões. Consultado pelo RR, o Postalis informou “não ter conhecimento sobre o assunto”.

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07.05.14
ED. 4865

Além da Funcef

 Além da Funcef, os eflúvios do doleiro Alberto Youssef pairam também sobre o Postalis, o sempre encrencado fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

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