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Após IPO, Agibank mira multiplataforma própria de crédito e risco
13/02/2026O mercado já mapeia os próximos passos do Agibank após o IPO na Bolsa de Nova York e o reforço de capital de US$ 240 milhões. Há informações de que o banco avalia a compra de empresas de infraestrutura de crédito em áreas como antifraude, biometria, analytics de crédito, plataformas de cobrança e esteiras digitais de originação. A lógica é clara: montar um ecossistema proprietário de originação, risco e cobrança e, com isso, reduzir custo de aquisição de clientes. Outra frente no radar do Agibank é infraestrutura de funding. A instituição financeira tem planos de capacidades ligadas à estruturação de FIDCs, securitização e gestão de carteiras. Ao mesmo tempo, o banco mira o mercado norte-americano, partindo da premissa de que o próprio IPO o credencia para associações ou compra de ativos nos Estados Unidos. O Agibank tem especial interesse na incorporação de negócios focados em prevenção a fraudes e inteligência de dados, que possam ser replicados em suas operações no Brasil.
Cade amplia investigação sobre o ecossistema da Meta
13/02/2026O processo aberto pelo Cade contra a Meta por impedir o uso de ChatGPT e Copilot no WhatsApp é apenas a ponta do iceberg. Segundo informações obtidas pelo RR, os conselheiros do órgão antitruste pretendem ampliar o escopo da investigação, debruçando-se sobre a integração de dados entre redes sociais, aplicativos de mensagens e as camadas de publicidade e mensuração controladas pelo grupo. A conversão da hegemonia em aplicativos — WhatsApp, Instagram e Facebook — em concentração de poder no mercado de publicidade digital é a lógica que sustenta o modelo de monetização da Meta. Até aí, nenhuma novidade. O que o Cade pretende perscrutar não é exatamente o que o conglomerado faz, mas o quanto faz. Ou seja: apurar se a Meta se vale da sua hegemonia em seus serviços de mensagens e em suas redes sociais para “fechar” o mercado publicitário, criando vantagens que concorrentes não conseguem replicar porque não têm acesso aos mesmos dados ou à mesma escala. Ao concentrar dados sensíveis de comportamento, comunicação e consumo em um único ecossistema, a Meta pode reforçar barreiras à entrada, elevar custos de aquisição de clientes para rivais e capturar uma fatia desproporcional da receita publicitária.
Procurado pelo RR, o Cade informou que “não se manifesta sobre casos em andamento”. Também consultada, a Meta não retornou.
Esse é um tema que mexe com todas as mídias. O ponto de partida veio há cerca de um mês, quando o órgão antitruste instaurou um inquérito administrativo e concedeu uma medida preventiva contra o WhatsApp. A medida veio após denúncias da Factoría Elcano e da Brainlogic, empresas desenvolvedoras de IA. Ambas acusam a Meta de abuso de posição dominante e fechamento de mercado decorrente de mudanças nos termos de uso do WhatsApp Business. A denúncia é que desenvolvedoras e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa serão banidos do aplicativo, garantindo um monopólio artificial à dona do WhatsApp.
Leilão de energia: quem manda o governo mudar as regras do jogo?
13/02/2026
General Mills bate à porta de private equities para vender a Yoki
13/02/2026A General Mills ampliou o espectro de busca de um comprador para a Yoki. Segundo informações apuradas pelo RR, o grupo norte-americano tem conversado com gestoras de private equity. Entre os potenciais candidatos ao negócio estariam o Pátria Investimentos e o Advent. Somam-se a players da área de alimentos que já demonstraram interesse pela empresa, casos da Camil e da 3Corações. A General Mills comprou a Yoki em meados de 2012, desembolsando R$ 2 bilhões. Agora estaria tentando levantar algo entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. Não é simples. Com uma ampla linha de produtos, que vai de farinha a salgadinhos, e faturamento anual na casa dos R$ 2 bilhões, a Yoki tem operado com margens cada vez mais apertadas, em muitos casos inferior a 10%. Procurada pelo RR, a General Mills informou que “não comenta rumores de mercado”.
Ciro Nogueira já age como se fosse do governo Lula
13/02/2026Ciro Nogueira é sempre rápido no gatilho. Em meio à reconciliação política com Lula, já manobra para a colocação de aliados no atual governo. O que se diz em Brasília é que o empresário piauiense José Trabulo Junior está cotado para voltar à gestão da Caixa Econômica ou assumir um cargo no Banco do Nordeste. Conterrâneo e ligadíssimo a Nogueira, Trabulo foi exonerado da função de consultor da presidência da CEF em outubro do ano passado. À época, o governo decidiu fazer uma limpa em nomes indicados pelo PP para ministérios e estatais após uma sequência de derrotas em votações no Congresso. Homem de confiança do senador piauiense, Trabulo chegou a atuar diretamente na campanha de Jair Bolsonaro à reeleição, em 2022. A essa altura, com a reaproximação de Nogueira e Lula, esse se torna um pecadilho de menor importância.