Arquivo Notícias - Página 222 de 1965 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

Anatel corta no osso após contingenciamento orçamentário

20/06/2025
  • Share
A Anatel já acusa os efeitos do corte de 25% no orçamento das agências reguladoras decretado pelo governo no início deste mês. Além da suspensão das reuniões presenciais do Conselho Consultivo, a entidade está promovendo uma drástica redução linear nos gastos com passagens aéreas. Até mesmo os deslocamentos dos integrantes do Conselho Diretor para fora de Brasília serão avaliados caso a caso. As participações de membros da Anatel em cursos, eventos, palestras e aparições do gênero no exterior também vão rarear. Procurada pelo RR, a Anatel informou que as reuniões do Conselho Consultivo passarão a ocorrer em formato virtual. A agência reguladora confirmou também o “corte integral dos recursos destinados à capacitação, excetuando-se aqueles alocados para cursos já contratados” e a redução de 50% “do saldo de recursos disponíveis para viagens nacionais e internacionais, excetuadas as dotações destinadas às atividades de fiscalização”, conforme portaria publicada no último dia 11 de junho.
Ainda que por força de uma asfixia orçamentária, talvez um pouco de juízo com a gestão de dinheiro público não faça mal à Anatel. No ano passado, os conselheiros Artur Coimbra de Oliveira e Alexandre Freire figuraram no top 4 dos dirigentes de agências reguladoras que passaram mais tempo no exterior, cada um com um total de 57 dias. Bateram com alguma sobra o próprio diretor geral da Anatel, Carlos Baigorri, que ficou 32 dias fora do país. As viagens de Oliveira e Freire custaram aos cofres do órgão regulador, respectivamente, R$ 148 mil e R$ 327 mil.

#Anatel #corte de orçamento

Recuperação judicial empurra Grupo Safras na direção do BTG

20/06/2025
  • Share

O BTG desponta como um personagem-chave em uma dos maiores e mais controversas recuperações judiciais em curso no agronegócio brasileiro. Bancos credores do Grupo Safras trabalham com a possibilidade de conversão de dívidas em participação acionária. Entre as instituições financeiras, há um entendimento de que os controladores do conglomerado, Pedro Moraes Filho e Dilceu Rossato, têm pouca margem de manobra para a repactuação do passivo de R$ 1,8 bilhão.

Segundo a fonte do RR, o BTG seria o maior interessado na transformação de debt em equity e na consequente entrada no capital da companhia. Ao que parece, o banco enxerga um cavalo encilhado passando à sua frente. E, nessas horas, como bem se sabe, a casa bancária de André Esteves costuma usar esporas bem afiadas. Há uma notória sinergia entre o Safras, um dos maiores grupos de originação, processamento e armazenamento de grãos do Brasil, e a Engelhart Commodities Trading Partners (ECTP).

Trata-se da trading de commodities agrícolas do BTG. Sediada em Londres, a empresa movimenta mais de oito milhões de toneladas de grãos por ano. Em 2024, protagonizou uma das maiores emissões de Certificados de Direito Creditório do Agronegócio (CDCAs), levantando R$ 8,5 bilhões.

Ressalte-se que já existe um ponto de interseção entre o Safras e a Engelhart. Mais do que isso: uma amarra que aumenta a dependência do conglomerado agrícola em relação ao BTG. Uma das maiores unidades de processamento de soja do Safras, localizada em Cuiabá, opera quase que exclusivamente para a Engelhart. São fios que vão atando um lado ao outro e colocando o BTG em uma posição privilegiada em relação às decisões sobre o futuro da companhia agrícola.

Consta, inclusive, que recentemente o banco concedeu ao Safras uma carta de crédito “standby” no valor de US$ 6 milhões tendo como garantia um imóvel de acionistas da empresa. Procurado, o BTG não quis comentar o assunto. O RR enviou também uma série de perguntas ao Grupo Safras e fez seguidos contatos, por meio de sua assessoria de imprensa, mas a empresa não retornou até o fechamento desta matéria.

O processo de recuperação judicial do Grupo Safras está longe de ser algo simples. Trata-se de um imbróglio rumoroso, cheio de idas e vindas. Em maio, a juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop (MT), autorizou o pedido de RJ. Menos de duas semanas depois a desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), acolheu liminar de credores e determinou a suspensão do processo por irregularidades na documentação apresentada pelo grupo empresarial.

O Safras recorreu ao STJ, mas a Corte manteve a decisão da desembargadora. Paralelamente, o grupo tem sofrido outras derrotas na Justiça, incluindo o arresto de bens por credores. A própria unidade de Cuiabá que atende à Engelhart/BTG está no meio de um contencioso. A Carbon Participações conseguiu uma decisão judicial para assumir a gestão da fábrica. A Carbon administra a massa falida da Olvepar, empresa que era dona da planta e a arrendou para a Allos Participação.

Segundo a companhia, posteriormente a Allos teria subarrendado a instalação para o Grupo Safras sem autorização da Justiça. O Safras tenta recuperar a posse na Justiça.

#BTG

Vibra e Copersucar esperam que Evolua faça jus ao nome

20/06/2025
  • Share

Vibra Energia e Copersucar discutem medidas para turbinar a Evolua, joint venture entre ambas voltada à comercialização de etanol. Apesar do lucro de R$ 187 milhões na safra 2024/25, contra uma perda de R$ 91 milhões no ciclo anterior, os dois grupos estão insatisfeitos com o desempenho da empresa. Com o perdão do trocadilho, a companhia não está evoluindo conforme o esperado. Mais de metade da receita ainda vem da venda de álcool das próprias usinas da Copersucar. Ou seja: a rigor é uma renda fixa que independe de esforço comercial. A prioridade é fechar contratos de comercialização com terceiros. Outro projeto discutido é a entrada no segmento de etanol de milho. O que se ouve no setor é que a Evolua tem mantido contatos com grupos do setor, notadamente aqueles engajados no desenvolvimento de novos projetos. É o caso da dobradinha BrasBio e Grupo Progresso, que está investindo R$ 1,2 bilhão na construção de uma usina de etanol de etanol de milho em Uruçui (PI). Procuradas pelo RR, Vibra e Copersucar não quiseram comentar o assunto.

#Copersucar #Vibra

Loft quer ocupar o vazio deixado pelo Quinto Andar em seguros locatícios

20/06/2025
  • Share

A Loft, plataforma de compra e venda de imóveis, lançou uma ofensiva para ocupar um nicho de mercado recentemente abandonado pelo Quinto Andar, seu maior concorrente. A startup tem adotado uma agressiva política comercial junto a imobiliárias para ampliar sua presença no segmento de seguros locatícios. É uma aposta com alguma dose de risco, em razão da baixa rentabilidade e do viés de alta nos índices de inadimplência – em maio, os atrasos no pagamento de aluguel chegaram a 3,69%, contra 3,15% em abril e 3,09% em março. Essa combinação foi decisiva para o Quinto Andar a desativar o seu braço no setor, o QuintoCred Garantia. Por sinal, antes de extinguir a empresa, a startup chegou a oferecer a carteira de 45 mil contratos a concorrentes. A própria Loft olhou o negócio e pulou fora – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico. No setor, há quem diga que o “não” já fazia parte de uma estratégia. Por essa lógica, a empresa teria optado por propositalmente deixar o QuintoCred Garantia derreter para, mais à frente, aumentar seu poder de barganha junto às imobiliárias que acabaram ficando ao relento.

#Loft #Quinto Andar

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima