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Anatel corta no osso após contingenciamento orçamentário
20/06/2025
Recuperação judicial empurra Grupo Safras na direção do BTG
20/06/2025O BTG desponta como um personagem-chave em uma dos maiores e mais controversas recuperações judiciais em curso no agronegócio brasileiro. Bancos credores do Grupo Safras trabalham com a possibilidade de conversão de dívidas em participação acionária. Entre as instituições financeiras, há um entendimento de que os controladores do conglomerado, Pedro Moraes Filho e Dilceu Rossato, têm pouca margem de manobra para a repactuação do passivo de R$ 1,8 bilhão.
Segundo a fonte do RR, o BTG seria o maior interessado na transformação de debt em equity e na consequente entrada no capital da companhia. Ao que parece, o banco enxerga um cavalo encilhado passando à sua frente. E, nessas horas, como bem se sabe, a casa bancária de André Esteves costuma usar esporas bem afiadas. Há uma notória sinergia entre o Safras, um dos maiores grupos de originação, processamento e armazenamento de grãos do Brasil, e a Engelhart Commodities Trading Partners (ECTP).
Trata-se da trading de commodities agrícolas do BTG. Sediada em Londres, a empresa movimenta mais de oito milhões de toneladas de grãos por ano. Em 2024, protagonizou uma das maiores emissões de Certificados de Direito Creditório do Agronegócio (CDCAs), levantando R$ 8,5 bilhões.
Ressalte-se que já existe um ponto de interseção entre o Safras e a Engelhart. Mais do que isso: uma amarra que aumenta a dependência do conglomerado agrícola em relação ao BTG. Uma das maiores unidades de processamento de soja do Safras, localizada em Cuiabá, opera quase que exclusivamente para a Engelhart. São fios que vão atando um lado ao outro e colocando o BTG em uma posição privilegiada em relação às decisões sobre o futuro da companhia agrícola.
Consta, inclusive, que recentemente o banco concedeu ao Safras uma carta de crédito “standby” no valor de US$ 6 milhões tendo como garantia um imóvel de acionistas da empresa. Procurado, o BTG não quis comentar o assunto. O RR enviou também uma série de perguntas ao Grupo Safras e fez seguidos contatos, por meio de sua assessoria de imprensa, mas a empresa não retornou até o fechamento desta matéria.
O processo de recuperação judicial do Grupo Safras está longe de ser algo simples. Trata-se de um imbróglio rumoroso, cheio de idas e vindas. Em maio, a juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop (MT), autorizou o pedido de RJ. Menos de duas semanas depois a desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), acolheu liminar de credores e determinou a suspensão do processo por irregularidades na documentação apresentada pelo grupo empresarial.
O Safras recorreu ao STJ, mas a Corte manteve a decisão da desembargadora. Paralelamente, o grupo tem sofrido outras derrotas na Justiça, incluindo o arresto de bens por credores. A própria unidade de Cuiabá que atende à Engelhart/BTG está no meio de um contencioso. A Carbon Participações conseguiu uma decisão judicial para assumir a gestão da fábrica. A Carbon administra a massa falida da Olvepar, empresa que era dona da planta e a arrendou para a Allos Participação.
Segundo a companhia, posteriormente a Allos teria subarrendado a instalação para o Grupo Safras sem autorização da Justiça. O Safras tenta recuperar a posse na Justiça.
Vibra e Copersucar esperam que Evolua faça jus ao nome
20/06/2025Vibra Energia e Copersucar discutem medidas para turbinar a Evolua, joint venture entre ambas voltada à comercialização de etanol. Apesar do lucro de R$ 187 milhões na safra 2024/25, contra uma perda de R$ 91 milhões no ciclo anterior, os dois grupos estão insatisfeitos com o desempenho da empresa. Com o perdão do trocadilho, a companhia não está evoluindo conforme o esperado. Mais de metade da receita ainda vem da venda de álcool das próprias usinas da Copersucar. Ou seja: a rigor é uma renda fixa que independe de esforço comercial. A prioridade é fechar contratos de comercialização com terceiros. Outro projeto discutido é a entrada no segmento de etanol de milho. O que se ouve no setor é que a Evolua tem mantido contatos com grupos do setor, notadamente aqueles engajados no desenvolvimento de novos projetos. É o caso da dobradinha BrasBio e Grupo Progresso, que está investindo R$ 1,2 bilhão na construção de uma usina de etanol de etanol de milho em Uruçui (PI). Procuradas pelo RR, Vibra e Copersucar não quiseram comentar o assunto.
Loft quer ocupar o vazio deixado pelo Quinto Andar em seguros locatícios
20/06/2025A Loft, plataforma de compra e venda de imóveis, lançou uma ofensiva para ocupar um nicho de mercado recentemente abandonado pelo Quinto Andar, seu maior concorrente. A startup tem adotado uma agressiva política comercial junto a imobiliárias para ampliar sua presença no segmento de seguros locatícios. É uma aposta com alguma dose de risco, em razão da baixa rentabilidade e do viés de alta nos índices de inadimplência – em maio, os atrasos no pagamento de aluguel chegaram a 3,69%, contra 3,15% em abril e 3,09% em março. Essa combinação foi decisiva para o Quinto Andar a desativar o seu braço no setor, o QuintoCred Garantia. Por sinal, antes de extinguir a empresa, a startup chegou a oferecer a carteira de 45 mil contratos a concorrentes. A própria Loft olhou o negócio e pulou fora – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico. No setor, há quem diga que o “não” já fazia parte de uma estratégia. Por essa lógica, a empresa teria optado por propositalmente deixar o QuintoCred Garantia derreter para, mais à frente, aumentar seu poder de barganha junto às imobiliárias que acabaram ficando ao relento.