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Novos “maquinistas” da Cosan trabalham para colocar a Rumo nos trilhos
8/10/2025A entrada do BTG e da Perfin Investimentos no capital da Cosan começa a ter seus primeiros desdobramentos sobre os negócios que compõem a holding de Rubens Ometto. Há informações de que Ometto e seus novos sócios discutem mudanças estratégicas na Rumo Logística.
No curtíssimo prazo, a prioridade é se livrar da Malha Oeste, vista dentro da companhia como um fardo, pela sua baixa rentabilidade e pela permanente queima de caixa – nos seis primeiros meses do ano, a ferrovia torrou cerca de R$ 215 milhões. O desafio da Cosan é fechar um acordo com o governo para a devolução da concessão até dezembro, seis meses antes, portanto, do fim do contrato, previsto para junho de 2026.
O assunto ricocheteia no Ministério dos Transportes e no TCU, atravessando trilhos sinuosos, por onde, aliás, circulam interesses privados e políticos. Um exemplo: o que se diz à boca miúda em Brasília é que, nas últimas semanas, o ex-ministro José Dirceu entrou nesse comboio em busca de uma solução para o imbróglio. Por solução, leia-se a relicitação da ferrovia, com o aval do TCU. É a porta de saída de que a Rumo precisa.
A Malha Oeste é a questão premente, fumegante, que precisa ser resolvida para ontem. Olhando-se mais para o médio e longo prazo, quem está na berlinda é a própria gestão da Rumo Logística, à frente o CEO, Pedro Palma. Há questionamentos à condução estratégica da empresa.
Entre os investidores, era dado como certo que a Rumo conseguiria um aumento considerável em seus preços de frete neste ano. Não só não ocorreu, como a companhia teve de engolir um decréscimo: na média, os contratos de transporte de grãos fechados no segundo trimestre deste ano tiveram preço de R$ 246 por tonelada, abaixo do valor médio de R$ 261 no ano passado. Aos olhos do BTG e da Perfin, a conta não fecha.
O maior fator de pressão sobre os resultados vem do binômio yelds cadentes/capex elevado. Quem o diz é o próprio banco de André Esteves: em recente relatório da área de research, o BTG apontou o baixo retorno sobre o capital aplicado e a gestão do plano de investimentos como dois problemas centrais da companhia.
Procurada pelo RR, a Rumo não se manifestou.
Bamin é a próxima parada no mapa da mina da Cosan
18/10/2022A Cosan quer enfeixar um colar de ativos na área de mineração. Além da já anunciada compra de até 6,5% da Vale, o RR apurou que o grupo de Rubens Ometto mantém conversações com a Bamin, controlada pelo Eurasian Resources Group, do Cazaquistão. A Cosan tem interesse em se associar ao projeto de minério de ferro de Caetité (BA). Trata-se de um negócio visto com certas ressalvas no próprio setor. O desenvolvimento da mina de Pedra de Ferro, com reservas estimadas em 550 milhões de toneladas, ainda está no seu nascedouro.
A Bamin promete produzir 26 milhões de toneladas por ano a partir de 2026 – neste ano, o volume extraído não chegará a um milhão de toneladas. O salto exigirá aportes da ordem de R$ 20 bilhões. Procuradas, Cosan e Bamin não quiseram se manifestar. A julgar pela reação do mercado nos últimos dias, as próximas investidas da Cosan no setor de mineração trazem um desafio extra para Ometto e seus executivos: administrar o mau humor dos investidores. A aquisição de uma fatia na maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale, fez o grupo sucroalcooleiro perder R$ 5,3 bilhões em valor de mercado.
O que dizer de uma operação ainda incipiente, como Caetité? Independentemente da eventual desconfiança do mercado, a Cosan enxerga atrativos consistentes no negócio. Potencialmente, é uma operação ainda mais promissora do que a joint venture com a Aura Mineral em Carajás, que prevê uma produção de dez milhões de toneladas de minério/ano. Há ainda sinergias com a Rumo, braço ferroviário da Cosan. A Bamin detém a concessão para a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste no trecho entre Caetité e Ilhéus. O que se diz na Cosan é que Ometto não vai se limitar à entrada no capital da Vale ou à eventual associação com a Bamin. Outros ativos maiores estão no seu radar. Seria o caso também da operação de minério de ferro da Anglo American, que um dia pertenceu a Eike Batista.
Queda de braço
20/01/2022A Rumo, leia-se Cosan, não vai deixar barato. A empresa prepara-se para recorrer à Justiça da multa de R$ 247 milhões que recebeu do Cade por concorrência desleal no transporte ferroviário de açúcar.
Pressão sobre a Rumo
8/10/2019O ministro Tarcísio Freitas está apertando a Rumo para que o início da operação do trecho central da Norte-Sul, arrematado pela empresa, se dê ainda neste ano. A passagem entre Anápolis (GO) e Porto Nacional (TO) está pronta para uso.
Palavra de honra
17/07/2019A operação da Norte-Sul entre Goiás e Tocantins começará em dezembro. Palavra de Rubens Ometto, dono da Rumo, que arrematou a concessão, ao ministro Tarcisio Freitas.
Palavra de honra
29/07/2014O presidente da Microsoft no Brasil, Mariano de Beer, tem repetido exaustivamente a seus funcionários que a subsidiária não será atingida pela degola mundial da companhia – estão previstas 18 mil demissões. A conferir.