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Infraestrutura
“Custo FCA” atinge indústrias de Minas Gerais e da Bahia
4/12/2024Há o Custo Brasil e, dentro dele, existe o “Custo FCA”. O desinteresse da VLI Logística por vários trechos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) vem impondo uma despesa adicional a grandes indústrias, notadamente de Minas Gerais e Bahia. Que o diga a RHI Magnesita. Estima-se que a interrupção de diversos trechos da FCA penalize a fabricante de refratários com gastos adicionais de 10% a 15%. A companhia é duplamente atingida: precisa levar a magnesita da mina de Brumado (BA) para a fábrica de Contagem (MG) e, na mão contrária, boa parte de sua produção é escoada por portos na Bahia. Sem alternativa, a Magnesita estuda adicionar cerca de 30 caminhões diários a sua estrutura de transporte para compensar a inviabilidade de uso da FCA. A VLI, leia-se Vale, Brookfield e Mitsui, negocia com o governo a renovação antecipada da concessão. Mas, como se sabe, quer devolver uma série de trechos à União. São centenas de quilômetros de ferrovia que não recebem investimentos há anos.
Empresa
Brookfield faz um movimento de mão dupla na VLI Logística
2/07/2024Nem tudo é o que parece ser na recente investida feita pela Brookfield para aumentar sua participação na VLI Logística. Ao adquirir 10% das ações pertencentes à Mitsui, o conglomerado canadense tornou-se o maior acionista individual da holding de concessões, com 36,5%. Uma aposta de longo prazo na empresa? Não necessariamente. No setor, há quem veja, desde já, um segundo movimento na operação.
A VLI está em negociações avançadas com o Ministério dos Transportes para a renovação antecipada da concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica). A prorrogação do contrato, um impasse que se arrasta há mais de dois anos, tem tudo para elevar o valuation da VLI. A Brookfield, então, aproveitaria a janela de oportunidade para vender mais à frente parte ou mesmo integralmente a sua participação na companhia. Ressalte-se que, no passado recente, os canadenses chegaram a ofertar as ações em mercado, mas não encontraram comprador. Muito em função exatamente do imbróglio da FCA. Procurada pelo RR, a Brookfield não quis se pronunciar.
“Me ajuda a te ajudar”
12/01/2021O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, tenta atrair a VLI Logística, leia-se Vale, para o leilão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O investimento na construção do trecho entre Caetité e Ilhéus, na Bahia, seria a contrapartida da empresa para a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Mais do que isso: a VLI ajudaria a resolver um problema do próprio Freitas, que pena para encontrar interessados em disputar o leilão da Fiol. No entanto, segundo o RR apurou, a VLI prefere pagar o “pedágio” pela prorrogação do contrato de concessão da FCA de outra forma, com aportes na própria ferrovia. Procurada, a companhia informa que “investimentos decorrentes do processo de renovação da concessão começarão a ser discutidos apenas a partir da audiência pública agendada para 3 de fevereiro”.
IPO a caminho
2/09/2020Criada a partir da costela da Vale, a VLI Logística prepara seu IPO. Se serve de estímulo, a Rumo Logística acaba de captar R$ 6,4 bilhões com uma oferta subsequente de ações.
VLI na prateleira
3/02/2020A Caixa decidiu o próximo passo do seu programa de desmobilizações: vai vender sua participação de 15,9% na VLI Logística, ações penduradas na carteira do FI-FGTS.