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Justiça

Luiz Zveiter antecipa o clima eleitoral no TJ-RJ

6/03/2025
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Já é novembro de 2026 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O desembargador Luiz Zveiter está em campanha para a presidência da Corte. Busca votos ao mesmo tempo em que faz oposição ao atual ocupante do cargo, o desembargador Ricardo Couto, para quem perdeu a eleição no último mês de novembro. A julgar pela votação, Zveiter tem uma ladeira íngreme para subir. Mesmo sendo, sabidamente, um dos mais influentes magistrados do TJ-RJ, recebeu apenas 65 votos, contra 116 de Couto. Além da disputa interna, Zveiter ainda tem outro obstáculo às suas pretensões eleitorais em 2026: Paulo Gonet. O procurador geral da República entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (no 7.751) no STF para derrubar a Emenda Constitucional 134/2024. A EC passou a permitir que desembargadores que já ocuparam a presidência de Tribunais de Justiça possam concorrer a novos mandatos. A regra se limita a Cortes com mais de 170 desembargadores. Apenas os TJs do Rio e de São Paulo atendem à cláusula de barreira. Por esse motivo, no Congresso e no próprio Judiciário, a mudança ganhou o apelido de “Emenda Zveiter”.

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Justiça

TJ-RJ marca julgamento da polêmica Súmula 70

6/12/2024
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Segundo o RR apurou, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) marcou para a próxima segunda-feira o que é tratado no próprio Judiciário como um dos julgamentos mais importantes do ano. A Corte decidirá pela revogação ou não da Súmula 70, que legitima condenações na esfera criminal apenas com base no depoimento de agentes policiais, ou seja, sem prova material ou testemunho de terceiros. A questão é tão polêmica que levou o STF, no ano passado, a determinar que todos os policiais militares do Rio usassem câmeras em suas fardas. Em vigor há 23 anos, a Súmula divide opiniões no aparelho de Justiça. O STJ vem consolidando o entendimento de que condenações criminais não podem ser exclusivamente fundamentadas em depoimentos de policiais. A Defensoria Pública defende a suspensão da norma, por considerar, entre outros aspectos, que ela fere a presunção de inocência do réu. Na fase inicial do debate, o Ministério Público do Rio, por sua vez, sustentou pela manutenção da Súmula. Entre o sim e o não, há a possibilidade de uma solução no meio do caminho. O RR apurou que o desembargador José Muiños Piñeiro Filho, ex-chefe do Ministério Público do estado, deverá propor aos colegas uma nova redação da regra.

#Judiciário #Súmula 70 #TJ-RJ

Judiciário

Polarização política acirra eleição do futuro desembargador do TJ-RJ

18/04/2024
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A disputa pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que será aberta em maio com a aposentadoria do magistrado Maurício Caldas, já mobiliza a Corte e o Ministério Público do Estado, a quem cabe a indicação. Segundo o RR apurou, no tradicional e feérico jogo de indicações e contraindicações travado nos gabinetes do TJ-RJ, dois nomes são dados como certos na lista sêxtupla do MP. O primeiro deles é o do promotor de Justiça Guilherme Peña. Conferencista emérito da Emerj (Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro) e autor de 25 livros da área do direito, Peña tem bastante prestígio não apenas dentro do Ministério Público como também na esfera acadêmica. O segundo bem cotado é o procurador de Justiça Marlon Oberst Cordovil, que atua no Órgão Especial do próprio TJ-RJ.

“Barbadas” à parte, a polarização política deverá ter um peso expressivo na montagem da lista sêxtupla. Essa dualidade é personificada nas figuras dos promotores Eduardo Paes Fernandes e Adriana Alemany de Araújo, que contam com o apoio de alas distintas dentro do MP. No Ministério Público e no Judiciário fluminense, Fernandes é tido como alguém de perfil “bolsonarista”. Este pode ser um ativo junto ao governador Claudio Castro, que tem a palavra final na escolha dos desembargadores do TJ-RJ. Já Adriana Alemany é identificada com o “outro lado”. Um de seus casos marcantes, na condição de promotora eleitoral, foi o inquérito que investigava o senador Flávio Bolsonaro por suposta lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral em sua declaração de bens nas eleições de 2014, 2016 e 2018. Na ocasião, Adriana pediu à Justiça o envio do inquérito para a Polícia Federal. O ex-ministro Sergio Moro, em seus momentos de revanche contra Jair Bolsonaro, disse que a pressão do então presidente da República por mudanças na cúpula da PF no Rio começou exatamente por conta das investigações contra Flavio.

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