Arquivo Notícias - Página 256 de 1965 - Relatório Reservado

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Grupo indiano estuda produzir defensivos agrícolas no Brasil

2/05/2025
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Circula à boca miúda no setor agrícola a informação de que a indiana IFFCO (Indian Farmers Fertiliser Cooperative Limited) tem planos de produzir defensivos agrícolas no Brasil. Entraria, assim, em um mercado dominado por gigantes como Bayer, Basf e Syngenta, além de ter de enfrentar o crescente contrabando de agrotóxicos no país – ver RR (https://relatorioreservado.com.br/noticias/china-e-a-vila-da-vez-no-contrabando-de-agrotoxicos-para-o-brasil/). O grupo já tem um investimento em curso no Brasil: está construindo uma fábrica de nanofertilizantes em Campina Grande do Sul (PR), ao custo de aproximadamente US$ 12 milhões. A IFFCO é uma das maiores cooperativas agrícolas do mundo. Reúne mais de 55 milhões de agricultores indianos e uma rede de aproximadamente 35 mil subcooperativas associadas. Além da produção de agroquímicos, oferece crédito e seguro aos produtores e tem ainda um braço de telecomunicações voltado a áreas rurais.

#Agricultura #Agrotóxicos

Credores também querem “impeachment” de presidente do Corinthians

2/05/2025
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O presidente do Corinthians, Augusto Melo, enfrenta não apenas um, mas dois processos de “impeachment”. O primeiro, formalmente aberto no fim do ano passado, corre no Conselho Deliberativo; já o segundo começa a surgir de fora para dentro do clube. De acordo com informações filtradas pelo RR, bancos credores se articulam com o objetivo de afastar Melo das negociações para a repactuação do passivo do Corinthians.

A lista de instituições financeiras reúne, entre outros, Caixa Econômica, Santander e Daycoval. No entendimento dos credores, o dirigente perdeu as condições necessárias para conduzir a reestruturação financeira do Corinthians – o que está em jogo é a maior dívida do futebol brasileiro, superior a R$ 2,4 bilhões. A presença de Melo à frente das tratativas é uma questão sensível diante das rígidas regras de compliance dos próprios bancos.

O dirigente é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por denúncias de lavagem de dinheiro, que motivaram o pedido de impeachment. Procurados pelo RR, Santander e Daycoval não se pronunciaram. A Caixa, por sua vez, informou que “não se manifesta sobre operações de crédito e estruturação de dívidas específicas, em razão do sigilo bancário previsto na LC 105/2001”. 

O banco estatal tem um peso grande nas discussões em torno do passivo do clube paulista. O Corinthians deve cerca de R$ 670 milhões ao banco estatal, referentes ao financiamento para a construção da Neo Química Arena.  

Como se não bastasse a acusação que paira sobre o cartola, os credores questionam também o desmonte do modelo de governança corporativa do Corinthians, que, de alguma forma, dava alguma sustentação às conversas para a renegociação da dívida. Melhor seria dizer do suposto modelo de governança. No ano passado, Melo contratou para o cargo de CEO do Corinthians o executivo Fred Luz, que havia ocupado a mesma função no Flamengo.

Não teria passado de um jogo de cena. Em poucos meses, Luz perdeu poderes e foi jogado para escanteio. Em dezembro, foi formalmente afastado do posto. Algo similar se aplica à Alvarez & Marsal, à qual o próprio Fred Luz é ligado. A consultoria prestava serviços ao Corinthians desde meados do ano passado. Mas também foi deixada de lado por Augusto Melo.

Na última quarta-feira, a Alvarez & Marsal anunciou a rescisão do contrato. Consta que a empresa teria cometido o “pecado” de recomendar que o clube entrasse em recuperação judicial, hipótese rechaçada por Melo.

 

#Corinthians

EBrasil avança no capital da Brava Energia

2/05/2025
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O Yellowstone tornou-se uma peça-chave na engrenagem societária da Brava Energia. O RR apurou que o fundo de investimento, atualmente dono de 5,29% do capital, pretende ampliar sua participação acionária e consequentemente ter influência na gestão da petroleira. É grande o seu apetite por um posição no conselho de administração. Por trás do Yellowstone está a EBrasil, do empresário pernambucano José Cantarelli, dono de usinas termelétricas e de um terminal de regaseificação de gás no Sergipe. Em contato com o RR, a companhia confirmou que “com uma posição relevante, é natural buscar um assento no Conselho de Administração”. A EBrasil garante que, desde o 15 de abril, quando da divulgação de fato relevante, não aumentou sua participação na Brava Energia, com um “porém” que faz toda a diferença: “Mas estamos muito confiantes na tese de investimento e acreditamos que a Brava vai criar muito valor para os acionistas nos próximos anos”. O avanço da EBrasil no capital da Brava Energia se dá justo no momento em que a empresa amplia sua produção. Há pouco mais de duas semanas, iniciou a operação dos poços 4H e 5H, na Campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos.

#Brava Energia

Mágoas diplomáticas da eleição da OEA respingam em Itaipu

2/05/2025
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Como se não bastasse a acusação de que a Abin teria espionado autoridades do Paraguai, outro “incidente” diplomático está pesando contra nas negociações bilaterais para a renovação do Tratado de Itaipu. O governo do Paraguai sentiu-se traído pela posição do Brasil na recente eleição do secretário-geral da OEA. Às vésperas do pleito, o governo Lula decidiu se aliar à candidatura do chanceler do Suriname, Albert Ramdin, que acabou escolhido para o cargo. Havia uma costura prévia para que o Brasil apoiasse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Lezcano. Sem o respaldo brasileiro, outros países sul-americanos também viraram casaca e se uniram a Ramdin. Diante da revoada de potenciais votos, Lezcano se viu obrigado a retirar sua candidatura à OEA. Foi-se o candidato, mas ficaram as rusgas diplomáticas.

#Itaipu

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