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Aeris retoma negociações para venda do controle

24/10/2025
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A família Negrão reabriu conversas com potenciais candidatos à compra da Aeris, segundo uma fonte próxima ao clã. Ao contrário da primeira tentativa de venda, no fim do ano passado, o entendimento dos acionistas controladores é que a companhia volta para a vitrine mais lustrada, devido à renegociação da sua dívida. Em maio, a fabricante de pás para usinas eólicas fechou um acordo com os bancos credores, à frente Banco do Brasil, Santander e Banco Votorantim, para a repactuação de 90% do seu passivo. Com isso, a relação dívida líquida/Ebitda caiu de massacrantes 8,6 vezes em dezembro para duas vezes no balanço no segundo trimestre – o endividamento de curto prazo soma R$ 1,6 bilhão. Consultada sobre a retomada das negociações para a venda do controle, a Aeris disse ao RR que “qualquer notícia dessa natureza será informada via Fato Relevante ou Comunicado ao mercado”. No fim do ano passado, a chinesa Sinoma chegou a formalizar uma proposta para a aquisição da companhia, mas o valor passou longe dos R$ 2 bilhões pedidos pelos acionistas.
Em tempo: se a dívida está equacionada, o desempenho operacional da Aeris é que não tem ajudado muito. No primeiro semestre, a empresa acumulou prejuízo de R$ 268 milhões, seis vezes superior à perda registrada no mesmo período em 2024 (R$ 44 milhões).

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Aeris corre contra o vento em busca de um comprador

18/07/2025
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Após a frustrada negociação com a chinesa Sinoma, a família Negrão segue em busca de um comprador para a Aeris. No setor, a dinamarquesa Vestas é apontada como potencial candidata à compra da fabricante de aerogeradores. Outro nome citado em petit comité é o da gestora alemã Aquila Capital, que já investiu mais de US$ 2 bilhões em energia eólica, tanto no segmento de equipamentos quanto em parques fotovoltaicos.

Em meio a uma crise financeira que se arrasta há mais de dois anos, a Aeris teve um alívio recente, ao conseguir fechar um acordo com Banco do Brasil, Banco Votorantim e Santander para a repactuação de aproximadamente 90% do seu passivo. Além do peso do passivo, a empresa sofre com a crise que atinge a indústria de equipamentos para energia eólica.

Players como a própria Vestas, WEG, Siemens Gamesa e GE reduziram a produção e fizeram demissões. Nesse último quesito, a Aeris fez um estrago: eletrocutou mais de 3,7 mil postos de trabalho. Ainda assim, há uma luz no fim do túnel que pode reavivar o interesse de

grupos internacionais pela sua aquisição.

No setor, há uma estimativa de retomada das encomendas a partir de investimentos em energia eólica anunciados. Alguns contratos já foram confirmados, com entregas a partir de 2027. É sintomático, inclusive, que a Vestas

já tenha anunciado um investimento de R$ 130 milhões em sua fábrica de turbinas em Aquiraz (CE). 

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Dúvidas sobre futuro da Aeris esquentam assembleia de credores

7/01/2025
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A Aeris será ou não vendida para a chinesa Sinoma? Os asiáticos vão ou não injetar capital na empresa? Os debenturistas da fabricante de pás para usinas eólicas querem respostas para essas perguntas na assembleia marcada para amanhã. A companhia convocou os credores na tentativa de negociar um waiver de 60 dias para o pagamento da amortização e dos juros de R$ 600 milhões em debêntures emitidas em 2021 – o vencimento está marcado para o próximo dia 15. Muito provavelmente, o beneplácito dos detentores dos papéis estará indexado ao aporte de recursos na Aeris. Em dezembro, a Sinoma fez uma oferta para a compra do controle à família Negrão e ao BTG, os dois principais acionistas da companhia. O que circula no mercado é que os chineses se comprometem a pagar as dívidas de curto prazo, em torno de R$ 550 milhões. Procurada pelo RR, a Aeris não se pronunciou.

#Aeris #Energia Eólica #Sinoma

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Crise no setor eólico é um vento que bate forte na Aeris

12/06/2024
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Os ventos que correm na área de energia sopram incertezas em relação à Aeris, uma das principais fabricantes de equipamentos para geração eólica da América Latina. No setor pairam dúvidas sobre o futuro da participação da família Negrão, controladora da empresa, ao menos nos termos atuais. Há informações, inclusive, de que o clã tem sido procurado por potenciais interessados na compra de uma participação ou mesmo do controle da companhia. Um dos nomes citados é a dinamarquesa Vestas, maior produtora mundial de aerogeradores. Ressalte-se que os escandinavos já têm um pé na soleira da empresa da família Negrão.

Desde 2015 a Aeris fornece pás eólicas para a Vestas – no início, o acordo de parceria foi estendido até 2028. No rol dos candidatos à eventual compra da companhia figura também uma das maiores gestoras de private equity brasileiras, com mais de R$ 200 bilhões em ativos sob o seu guarda-chuva. As tratativas são conduzidas pelo BTG – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, em 2 de abril.

A Aeris enfrenta um momento delicado, menos por razões internas e mais por circunstâncias exógenas.

O Brasil vive um ciclo contracionista de encomendas no setor de geração eólica, que tem afetado a indústria de equipamentos como um todo. A própria Aeris se viu forçada a cortar 1,5 mil postos de trabalho desde o ano passado na sua fábrica de Pecém (CE). Ressalte-se que esse quadro turbulento do setor coincide com um período de transição na Aeris, forçado pela morte do patriarca Alexandre Negrão, mais conhecido como Xandy Negrão, fundador do laboratório Medley e dono de uma vitoriosa carreira no automobilismo.
O empresário sempre foi extremamente respeitado, primeiro no setor farmacêutico e, depois, na indústria de bens de capital para a área de energia. Consultada, a Aeris não se manifestou especificamente sobre a hipótese de venda de parte do capital ou mesmo do seu controle. No entanto, em sua conversa com o RR, a empresa confirmou que: “Fizemos diversos ajustes em nossa estrutura, o que inclui também uma adequação em nosso quadro de colaboradores.”

A empresa afirma seguir confiante “com o setor de energia eólica no longo prazo, dados os compromissos de descarbonização que estão sendo firmados no Brasil e no mundo”. Com uma ressalva: “Apesar de 2024 representar um desafio no Brasil – com menor perspectiva para a instalação de novos parques eólicos, redução no número de contratos e no volume de vendas”. A saída, de acordo com a companhia, é tentar compensar esse cenário com vendas internacionais: “Acreditamos que o mercado externo deva atingir cerca de 40% da nossa receita até 2025, com boas oportunidades nas Américas, de maneira geral (Estados Unidos, Chile, México, Argentina).”  Outra rota de escape é a prestação de serviços. A Aeris disse ao RR estar fortalecendo a Aeris Service, que atua nos segmentos de reparos, pinturas, limpeza, manutenções preventivas e corretivas e inspeções fotográficas. A divisão vai representar algo entre 7% e 10% da receita do grupo neste ano. O RR também entrou em contato com a Vestas, mas não obteve retorno.

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