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Destaque
Camil enche o seu prato na América do Sul
28/01/2025A Camil – um dos maiores conglomerados da área de alimentos no Brasil, com faturamento próximo dos R$ 12 bilhões – avança a passos largos para montar um cinturão de ativos na América do Sul. Segundo informações filtradas pelo RR, os planos da companhia preveem sua entrada na Colômbia ainda neste ano. Na mira, a aquisição de fabricantes locais nos segmentos de café e de biscoitos.
Outro alvo no radar da Camil seria a Argentina. A empresa já operou no país, mais precisamente no setor de arroz, entre 2013 e 2018. Por mais paradoxal que possa soar, talvez seja a hora do retorno. A crise econômica dos vizinhos que tanto afugenta investidores é a mesma que coloca sobre a prateleira ativos baratos.
Em conversa com o RR, a Camil afirma que “segue avançando de forma consistente em sua estratégia de expansão, com um modelo de negócios baseado na diversificação do portfólio, inovação de produtos, aquisições estratégicas e expansão para mercados internos e externos”. Perguntada especificamente sobre a entrada em novos países na América do Sul, a empresa não se pronunciou.
A expansão internacional tem duplo valor estratégico para a Camil. Além da ocupação do mercado doméstico em países vizinhos, a múltipla presença serve como um hedge em relação às exportações. Permite à companhia mitigar o impacto de eventos sazonais, notadamente efeitos climáticos, sobre a produção agrícola.
Hoje, a Camil já atua no Uruguai, Chile, Peru e Equador. Recentemente, entrou no Paraguai, com a compra de duas importantes beneficiadoras de arroz locais – Villa Oliva Rice e Rice Paraguay. A ampliação dos domínios na América do Sul caminha paripassu à diversificação do portfólio do grupo. Em 2021, a Camil ingressou no mercado de café, com a compra da marca Seleto.
Em 2022, chegou às gôndolas de biscoitos com a aquisição da Mabel. O que se diz no setor é que a empresa – dona de marcas tradicionalíssimas, como o açúcar União e os achocolatados Toddy – avalia entrar em novos segmentos, como o de alimentos congelados.
Em contato com o RR, a Camil diz que está “sempre avaliando oportunidades que possam agregar valor ao nosso portfólio. Qualquer decisão relacionada ao ingresso em novos setores será divulgada de maneira transparente, respeitando os trâmites legais e regulatórios exigidos”.
Agronegócio
Camil e Josapar correm atrás de cada grão de arroz
13/09/2023As maiores processadoras de arroz do país, a exemplo da Camil e da Josapar, enfrentam problemas para manter seus níveis de estoque, notadamente para o fim do ano. De um lado, está a queda da safra brasileira 2022-2023, cerca de 7% menor do que a anterior; do outro, as dificuldades encontradas para a importação do produto. No Paraguai, o maior fornecedor de arroz para o Brasil (quase 60% do volume total), os preços subiram 20% nos últimos 12 meses. No Uruguai, de onde vêm aproximadamente 25% das importações brasileiras, as empresas brasileiras também se deparam com um cenário adverso. As cotações dispararam e praticamente não há arroz disponível. “Culpa” da Índia, comprou uma parcela expressiva dos estoques uruguaios.