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Venda da SAF dos Santos é um jogo que mal começou
3/04/2025
Biotecnologia é o princípio ativo para o crescimento da Blau Farmacêutica
3/04/2025O empresário Marcelo Hahn, controlador da Blau Farmacêutica, avalia possíveis cenários para acelerar o crescimento da empresa. Segundo informações filtradas pelo RR, uma das ideias que começa a ganhar corpo é a busca de investidores especificamente para o braço de biotecnologia do laboratório.
Seria uma alternativa diante da inapetência do mercado a novas ofertas de ação – a Blau realizou seu IPO em abril de 2021, quando levantou R$ 1,2 bilhão. A área de biotecnologia é a grande aposta de Hahn, um negócio que permitirá à companhia dar um salto para o futuro da farmacologia.
A empresa já dispõe de um considerável portfólio de pesquisas avançadas na área de biossimilares, como os Anticorpos Monoclonais (MABs),medicamentos biotecnológicos que produzem anticorpos específicos para um antígeno de interesse.
Em contato com o RR, a Blau afirmou que já submeteu para “aprovação da Anvisa produtos com um Mercado Endereçável Total (receitas potenciais) de R$ 3 bilhões, a serem lançados entre 2025 e 2027”.
A cifra é 50% superior aos lançamentos feitos pela companhia entre 2022 e 2024. Se considerados os anticorpos monoclonais, “os lançamentos irão totalizar um Mercado Total de R$ 6 bilhões entre 2028-2030, o que seria o dobro do período anterior”, diz a Blau.
Perguntada especificamente sobre a possibilidade de atrair um investidor para o negócio de biotecnologia, a empresa disse que “não descarta e está constantemente avaliando novas parcerias, mas, no momento, não tem nenhuma novidade para revelar ao mercado”.
Nos últimos anos, a Blau tem apresentado ao mercado números vitaminados. Em 2024, sua receita somou R$ 1,8 bilhão, um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Sua performance correspondeu a mais do que o dobro do aumento das vendas de todo o setor farmacêutico no país, em torno de 11%.
Stone ainda busca uma oferta mais alta pela Linx
3/04/2025A demora da Stone em fechar a venda da empresa de softwares Linx se resume a uma palavra – a mais importante de todas: preço. Até o momento, a companhia não conseguiu uma oferta na casa dos R$ 4 bilhões, como é a sua pretensão. O que se diz no setor é que a Stone ainda tenta trazer novamente para o páreo a Totvs, de Laercio Cosentino. A empresa participou da primeira fase do processo competitivo para a compra da Linx, mas, assim como o Advent e a israelense Nayax, pulou fora do barco. Por ora, a canadense Constellation é a única pretendente ainda à mesa de negociações.
Nesters Tech chega ao Brasil para adubar startups do agronegócio
3/04/2025A argentina Nesters Tech prepara seu desembarque no Brasil. A empresa, uma aceleradora de startups do agronegócio, está garimpando projetos do lado de cá da fronteira, notadamente voltados ao uso de inteligência artificial no campo e a biotecnologia e bioenergética. Controlada por produtores rurais argentinos, a Nesters já apoiou 35 agtechs locais. Entre outros fundos de venture capital, tem como parceiro o The Yeld Lab Latam, braço latino-americano da rede global de fundos The Yield Lab, com participações em mais de 80 startups em todo o mundo. No seu rol de investidores figuram grandes grupos como a Nestlé e a mexicana Bimbo.
Governo pressiona Maranhão para extinguir taxa de exportação sobre grãos
3/04/2025A polêmica taxa sobre a exportação de grãos instituída no Maranhão tornou-se uma questão, a um só tempo, de ordem jurídica e política. Na semana passada, a 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís (MA) suspendeu a cobrança de 1,8% por tonelada sobre soja, milho, milheto e sorgo que entram e circulam no estado. O governo do Maranhão já sinalizou que deve recorrer. No entanto, paralelamente, o Palácio do Planalto pressiona o governador maranhense, Carlos Brandão Junior (PSB), a extinguir o imposto em definitivo. O governo federal teme o impacto do tributo sobre o preço dos alimentos para o consumidor no mercado interno. Uma vez mantido, alguém terá de pagar pelo custo adicional e, certamente, não serão os agricultores. Ressalte-se que foi também por pressão de Brasília que o governador do Pará, Helder Barbalho, voltou atrás na criação de uma taxa de exportação agrícola similar à do Maranhão. A medida foi aprovada em dezembro e revogada apenas dois meses depois.