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Mak Capital cerca Oncoclínicas por todos os lados

27/04/2026
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Corre no mercado que a Mak Capital prepara uma nova proposta de aporte de capital na adoentada Oncoclínicas. O valor seria superior aos R$ 500 milhões colocados sobre a mesa na primeira oferta, em março. A injeção de recursos seria indexada a uma régua de exigências ainda mais draconiana. Entre as condições em discussão estariam a assunção da gestão financeira, poder de veto sobre desembolsos relevantes, a revisão de contratos com partes relacionadas e uma auditoria independente sobre o passivo, o caixa e a exposição da Oncoclínicas ao Banco Master. Há especulações ainda deque o aporte seria desembolsado em parcelas, condicionado ao cumprimento de metas de liquidez e renegociação com credores. A gestão da Oncoclínicas olha para um lado, para o outro, e parece não tem para onde correr, a não ser na direção da Mak. Além da possível capitalização, a gestora fechou recentemente, em parceria com a Lumina, um empréstimo de R$ 150 milhões à rede de clínicas oncológicas para financiar a compra de medicamentos. Ao que tudo indica, a Mak tem uma estratégia definida: garantir liquidez imediata para a Oncoclínicas – em leia-se, no limite, assegurar a própria sobrevivência da empresa de medicina -, enquanto avança sobre uma eventual ampliação de participação acionária. Os norte-americanos detêm aproximadamente 6% do capital da companhia.

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MAK Capital manobra por mudanças de cima a baixo na gestão da Oncoclínicas

8/04/2026
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A passagem de Carlos Gil pelo comando da Oncoclínicas pode ser breve. Corre à boca miúda no mercado que a MAK Capital, acionista da empresa, manobra nos bastidores para substituir o executivo, no cargo há pouco mais de um mês. Dona de pouco mais de 6% do capital, a gestora norte-americana tornou-se uma pedra pontiaguda no sapato dos demais acionistas e dos dirigentes da Oncoclínicas. Já formalizou um pedido de destituição de todo o conselho da companhia e, ontem, apresentou uma chapa com quatro nomes para a eleição do novo board, marcada para o próximo dia 30. Os norte-americanos travam uma queda de braço com a atual administração, que não apenas defende a permanência de Gil como CEO, mas também indicou seu nome para a vice-presidência do Conselho. Uma nova e abrupta troca na gestão executiva seria um solavanco a mais para a rede de clínicas oncológicas, afetada pela crise do Master. O banco foi seu sócio até o ano passado. Além disso, a empresa mantinha cerca de R$ 478 milhões aplicados em CDBs da instituição financeira. Com dívidas superiores a R$ 4 bilhões, a Oncoclínicas enfrenta uma situação financeira delicada. Consta que seu caixa é suficiente apenas para manter os custos operacionais por mais 15 dias. Porto, Starboard e a própria MAK já apresentaram propostas para injetar capital na companhia. Consultada, a Oncoclínicas não quis comentar o assunto. A MAK não retornou até o fechamento desta matéria.

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Afinal, o que a MAK Capital quer da Oncoclínicas?

27/03/2026
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A pergunta acima é repetida pelos próprios acionistas da empresa de medicina. O súbito movimento da MAK Capital, que pediu a convocação de uma assembleia para destituir todo o conselho da Oncoclínicas, colocou uma pulga atrás da orelha dos demais investidores. Entre os acionistas, a leitura é que se trata de uma manobra da gestora com o objetivo de aumentar o prêmio para a sua saída do capital – os norte-americanos detêm 6% da rede de clínicas oncológicas. Nesse caso, o roteiro estaria mais ou menos ensaiado: o fundo questiona a governança, critica os termos da operação e ameaça reorganizar o conselho. Com isso, aumenta-se o risco percebido: a transação fica mais complexa, o cronograma se estica e o acionista insurreto ganha um poder de barganha superior ao tamanho da sua participação. Ou seja: a MAK estaria criando dificuldades para vender facilidade mais à frente.
O que mais chama a atenção na ofensiva da gestora contra o board é o timing. Ela se dá justamente no momento em que a Oncoclínicas costura uma associação com a Porto e a Fleury. Soma-se o fato de que a MAK acena com um aporte de R$ 500 milhões na empresa, que estaria condicionada à destituição do conselho. Formalmente os norte-americanos dizem que não é uma proposta antagônica à tríplice fusão que vem sendo negociada pela Oncoclínicas. Não é que o pensam outros acionistas da empresa e muito menos Porto e Fleury.

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