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Educação
As várias disputas em torno do espólio de João Carlos Di Gênio
31/03/2026A operação policial deflagrada nesta terça-feira, para apurar uma tentativa de fraude de R$ 900 milhões contra o espólio de João Carlos Di Genio, joga luz sobre uma das maiores batalhas sucessórias do país. A disputa em torno da herança do empresário, que inclui duas das mais tradicionais marcas da área de educação – a Unip e o Colégio Objetivo -, é quase novelesca, dado o sem fim de tramas cruzadas. A linha sucessória formal envolve a viúva, Sandra Miessa Di Genio, com quem o empresário teve três filhos. Passa pelo sobrinho do empresário, Fernando Di Genio Barbosa, que também buscou participação na herança, mas acabou sendo afastado judicialmente após questionamentos liderados pela viúva. E ainda há um forasteiro: Bruno Augusto de Mello Pará, que tenta ser reconhecido como filho de Di Gênio – o exame de DNA já provou que Pará não é filho biológico do fundador do Grupo Objetivo. O patrimônio deixado pelo empresário é estimado em cifras que podem chegar a R$ 100 bilhões, considerando ativos no Brasil e no exterior — incluindo universidades, colégios, rádios, imóveis e fazendas. E a “disputa” pelos ativos de Di Gênio não fica restrita a herdeiros e supostos postulantes: o mercado também duela pelo espólio do empresário. A Unip, com mais de 240 mil alunos, é uma das joias mais cobiçadas do setor educacional brasileiro. Grandes grupos privados enxergam na eventual reorganização do espólio Di Gênio de uma oportunidade de acesso a um ativo de escala nacional, com forte geração de caixa e base consolidada de alunos. No mercado, Chaim Zaher, fundador do Grupo SEB e maior acionista da Yduqs, é apontado como o pretendente no 1 à compra da universidade.