Tag: Mineração
Negócios
Bahia negocia investimento chinês em projetos de mineração
5/12/2025O governo da Bahia tem mantido conversas com autoridades e empresas chinesas em busca de investimentos para o setor de mineração. Segundo informações filtradas pelo RR, assessores do governador Jerônimo Rodrigues estão, inclusive, articulando o envio de uma comitiva ao país asiático no início de 2026. Entre os projetos que deverão ser colocados sobre a mesa estão a expansão da produção de níquel em Itagibá e Santa Rita; o fortalecimento do cinturão do cobre no Vale do Curaçá; e novas frentes de exploração de grafite, fosfato e magnesita. O governo também quer atrair capital privado para negócios em beneficiamento mineral, com foco em metalurgia e fertilizantes. Tudo muito, tudo muito bem, mas talvez a prioridade devesse ser encontrar um investidor para o maior projeto de mineração da Bahia, que periga virar um mico. Trata-se da mina de minério de ferro de Caetité, na Bahia. A Bamin, controlada pelo Eurasian Resources Group, do Cazaquistão, já deu sinais de que quer passar o negócio adiante. O governo Lula tenta convencer a Vale a assumir o empreendimento, até agora sem sucesso.
Mineração
A gangorra da Hochschild Mining no Brasil
30/09/2025A Hochschild Mining vive um momento de contrastes no Brasil. A companhia inglesa vai investir cerca de US$ 250 milhões no projeto Monte do Carmo, a maior reserva de ouro já identificada no Tocantins. O grupo desembolsou US$ 60 milhões na compra da jazida junto à canadense Cerrado Gold. A Hochschild ainda está desenvolvendo os estudos de viabilidade, mas a previsão é que a produção em Monte do Carmo chegue a 100 mil onças de ouro por ano. Em contrapartida, os ingleses tiveram de reduzir significativamente as projeções para a produção de ouro na mina de Mara Rosa, em Goiás, fortemente afetadas por chuvas. A meta original era extrair até 105 mil onças neste ano. Agora, a produção não deve passar de 35 mil onças.
Mineração
Belo Sun lança suas últimas cartadas para explorar jazida de ouro no Pará
14/08/2025A mineradora canadense Belo Sun está usando de todas as armas à mão na tentativa de viabilizar a exploração de uma jazida de ouro na região de Senador José Porfírio, no Pará. De um lado, decidiu entrar com um recurso no TRF-1 contestando uma recente decisão contrária da Justiça de Altamira; do outro, estaria recorrendo a parlamentares da Região Norte na tentativa de costurar um cinturão de apoio ao seu pleito em Brasília. No setor, o que se diz é que a Belo Sun dá as suas últimas cartadas na tentativa de encerrar uma novela que se arrasta há quase uma década. Em jogo, um projeto de quase US$ 300 milhões. O empreendimento esbarra na oposição de comunidades locais, ambientalistas e órgãos de controle, em um emaranhado de entraves jurídicos e regulatórios. No início do ano, a mineradora chegou a obter uma importante vitória na Justiça, autorizando que licenciamento ambiental do projeto fosse processado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, em vez do Ibama. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu. O MPF pede a nulidade do contrato de mineração de ouro na região da Volta Grande do Xingu, no Pará, firmado entre a Belo Sun e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2021.
Mineração
Appian Capital avança na produção de níquel no solo e no subsolo brasileiro
12/08/2025Os investimentos da Atlantic Nickel, leia-se a gestora britânica Appian Capital, no Brasil vão ganhar mais profundidade. Literalmente. A empresa pretende transformar a operação a céu aberto na jazida de níquel Santa Rita, em Itagibá (BA), em uma mina subterrânea de longo prazo. Orçado em mais de US$ 330 milhões e com início previsto para 2026, o projeto tem potencial para prolongar a vida útil do ativo em mais de três décadas, colocando a Atlantic Nickel em posição estratégica no fornecimento global de metais essenciais para baterias e mobilidade elétrica. Fontes do setor afirmam que, paralelamente à expansão subterrânea, a empresa estaria avaliando novas frentes de exploração na Bahia e em outros estados com potencial para níquel e cobre, aproveitando a infraestrutura e o know-how adquiridos nos últimos anos. Ressalte-se que a Appian Capital já está diversificando seus negócios em mineração no Brasil. No início deste ano, anunciou investimentos de R$ 2 bilhões na Graphcoa, empresa com depósitos de grafite promissores estrategicamente localizados também na Bahia. O projeto contempla a primeira planta de beneficiamento do mineral no município de Itagimirim (BA), com capacidade inicial 5,5 mil toneladas por ano.
Mercado
Aura Minerals garimpa investidores para a sua oferta na Nasdaq
16/06/2025
Mineração
Appian Capital está com um pé na mina da Lithium Ionic no Brasil
10/12/2024Nos últimos dias há um forte bochicho na área de mineração de que a Appian Capital negocia a compra de uma participação nos projetos em lítio da canadense Lithium Ionic no Brasil. Em julho deste ano, a gestora de recursos inglesa fez um adiantamento de US$ 20 milhões para a mineradora em troca de um royalty de 2,25% sobre a receita bruta do Projeto Bandeira, no chamado Vale do Lítio em Minas Gerais. Ao que tudo indica, teria sido apenas o primeiro passo de uma operação maior, que daria à Appian um lugar de sócio no empreendimento. Recentemente, os ingleses venderam para a chinesa Baiyin o controle da Mineração Vale Verde do Brasil, que explora cobre na mina do Serrote, em Alagoas.
Mineração
Canadenses prospectam reservas de terras raras em Minas Gerais
27/11/2024
Indústria
XCMG amplia produção de máquinas no Brasil
4/12/2023A XCMG, gigante chinês da indústria pesada, vai ampliar a sua fábrica de máquinas, guindastes e escavadeiras em Pouso Alegre (MG). O grupo, segundo o RR apurou, pretende ampliar o número de modelos produzidos no complexo, inclusive com a fabricação de equipamentos elétricos. O alvo prioritário é o setor de mineração. Recentemente, a XCMG firmou uma aliança estratégica com a Movag, subsidiária da Andrade Gutierrez que presta serviços para mineradoras.
Mercado
Ethos Asset garimpa níquel e cobre no subsolo brasileiro
22/11/2023O fundo norte-americano Ethos Asset está prospectando ativos na área de mineração no Brasil, notadamente em níquel e cobre, essenciais para a fabricação de baterias para veículos elétricos. A gestora tem cerca de US$ 2 bilhões disponíveis para investimentos no país. Cerca de um terço desse valor estão reservados para projetos ligados à transição energética.
Mineração tropeça nos seus cascalhos regulatórios
9/05/2018A propalada modernização da esfera de governo responsável pelo setor mineral mais vem aumentando a barafunda do que descomplicando a área estatal responsável pela mineração. O projeto original tinha por objetivo reduzir o número de órgãos, desmobilizar as centenas de reservas minerais em poder do Estado, criar um marco regulatório e otimizar as estruturas existentes. O saldo de quase 30 anos de improdutiva ebulição foram duas trocas de nome de autarquias, venda de um percentual diminuto da carteira de jazidas e uma miríade de MPs editadas para confirmar a máxima de Lampedusa, de que é preciso mudar alguma coisa para que tudo continue como está. O voo cego da política do governo começou com a disposição mudancista da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), no final do século passado.
A empresa executava programas de pesquisa e exploração mineral, além de prestar serviços ao Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) e vender para o mercado prospecção e sondagens para água mineral. As boas intenções acabaram se reduzindo a uma troca de nomenclatura: a CPRM passou a se chamar Serviço Geológico do Brasil. Sua missão é a mesma da finada CPRM, ou seja, gerar e difundir o “conhecimento geológico e hidrológico básico necessário para o desenvolvimento sustentável do Brasil”. Da mesma forma que a CPRM, seu irmão mais velho, o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) também trocou de nome. Passou a se chamar Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme lei sancionada pelo presidente Michel Temer no ano passado. Há uma diferença instigante no caso em questão.
Ao contrário da CPRM, que desapareceu quando mudou sua razão jurídica, o DNPM continuou existindo em paralelo com a ANM. A exemplo da Telebras, que deveria ter sido extinta com a privatização da telefonia e não foi, o DNPM prossegue se arrastando com a superposição de corpo de funcionários e serviços atribuídos à ANM. Esta última surge no auge da febre fiscalista do governo Temer praticamente com o objetivo prioritário declarado de aumentar os impostos do setor. Com a ANM e o DNPM transformados em hologramas, a mineração deixa de ter um órgão com alguma preocupação de fomento e passa a ser exclusivamente uma agência arrecadadora, quer seja por meio de multas e sanções, quer seja por meio do aumento dos royalties do setor. E as infindáveis reservas minerais cubadas e inferidas das quais o governo sentava em cima por pura inércia?
A título de justiça diga-se que algumas áreas foram vendidas. Mas o patrimônio mineral do Serviço Geológico do Brasil, herdado da CPRM, é superior a 300 áreas. Na verdade, esse número pode ser qualquer outro, pois já foi alterado diversos vezes, quando da divulgação de editais de licitação. Seu portfólio inclui jazidas de ouro, carvão, cobre, caulim, fosfato, gipsita, turfa, níquel, chumbo, zinco e diamantes; reservas em diversas regiões do país, sendo quatro em áreas indígenas; e ativos até então considerados estratégicos, como tório e terras raras (insumo vendido a preço caríssimo e voltado para a indústria eletroeletrônica).
Previstas para este ano estariam as licitações do fosfato de Miriri (PE-PB), cobre, chumbo, e zinco de Palmeirópolis (TO), cobre de Bom Jardim de Goiás (GO) e carvão de Candiota (RS). Desconhece-se qualquer prazo para os editais. As PPPs, que seriam uma alternativa para atração de investidores para exploração das reservas, sequer saíram dos estudos. E os promissores estudos e pesquisas juntamente com a Marinha de nódulos polimetálicos submarinos, considerados nos anos 80 uma das potenciais fortunas minerais do país, ficaram como memória de um passado cada vez mais distante. Em algum momento, o Brasil foi o subsolo cobiçado do mundo. A falência da capacidade de organização do Estado, travestida de modernidade, parece ter exaurido do país as suas riquezas minerais.
Potássio
23/11/2015A Marubeni pode ser a salvação de um projeto de US$ 5 bilhões para a exploração de uma mina de potássio no Amazonas, com reservas de dois milhões de toneladas. Os japoneses negociam sua entrada no negócio, pertencente à Potássio do Brasil, leia-se a Potash. Os canadenses condicionam o alto investimento à chegada da Marubeni.