24.07.19
ED. 6163

Uma PPP em busca da melhor dosimetria

O governo Doria está remodelando o projeto de PPPs para o sistema penitenciário de São Paulo. O “P” de público passará a ter um tamanho maior do que o previsto originalmente, de modo que o Estado não desapareça por completo da gestão. A ideia é montar uma espécie de conselho de administração, com representantes do governo. Além disso, é possível que uma parte da própria estrutura de carceragem e segurança seja composta por agentes do estado. São Paulo aprendeu com o massacre alheio. Os ajustes no modelo de privatização se devem à carnificina registrada, em maio, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, quando morreram 55 presos. No intervalo de poucos mais de dois anos, o privatizado Compaj já carrega 111 mortos em rebeliões. Consultado sobre as alterações no modelo, o governo de São Paulo informou que “ainda não há definição sobre esse projeto e os estudos estão em andamento”. As PPPs devem ser lançadas em 2020, começando por pelo menos dois dos quatro presídios em construção no estado.

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