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24.10.19

Queiroz e o PSL

Termômetro

Áudio do ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, mostrando ainda ter influência em nomeações no Legislativo vai alimentar alguns movimentos, amanhã:

1) Declaração se tornará foco de novos ataques de alas bivaristas do PSL. A largada já foi dada pelo Delegado Waldir. E pode influir em processo que pede a expulsão de Eduardo Bolsonaro do partido, protocolada oficialmente hoje.

2) Porá o presidente na defensiva, afetando o impacto de anúncios realizados durante a viagem à China.

3) Atuação parlamentar dos filhos do presidente – contratações, gastos – estará em foco. O que pode afetar, inclusive, o papel de Eduardo como novo líder do PSL na Câmara.

4) Haverá iniciativa da oposição para levar o tema ao Parlamento, mesmo que seja apenas um jogo de cena para alimentar o noticiário. Nesse ponto, uma questão será estratégica, politicamente, nesta sexta: Rodrigo Maia aproveitará o momento para alfinetar o presidente, como já fez recentemente em relação ao processo eleitoral que levou Bolsonaro ao poder?

5) Novas cobranças acerca de investigação que paira sobre Flavio Bolsonaro – o que pode respingar no ministro Sérgio Moro.

Aproximação com a China

Apesar do fator Queiroz e de declarações polêmicas, impacto obtido hoje por Bolsonaro durante viagem à China indica que pode gerar fatos positivos, amanhã. Se for capaz de mostrar resultados concretos nas relações com o gigante asiático, na área comercial, obterá importante vitória.

Contribuirá, dentro do possível, para amenizar imagem internacional de radicalismo. Bem como de alinhamento excessivo com os Estados Unidos. A conferir.

Política e Justiça

Começarão, amanhã, intensas movimentações políticas no seio do STF, após nova interrupção de julgamento sobre prisão em segunda instância, hoje. Voto da ministra Rosa Weber aponta para vitória da ala garantista – contra a prisão antes de esgotados todos os recursos.

Mas ministro Dias Toffoli, que deve ter o voto de minerva, tende a buscar solução que evite desgaste mais grave do Tribunal junto a setores “lavajatistas” da sociedade. É muito provável que tente articular meio termo no qual prisão possa ser autorizada após condenação pelo STJ. Precisará angariar apoios para tanto, a partir desta sexta.

Salles põe a mão no fogo – ou seria no óleo?

Ao acusar Greenpeace, ministro Salles repete o erro que potencializou crise com queimadas na Amazônia e abre, assim, flanco para aprofundamento do desgaste, amanhã – pessoal e de toda a área ambiental do governo. Se insistir em ataques ao grupo de ambientalistas, sofrerá duras críticas na mídia, nacional e internacional. E fará com que questionamentos atinjam mais diretamente o presidente Bolsonaro, em meio à viagem ao exterior.

Economia com a Previdência

Pode haver alguma repercussão – e questionamentos ao ministro da Economia – sobre avaliação da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, afirmando que economia com a reforma da Previdência na verdade será de R$ 630 bilhões em 10 anos.

Consumo e investimento em foco

Sairão amanhã a Sondagem do Comércio de outubro (FGV) e as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, para setembro.

Interessa ver, nesta sexta, se queda na Sondagem em agosto, após três altas seguidas, foi “soluço” ou representa recuo em expectativas positivas no setor. O que indicaria reticências quanto a resultados daqui até o final do ano.

No que se refere a Estatísticas do BC, vale atenção especial nos números do crédito ampliado a empresas e famílias, que influem sobre prognósticos de investimentos e consumo. Resultados de agosto foram positivos, com expansão de 2,5%.

Clima de negócios nos EUA e Alemanha

No exterior, estão previstas para amanhã duas sondagens de alguma repercussão: O Índice de Percepção do Consumidor, da Universidade de Michigan, nos EUA e o Índice Ifo de Clima de Negócios, na Alemanha. Espera-se leve recuo em ambos.

Também deve ser liberado amanhã o Balanço Orçamentário do Governo Federal dos EUA, atualizado – já ultrapassou US$ 1 bilhão no ano fiscal norte-americano, o que levou a críticas à gestão Trump.

Eleições em troca do Brexit

Sexta-feira promete ser agitada no que se refere a debates sobre o Brexit. A se observar como evoluirá iniciativa do primeiro-ministro Boris Johnson, vinculando o adiamento da saída da União Europeia à aceitação, pelo Parlamento, de novas eleições.

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