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13.04.20

Protagonismo na crise

Termômetro

INSTITUCIONAL

Protagonismo na crise

 

Haverá embate entre propostas do governo e do Congresso em dois projetos centrais para estímulo econômico, nesta terça: o pacote de ajuda aos estados e o “orçamento de guerra”.

Em relação a estados, tudo indica que a Câmara, sob a liderança de Rodrigo Maia, manterá valores muito acima do desejado pelo governo. Parecer apresentado hoje pelo relator do projeto, deputado Pedro Paulo, definiu um custo final de R$ 89,6 bilhões, incluindo a recomposição de perdas de ISS e ICMS (ponto que encorna maior resistência do Planalto).

Já o “orçamento de guerra” deve ser votado no Senado na quarta, mas terá que voltar a Câmara porque deve ser alterado o trecho que amplia os poderes do Banco Central para a compra de títulos privados. O tema deve gerar intenso debate amanhã, entre deputados, senadores e governo federal.

POLÍTICA

Efeito Mandetta e isolamento social

 

Especulações sobre a exoneração do ministro Mandetta, em si, podem não gerar a mesma volatilidade no mercado causada na semana passada, mas estarão no radar amanhã. Há um jogo de ataques e recuos entre o ministro e o presidente.

O embate, contudo, se intensificará em torno das medidas de isolamento social e da possibilidade de que sejam impostas por estados, eventualmente com a utilização de forcas de segurança. A velocidade e a gravidade desse novo atrito – que envolverá governadores, PGR e STF – dependerá da curva de crescimento de mortes e contaminações por coronavirus nos próximos dias. Se não se acentuar, ganhará impulso a defesa de flexibilizarão de quarentenas, na linha “gradual e segura” que começa a advogar a Fiesp.

Dois temas correlatos também entrarão no jogo: intervenção do presidente Bolsonaro para impedir a utilização de dados de celulares visando mapear circulação populacional (o método foi usado na Coréia do Sul); subnotificação de casos e óbitos causados pelo coronavírus.

ECONOMIA

A recuperação da China

 

No exterior, está prevista para amanhã a divulgação da Balança Comercial chinesa de março. Projeta-se recuo maior nas importações (em torno de -9% frente a -4% em fevereiro), mas queda menos acentuada nas exportações (na faixa de -15% frente a -17,2%). Números terão influência em expectativas sobre retomada da economia chinesa. No que se refere ao Brasil, foco nas commodities, que impulsionaram o Ibovespa hoje.

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