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15.04.20

Os projetos de estímulo

Termômetro
ECONOMIA
 

Os projetos de estímulo

Pode ser aprovado ainda hoje no Senado o “Orçamento de Guerra”, que libera R$ 700 bilhões do orçamento de 2020 para gastos no combate ao coronavírus. Apesar de permitir a compra de créditos pelo Banco Central, senadores limitaram a autonomia do BC para esse tipo de operação. Em função dessa alteração, assim que aprovado o projeto voltará a Câmara – onde deve passar. Ao mesmo tempo em que vai ampliar capacidade de gastos federais, o orçamento de guerra dará forte poder de controle para o Congresso.
Em outro passo na disputa com o governo federal pela condução econômica durante a crise, estará em pauta na Câmara, nesta quinta, projeto que estende o benefício de R$ 600 a trabalhadores informais e intermitentes e prevê ainda o pagamento de três salários mínimos mensais a trabalhadores com carteira assinada, enquanto durar o estado de calamidade.

China, EUA e Alemanha

Nos Indicadores, destaque amanhã para a China, com expectativa pelos números do PIB Trimestral, de Vendas no Varejo (março) e da Produção Industrial (março). Queda deve ser generalizada, com forte tombo do PIB. Mas tudo indica que a atenção se voltará para os sinais positivos, com recuos bem menores que os de fevereiro (em torno de – 10% contra – 20,5% no varejo e de – 7,3% contra – 13,5% na produção industrial.
Já nos EUA, que puxaram mercados para baixo hoje, o índice de Atividade Industrial do FED da Filadélfia (abril), as Licenças para Constrição (março) e os Pedidos de Seguro Desemprego (balanço semanal) devem trazer novamente dados bastante negativos. O mesmo vale para o Índice Ifo de Clima de Negócios da Alemanha (abril), que deve apresentar recuo em torno de 10 pontos (de 86 para 77).
POLÍTICA

 

O nome para a saúde

Situação do ministro da saúde, em aberta divergência com o presidente, não terá como se sustentar, mas a grande questão, nesta quinta, serão os nomes aventados para substitui-lo. O jogo do presidente diminuiu a pressão dentro do governo e parte da mobilização social pela permanência de Mandetta, mas reação institucional – e no mercado – pode ganhar novo impulso a depender do caminho indicado. O nome do ex ministro Osmar Terra, por exemplo, seria desastroso.
Aposta, hoje, seria em escolha mais técnica, como o diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, ou o número dois do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Um ponto no entanto é certo: qualquer mudança causará turbulência política e tende a aumentar o desgaste do presidente, especialmente se os casos e mortes por coronavírus continuarem aumentando. Esse panorama será ainda alimentado por decisão no STF que dá a estados autonomia sobre medidas de isolamento social.

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