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04.02.20

O mercado aposta em nova queda de juros

Termômetro

Atenções se voltarão, amanhã, para o anúncio da taxa de juros pelo Banco Central, ao final do segundo dia de reunião do Copom. Ainda que o resultado seja menos previsível do que nos encontros anteriores, aposta do mercado é em nova queda da Selic – estimativa que se fortaleceu com a desaceleração inflacionária em janeiro frente a dezembro.

A tendência, se confirmada, deve animar o mercado, que tem se mantido volátil em decorrência de preocupações com os efeitos do coronavírus nas economias brasileira e global.

Weintraub na frigideira do Congresso

Se insistir publicamente em projeto para alterar o sistema federal de avaliação da educação básica (Saeb) e ampliá-lo para todas as séries da educação básica (o que incluiria crianças de 6 anos), amanhã, o ministro Weintraub abrirá a porta para nova ofensiva de parlamentares, capitaneada por Rodrigo Maia e apoiada por boa parte da mídia.

De toda forma, o ministro continuará a passar, nesta quarta, por um inovador processo de fritura, que não vem do Planalto, e sim, do Congresso. Se não demonstrar algum tipo de – improvável – interlocução na Casa, estará por um fio, apoiado apenas na “teimosia” do presidente, que tradicionalmente evita demissões de ministros sob pressão externa.

Será um teste para o pragmatismo e maleabilidade de Bolsonaro, de quem se espera um posicionamento – direta ou indiretamente – amanhã.

Enquanto isso, na Secom…

O outro ministro que enfrentará novo capítulo de desgastes amanhã será o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, alvo de inquérito aberto hoje pela PF. As acusações indicando que Wajngarten omitiu relações de sua empresa com grupos de comunicação e publicidade que recebem verbas governamentais se acumulam – e mobilizam veículos importantes.

O presidente Bolsonaro, contudo, resistirá ainda mais a ser pautado pela mídia do que pelo Congresso, e é quase impensável que abra mão de dois nomes próximos em tão curto espaço de tempo, salvo algum fato bombástico, como ocorreu na cultura.

O coronavírus: Congresso, quarentena e contratações

A expectativa é de que seja votado ainda hoje na Câmara Projeto de Lei para estabelecer um sistema de quarentena voltado ao coronavírus. Há divergências quanto à abrangência da medida, e o equilíbrio de forças no Congresso na volta do recesso parece muito em aberto, mas, dado à urgência da temática, deve haver acordo.

Ainda sobre o tema:

1) Haverá forte destaque para todo o processo de repatriação de brasileiros da China e estabelecimento de zona de quarentena, em Anápolis;

2) O decreto de emergência sanitária pelo governo federal, não aprofundará temor de contágio, já que não se deu em função de caso confirmado no país. Por outro lado, vai alimentar questionamentos sobre contratações de profissionais, serviços e material pelo Ministério da Saúde, preparando o país para enfrentar a possível entrada da doença em solo brasileiro.

O meio de campo da reforma tributária

A se acompanhar, amanhã, a reação do ministro Paulo Guedes e, sobretudo, dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, diante das primeiras movimentações contrárias às negociações em curso para aprovação da reforma tributária. A pressão começou, hoje, através de um grupo de senadores “independentes”, ao que tudo indica capitaneados por Tasso Jereissati, que buscam diminuir o protagonismo de Maia e cobrarão ação mais direta do governo.

As commodities pelo Banco Central

No Brasil, será divulgado nesta quarta o Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br). Números de dezembro foram positivos, com crescimento 0,62% alavancado pela Agropecuária – os componentes de Metal e Energia apresentaram retração.

Os empregos nos EUA; serviços e varejo na Europa

Saem amanhã:

1)  O PMI  de Serviços (Markit) de janeiro para a Alemanha (previsão de avanço de 52,9 para 54,2) e para a Zona do Euro (espera-se pequena desaceleração, de 52,8 para 52,2);

2) As Vendas no Varejo da Zona do Euro em dezembro, que devem trazer queda de até 0,9%, frente a avanço de 1% em novembro;

3) Nos EUA, os Empregos no Setor Privado em janeiro (prevê-se a criação de 150 mil postos de trabalho, número bastante positivo, ainda que abaixo dos 202 mil de novembro); o PMI de Serviços (ISM) em janeiro (provável avanço na margem, para 55,1 diante de 55,0 em dezembro)  e a Balança Comercial em dezembro, com ampliação do déficit frente a novembro.

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