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31.01.20

O futuro de Onyx

Termômetro

O destino do ministro Onyx Lorenzoni será alvo de intensas especulações nos próximos dias, e a expectativa é que haja definição do presidente Bolsonaro entre amanhã e segunda-feira. O ministro está desgastado com o presidente – e entre seus apoiadores, no governo e nas redes sociais –, de modo que nenhum cenário pode ser descartado, inclusive a exoneração.

No entanto, se for deslocado para outro cargo (principal tendência hoje), o mais provável é que a medida envolva uma “dança das cadeiras” entre ministros, que pode envolver o ministério da Cidadania e do Desenvolvimento Regional. A Educação, diante de imagem negativa do ministro Weintraub na Pasta ou a liderança do governo na Câmara também estarão no radar, no entanto, em ambas encontrará mais resistências, seja na mídia seja no mundo político.

O Parlamento retoma os trabalhos

Com o fim do recesso parlamentar, a semana que vem se iniciará pautada pela agenda de reformas que o governo pretende aprovar ainda no primeiro semestre. Deve ganhar corpo, de amanhã até segunda-feira, um cronograma prioritário, já que será difícil votar todas as medidas aventadas, que incluiriam três PECs no Senado (do Pacto Federativo, da Emergência Fiscal e dos Fundos Públicos) e as reformas tributária e administrativa, na Câmara.

Os fiadores desse calendário, logo de quem se espera um “recado” na segunda, inclusive no que se refere ao grau de harmonia e articulação entras Casas, serão Rodrigo Maia, em primeiro plano, e Davi Alcolumbre, em segundo.

Coronavírus: consequências a médio prazo e estrutura no Brasil

Após forte volatilidade da bolsa causada por temores diante do coronavírus, que dominou o noticiário dos últimos dias, atenção se ampliará, amanhã:

1) Para, saindo do curto prazo, efeitos mais duradouros, seja em mercados, seja na economia mundial e na brasileira, com destaque para possível queda de exportações;

2) Medidas implementadas pelo Ministério de Saúde, particularmente para efetivar a ampliação, prevista para segunda-feira, de laboratórios capacitados para diagnosticar a doença e reagir diante de confirmação de casos no Brasil; estabelecer rede de leitos capaz de responder ao eventual contágio da doença; e garantir que não haverá falta de materiais/insumos necessários;

3) Capacidade de atuação da Anvisa, que, vista com lupa, já apresenta diversos gargalos, com diagnóstico de forte queda de investimentos (diminuíram quase pela metade entre 2018 e 2019) e falta de pessoal.

4) Possibilidade de que o governo repatrie brasileiros que estão na China – medida negada pelo presidente Bolsonaro, até o momento, em função, entre outros fatores, de dificuldades para estabelecer quarentena eficaz.

Um olhar para o Brexit

Com a oficialização do Brexit, no fim desta sexta-feira, vão proliferar, amanhã, análises sobre o significado do processo, não somente para a Europa e o Reino Unido, mas no bojo da ascensão de governos nacionalistas ao redor do mundo. As reais consequências, no entanto, tanto econômica quanto socialmente, só se darão após um período de transição de pelo menos 11 meses.

Impeachment negado

Tudo indica que a votação no Senado, ainda nesta sexta, decidirá contra a convocação de novas testemunhas e significará, assim, o fim do processo de impeachment do presidente Trump. Confirmado o resultado, o presidente norte americano capitalizará a vitória, amanhã.

A inflação e a venda de veículos em janeiro

Destaque na segunda para o IPC S da quarta quadrissemana de janeiro, fechando o primeiro mês do ano, e para os números de venda de veículos da Fenabrave, também para janeiro. No IPC S, houve aceleração na terceira semana do mês (de 0,08%), mas a expectativa é de que se mantenha tendência de queda frente a dezembro.

Já em relação à venda de veículos, 2019 fechou com alta acumulada de 10,48%, segundo a Fenabrave, que prevê manutenção de curva ascendente em 2020. O gargalo do setor, no entanto, vem das exportações, que afetaram duramente a produção. O problema não deve se alterar no ano corrente, em função de continuidade da crise na economia Argentina.

A indústria na China, Europa e EUA

Internacionalmente, será divulgado no domingo o PMI Industrial de janeiro da China (Caixin), com projeção de leve desaceleração (de 51,5 para 51 a 51,3) e, na segunda, dos EUA (ISM), que deve trazer avanço, ainda que abaixo dos 50 pontos (de 47,2 para 48,5), mesma tendência que prevalecerá para a Zona do Euro (Markit), de 46,3 para 47,8, e Alemanha (Markit), de 43,7 para 45,2.

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