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06.03.20

Maia pressionado e PEC Emergencial

Termômetro

POLÍTICA

Maia pressionado e PEC Emergencial

Após silêncio proposital, Rodrigo Maia volta à carga e indica, nas entrelinhas, que também está pressionado pela opinião pública e o empresariado, quando afirma que vai se reunir com a equipe econômica para organizar pauta e calendário para o primeiro semestre.

É boa notícia, porque reabre, já nos próximos dias, o horizonte para a reforma tributária e – novidade – para a PEC Emergencial, que pode acabar sendo mais importante que a reforma administrativa. Ao mesmo tempo, irritação com o governo federal alcança novo patamar – talvez definitivo, no que se refere ao presidente Bolsonaro.

INSTITUCIONAL

O coronavírus cobrará liderança do presidente

Os temores provocados pelo coronavírus começarão a pesar diretamente sobre o presidente Bolsonaro, que deve fazer pronunciamento em cadeia nacional ainda hoje. Com a certeza de que casos se multiplicarão e de que haverá transmissão sustentada dentro do território nacional, precisará assumir liderança frente à população, ou sofrerá desgaste que pode surpreender.

Nesse sentido, será delicada a viagem do presidente para os EUA. Se trouxer anúncio de medidas positivas para a economia, oriundas de parceria com Trump, e mostrar mobilização frente ao coronavírus, ganhará tração no Brasil. Mas não pode errar o tom.

O outro lado da moeda será a crescente atenção para o preparo dos sistemas de saúde em estados para receber forte afluxo de pacientes. Governadores – e sua relação com o governo federal – entrarão muito mais nesse jogo. Mas mantém-se previsão positiva sobre atuação do Ministério da Saúde, com expectativa de liberação de até R$ 3 bilhões para o combate à transmissão do vírus.

ECONOMIA

A expectativa de estímulo global e os impactos na China

O final de semana e a segunda-feira muito provavelmente trarão anúncios de novas medidas de estímulo à economia, ao redor do mundo. No Brasil, ponto chave será evitar sangria de investimentos estrangeiros. Nos EUA, ganha corpo proposta de redução fiscal para companhias aéreas, que pode ser replicada em outros países. Mas coordenação internacional ainda parece insuficiente para acalmar mercados.

No sábado, está prevista a divulgação da Balança Comercial chinesa de fevereiro, que vai refletir amplamente os efeitos do coronavírus, com forte recuo de exportações (de 7,9% em janeiro para –14%) e importações (de 16,5% em janeiro para –15%). Já na segunda, sai a inflação do país, também de fevereiro, que deve apresentar leve oscilação (de 5,4% para 5,2%).

No Brasil, será divulgado na segunda-feira o IGP-DI de fevereiro (FGV), para o qual se projeta deflação (–0,11%), em função sobretudo de derivados de petróleo (que ainda pode se aprofundar)  e da desaceleração na alta dos alimentos para os consumidores finais.

 

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