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13.05.20

Exames favorecem o presidente, mas vídeo de reunião ministerial será decisivo

Termômetro

POLÍTICA

Exames favorecem o presidente, mas vídeo de reunião ministerial será decisivo

Revelação de que exames do presidente Jair Bolsonaro para detectar a presença de coronavírus deram negativo ajudará a galvanizar sua base de apoiadores e fortalecerá seu discurso diante da mídia, amanhã, em meio ao embate com o ex-ministro Sergio Moro. Mas está longe de ser suficiente para tirar o fôlego de especulações acerca do vídeo de reunião ministerial na qual Bolsonaro teria mostrado querer intervir na PF.

O tema continuará a crescer nesta quinta, alimentando temor de impeachment e fazendo aumentar – e muito – a conta a ser paga ao Centrão. A não ser que o conteúdo do vídeo seja divulgado e se mostre aquém dos relatos bombásticos apresentados até o momento, o grande prejudicado no processo será o ministro Paulo Guedes. O que resta da política de controle de gastos – a começar pelo veto ao reajuste do funcionalismo público – seria sacrificado em negociações com parlamentares.

ECONOMIA

Retomada da indústria na China, desemprego nos EUA

Indicadores internacionais amanhã devem trazer panorama dúbio: por um lado, novos pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos (semanais) devem seguir altos, acima de 2 milhões; por outro estima-se que a produção industrial chinesa em abril apresente crescimento na faixa de 1,5%, após tombo em fevereiro (sobretudo) e março.

Ainda que haja receio de segunda onda de contaminação no país, o número representaria importante alento quanto a possibilidades de retomada econômica da Europa e dos EUA após o controle da disseminação da doença.

Também na China dados do varejo, ao que tudo indica, ainda trarão queda (em torno de – 7%), mas abaixo do registrado em fevereiro (- 20,5%) e março (- 15,8%).

No Brasil, destaque para os dados regionalizados da Pesquisa Industrial Mensal (IBGE) de março, que mostrarão os estados mais afetados pelo recuo de 9,1% já anunciado na produção para o mês, nacionalmente. A depender de como a queda se divida, pode ser um fator no embate político entre o presidente e os governadores (especialmente os de São Paulo e Rio de Janeiro).

INSTITUCIONAL

Ministro da Saúde no limbo

Nova crise na saúde se avizinha com desgaste crescente do ministro Nelson Teich, que não consegue se articular com estados e municípios nem agradar aos apoiadores do presidente. Se Bolsonaro aprofundar o discurso contra o isolamento social, nos próximos dias, tendência é de que o ministro seja jogado em um limbo político institucional, tonando-se quase uma figura de fachada.

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