fbpx

Após novo recorde histórico da cotação do dólar, hoje, o tema entrará definitivamente no centro do noticiário político e econômico, nesta quarta. Por um lado, se aprofundará o mapeamento de áreas da economia que podem ser afetadas, bem como de possíveis consequências para o consumidor. Por outro, mesmo com intervenção de hoje, aumentará a pressão sobre o Banco Central e o Ministério da Economia para que se posicionem de maneira mais assertiva sobre a questão.

Guedes, Ibovespa e AI-5

Ministro Guedes, justamente, ao retornar para o Brasil amanhã, enfrentará forte pressão acerca de declarações em que mencionou possibilidade de defesa do AI-5 diante de convulsões sociais. Tema provoca, sempre, expressiva reação de parte da mídia e acaba se misturando a processo que já corre contra o deputado Eduardo Bolsonaro, no Conselho de Ética da Câmara.

Para Guedes, vai gerar um desgaste adicional: imagem de que sua manifestação alimentou volatilidade no Ibovespa e desvalorização do real. A conferir, amanhã, o grau de questionamentos e da reação do ministro, na volta ao país.

Salário mínimo e oposição

Em dia que se anuncia difícil para o governo federal, terá repercussão negativa, nesta quarta, decisão de diminuir aumento do salário mínimo em 2020. Ainda que medida se baseie na redução de estimativas para a inflação (de 4% para 3,5%), será prato cheio para a oposição e pode entrar no discurso do presidente Lula.

O xadrez da segunda instância

Apesar de acordo para que a retomada da prisão após condenação em segunda instância seja debatida em torno de emenda constitucional na Câmara, o tema continuará a ter espaço amanhã.  Isso porque o entendimento se deu entre os presidentes Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, junto a lideranças partidárias, mas sofre fortes resistências da ala lavajatista do Senado, que cobra calendário para votações. Destaque para os senadores Álvaro Dias, Major Olímpio, e a presidente da CCJ da Casa, Simone Tebet.

MEC em foco

Relatório preliminar de comissão da Câmara dos Deputados, indicando “fragilidade do planejamento e da gestão” do Ministério da Educação, jogará novos holofotes sobre o ministro Weintraub, amanhã. Paralelamente, o relatório, ainda que o texto final só venha a ser apresentado no dia 1 de dezembro, se tornará, já nesta quarta, ponto fulcral para críticas à pasta, tanto da oposição quanto da mídia.

Incêndios no Pará: ONG’s X governo

Em aberto os desdobramentos, amanhã, de investigação policial em Alter do Chão, no Pará, que levou à prisão 4 pessoas e aponta indícios de que ONG’s teriam causado incêndios na região, em setembro. Se forem apresentados dados concretos indicando a culpabilidade de ONG’s, discurso do governo e do ministro Salles será reforçado. Caso contrário, haverá ilações – já manifestadas por membros de ONG’s locais – de que ação teve viés político.

Novos capítulos da greve de petroleiros

Pode haver novidades importantes na greve dos petroleiros, amanhã. Especula-se, por um lado, que alguns dos sindicatos envolvidos pretendam abandonar o movimento; por outro, que sindicatos de caminhoneiros aventam aderir à paralisação.

Isenção de ICMS

Promete alguma polêmica, nesta quarta, aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, de projeto de lei que autoriza estados a isentar templos religiosos de ICMS. Há possibilidade de que o texto seja votado ainda hoje em plenário.

Comércio, inflação e crédito no Brasil

Saem amanhã a Sondagem do Comércio de novembro (FGV); a terceira parcial de novembro do Índice de Preços ao Consumidor Fipe (para a cidade de São Paulo) e as estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, para outubro.

A Sondagem apresentou evolução em outubro, baseada no Índice de Situação Atual, que subiu 3,0 pontos (contra queda de 0,6 ponto do Índice de Expectativa). Tendência positiva deve se manter no final de ano, mas vale atenção para expectativas, que já projetam 2020 e podem refletir, assim, preocupações com aumento do dólar e turbulências internacionais. O mesmo foco no IPC. Após altas de 0,26% e 0,27% nas duas primeiras parciais de novembro, haverá – improvável – inflexão inflacionária, amanhã, relacionada a efeitos da desvalorização do real?

Por fim, em relação a Estatísticas do BC, importante um olhar para a curva do crédito, que aumentou significativamente em setembro (0,9% no mês e 8,3% em 12 meses para o crédito ampliado a empresas e famílias). Tal crescimento tem relação direta com o aquecimento econômico.

Idas e vindas na economia dos EUA

No exterior, destaque novamente para indicadores dos Estados Unidos: 1) Núcleo de Pedido de Bens Duráveis de outubro. Após recuo de 0,4% em setembro, estimativas apontam para número positivo em outubro (0,2%). Seria indicação de saúde do setor industrial norte-americano, ainda que dados tenham oscilado bastante ao longo do ano; 2) Segunda parcial do PIB do terceiro trimestre. Não deve haver surpresas, com manutenção do número divulgado na primeira parcial, em outubro – crescimento de 1,9%; 3) Venda Pendente de Moradias em outubro. Um dos principais indicadores do setor imobiliário, previsões indicam crescimento (0,2%), mas bem abaixo do registrado em setembro (1,5%).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.