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29.10.19

CPI das Fake News mira o núcleo duro do Presidente

Termômetro

Promete ter muito espaço – e gerar desdobramentos –, amanhã, o início de depoimentos na CPI mista das Fake News. O primeiro a falar será o deputado e atual desafeto de Bolsonaro, Alexandre Frota. Já anunciou que vai corroborar denúncias sobre existência de milícia digital a serviço do presidente.

Mesmo que não traga fatos novos, Frota vai alimentar narrativa de possível fraude eleitoral e, sobretudo, de existência do tal “gabinete do ódio”, ligado a Carlos Bolsonaro. Esse grupo vai despontar como o principal alvo do presidente da CPI, senador Angelo Coronel, com apoio da oposição e do centrão.

Desgaste com militares

Ação de “tropa de choque” do governo na Comissão que votou reforma da Previdência militar na Câmara vai provocar desgaste e questionamentos ao presidente Bolsonaro, amanhã. Isso porque aliados do presidente barraram destaque da oposição, que estendia gratificações. No projeto atual, generais, em função de cursos e qualificações, podem receber 73% do salário, enquanto militares de baixa patente ficam com 12%.

Vale atenção, ainda, para movimentação do PSOL, que busca conseguir assinaturas para levar questão ao plenário. Se não conseguir, projeto irá direto para o Senado.

Óleo no Sudeste

Desgaste com vazamento de óleo pode atingir novo patamar, amanhã, se for confirmado que o desastre ambiental chegará a região de Abrolhos, conhecida pela biodiversidade, e ao Sudeste. E situação tende a piorar, caso o tema saia da esfera de comunicação da Marinha e seja retomada pelo ministro do Meio Ambiente – ou pelo próprio presidente Bolsonaro.

Estabilidade de servidores

Há possibilidade de que o governo apresente oficialmente ao Congresso, amanhã, proposta de reforma administrativa, que se consolida como prioridade. Mas, de uma forma ou de outra, indicação de que o projeto incluirá o fim da estabilidade de servidores vai antecipar embate, nesta quarta.

Fim de prescrições x prisão em segunda instância

A conferir se avança e angaria análises favoráveis, entre parlamentares e na mídia, amanhã, a proposta do ministro Dias Toffoli, encampada por Rodrigo Maia, para acabar com prescrições de pena. Trata-se de movimentação de teor também político de Toffoli, que abrandaria resistências a fim de prisão após julgamento em segunda instância.

Ford: fábrica fechada ou vendida?

Ford encerrará operação em São Bernardo do Campo nesta quarta e há expectativa por definição sobre venda, ou não, da fábrica no ABC para o Grupo Caoa.

Queda da Taxa Selic

Destaque amanhã para anúncio do COPOM sobre a taxa de juros no Brasil. Estima-se queda de 0,5 ponto percentual (de 5,5% para 5%). E sinalização de novo corte em dezembro, na mesma faixa, o que levaria a Selic a 4,5% no final de 2019.

Ainda que já seja esperada, a decisão se somaria ao anúncio, hoje, de que o risco país alcançou o menor patamar desde 2013, para criar ambiente de certa empolgação no mercado, nesta terça. Qualquer surpresa na decisão do BC, no entanto, terá impacto muito negativo.

PIB, Juros e Indústria nos EUA e na China

Números importantes também serão liberados nos EUA e na China:

1) Taxa de Juros. Expectativa, amplamente precificada, é de mais uma queda de 0,25 ponto. Ainda ficaria aquém do que cobra o presidente Trump, mas confirmaria temor do FED à retração econômica– e ação mais forte para evitá-la.

2) PIB do terceiro trimestre. Deve trazer crescimento modesto (1,5%, contra 2% no segundo trimestre e 3,1% no primeiro) em função, sobretudo, de fragilidade em exportações e investimentos.

3) Por fim, espera-se a liberação, amanhã, do Índice de Atividade de Compras Industrial da China para outubro. Projeções indicam estabilidade em 49,8. Resultado, razoável para o momento, não deve provocar maiores abalos.

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