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05.05.20

Corte da Selic e forte retração nos EUA e Europa em março/abril

Termômetro

ECONOMIA

Corte da Selic e forte retração nos EUA e Europa em março/abril

Sairá amanhã o resultado de reunião do Copom: expectativa é de corte de 0,5% na Taxa Selic, que iria de 3,75% para 3,25%, com sinalização de novo recuo em junho. Ainda que a medida perca impacto em função da crise econômica, deve ser bem recebida pelo mercado.

O panorama será prejudicado, no entanto, pelo anúncio de uma série de números negativos nos EUA e na Europa, caso se confirmem no patamar esperado. Destaque para o Relatório de Emprego Privado Não Agrícola (ADP) nos EUA em abril, que deve trazer queda pesada. O relatório é considerado uma prévia do balanço geral de empregos no país (payroll), previsto para sexta feira.

Na Europa, serão veiculados nesta quarta os números das Encomendas à Indústria na Alemanha e das Vendas no Varejo na zona do Euro, para março, e, para abril, do PMI de Serviços de Alemanha, França e zona do Euro e do PMI de Construção no Reino Unido.

A tendência é de retração vertiginosa de todos os indicadores, com corte pela metade, em média, nos PMIs de serviços e construção e recuo na casa de – 10% nas Vendas no Varejo e nas Encomendas à Indústria.

O contraponto deve vir de continuidade de recuperação nos números de serviços da China, cuja divulgação ficou para amanhã.

POLÍTICA

Intervenção na PF e jogo entre Câmara e Senado

Na política, atenções continuarão voltadas, nesta quarta, para dois temas centrais:

  • Troca de acusações entre o ex ministro Moro e o presidente, alimentada por liberação pelo STF de depoimento de ministro militares e de requisição de video de reunião na qual Bolsonaro teria solicitado relatório confidencial da PF; bem como por diligencias para apurar mudança na superintendência da PF no Rio;
  • Votação na Câmara de projeto de auxilio a estados alterado no Senado. Estará em jogo, nesse caso, a relação entre Maia e Alcolumbre, a atuação de um Centrão recentemente cooptado pelo governo e o posicionamento de estados do Sul e do Sudeste, prejudicados por mudanças implementadas no Senado.

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