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26.03.20

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

Termômetro

ECONOMIA

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

No Brasil, a novidade amanhã deve ser a entrada mais forte do governo em agenda de gastos sociais, puxada pelo Congresso, que deixou clara a intenção de elevar para R$ 500 o que agora vem sendo chamado de “coronavoucher”. Na esteira do processo, o presidente Bolsonaro indicou que vai concordar com valor ainda maior, de R$ 600.

Por um lado, é indicação de que o ministério de economia, diante dos enormes impactos econômicos previstos com o coronavírus, “abrirá os cofres”. O que terá forte contrapartida não apenas para trabalhadores formais e informais como para empresas, com provável ampliação da fatia de salários a serem pagos pelo governo federal e garantia de crédito, especialmente no setor de serviços – com destaque para hotéis, restaurantes e companhias aéreas. Também é sinal de que devem haver importantes medidas tributárias, como o adiamento por três meses do pagamento de impostos federais.

Por outro lado, aumenta a possibilidade de que se aceite ampliação da dívida pública e do déficit primário, mesmo que seja mantido o teto de gastos.

A mudança de atitude tem como motor não apenas a pressão do Congresso como os indícios de que o desemprego virá forte, evidenciados por números de pedido de auxílio desemprego nos EUA hoje, que superaram os 3 milhões na semana passada.

Para o mercado, os próximos dias serão dúbios. Trarão uma avalanche de recursos, cuja execução terá de ser mais detalhada – em torno de US$ 5 trilhões anunciados pelo G20; implementação do pacote de US$ 2 trilhões dos EUA – mas, também, os primeiros números indicando o impacto já auferido na economia global, em termos de empregos e recuos de atividades comerciais.

 

POLÍTICA

Beco ainda sem saída entre Bolsonaro e governadores

Na política, continuará a “guerra” entre governadores – aliados ao Congresso – e o presidente Bolsonaro, com uma espécie de mediação dos ministérios da saúde e da economia. Quarentenas e medidas para conter a circulação de pessoas serão mantidas, em maior ou menor medida e podem até ser endurecidas em São Paulo, diante de evidências de avanço do coronavírus. Os efeitos sobre o sistema de saúde tendem a se fazer sentir mais duramente nos próximos dias.

Já o presidente continuará a tentar disputar a opinião publica, mesmo sem conseguir impor medidas a governadores.

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