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21.10.19

As próximas reformas e a relação entre Câmara e Senado

Termômetro

A conferir, amanhã, como evolui a “corrida” para pautar as próximas reformas, lançada hoje pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Atenção, sobretudo, para: 1) Sinais de Maia e Alcolumbre acerca do papel da Câmara e do Senado nas tramitações. Clima parece pacificado, mas última etapa da Previdência gerou rusgas; 2) Indicação de prioridades de parte à parte. É preciso ver se Maia efetivamente apostará na reforma administrativa. Alcolumbre, por sua vez, ainda não mostrou claramente qual a sua agenda.

PSL – disputa por cargos

Nova reviravolta na guerra interna do PSL, com Eduardo Bolsonaro assumindo a liderança do partido na Câmara, não encerrará o conflito, amanhã. A questão é se recuos de hoje, especialmente da parte de “bivaristas” indicam possibilidade de trégua, nesta terça, ou apenas uma pausa antes de retomada de movimentações mais agressivas.

Nesse sentido, os principais fatores serão:

1) Escolha definitiva da liderança do partido na Câmara, que passará por 3 opções:  Manutenção de Eduardo;retomada do cargo por aliado de Luciano Bivar; ou escolha de um terceiro nome, que representepossibilidade de acordo entre as alas do partido.

2) Efetivação ou não de retirada de Eduardo e Flavio Bolsonaro das lideranças do PSL em São Paulo e no Rio, respectivamente. Bem como da suspensão de 5 parlamentares alinhados ao presidente Bolsonaro – bivaristas chegaram a falar em retirada da punição, mas voltaram atrás.

3) Tom do presidente e de parlamentares que assumiram a frente do conflito – Major Olímpio, Joice Hasselmann, delegado Waldir e Bivar, de um lado, filhos do presidente Bolsonaro, de outro.

Reflexos chilenos

Manifestações no Chile vão levantar pautas sobre impacto social da reforma da Previdência no Brasil. O Chile já foi considerado um modelo pelo ministro Paulo Guedes, e a Previdência, justamente, é uma das pautas dos protestos.

Justiça e meio ambiente

Cobranças da Justiça continuarão a desgastar o governo em relação ao vazamento de óleo que atinge o litoral do Nordeste. E tendem a se aprofundar questionamentos sobre suposto desmanche dos órgãos de controle ambiental na atual gestão.

Israel enfraquece Bolsonaro

Em meio à viagem na qual pode reforçar imagem internacional, muito abalada nos últimos meses, Bolsonaro perde força com anúncio, há pouco, de que o primeiro-ministro Netanyahu desistiu de formar o governo. O líder israelense é um de seus principais aliados

Inflação e Indústria brasileiras

Saem amanhã o IPCA-15 de outubro; a Prévia da Sondagem da Indústria (FGV), também de outubro, e a Sondagem Industrial, da CNI, de setembro.

Para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, estima-se crescimento na faixa de 0,03%. Em setembro, contudo, o número veio com alta de 0,09% e inflação oficial fechou com queda de 0,04%. Ou seja, confirmada a alta de 0,03% amanhã, ainda não se poderia descartar ausência de inflação – ou mesmo nova deflação –no fechamento do mês corrente. Atenção especial para o quesito alimentos, que puxou para baixo o IPCA de setembro e cuja queda havia sido detectada no IPCA-15.

Já as sondagens industriais da FGV e da CNI terão papel importante para detectar tendências do setor. No que se refere à CNI, olho na curva da Utilização da Capacidade Instalada. Levantamento de agosto apresentou redução de estoques indesejados, sinal positivo para aumento de produção.

Ao mesmo tempo, expectativas da indústria, tanto neste índice quanto no da FGV, de setembro, tiveram viés de baixa. Reversão evidenciaria confiança em retomada, confirmando alguns sinais de atividade econômica recentes.

Mercado imobiliário nos EUA e importações na Argentina

No exterior, vale conferir:

1) Números de Venda de Casas Usadas em setembro, nos EUA, que representam um bom indicador da pujança do mercado imobiliário norte-americano. Espera-se recuo frente a agosto, mas em patamar alto (da ordem de 5,45 milhões), entre os três melhores resultados do ano;

2) Balança Comercial da Argentina em setembro. Números de agosto trouxeram superávit acima do esperado, o que reflete, no entanto, queda de importações, com efeitos muito negativos para o Brasil, sobretudo no setor automotivo. Expectativa é de que tal tendência se mantenha.

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