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11.03.20

Agenda social X ajuste fiscal

Termômetro

POLÍTICA

Agenda social X ajuste fiscal

Está prevista para amanhã audiência da CCJ do Senado para discutir a PEC Emergencial. A audiência será termômetro para as movimentações entre o Congresso e o governo federal, que evoluem de paralisação para embate.

O Congresso mostrou hoje, ao derrubar veto que impedia ampliação do BPC (Benefícios de Prestação Continuada), que, para enfrentar o que percebe como chantagem do presidente – expressa por manifestações do dia 15 – vai investir em agenda de gastos sociais. O que afetaria, e muito, a visão de ajuste fiscal da equipe econômica. A derrubada se deu mesmo com o apoio de Rodrigo Maia e do Centrão ao Planalto.

Se, em um estado normal de temperatura e pressão, parlamentares teriam dificuldade para bancar essa linha, em momento de crise e cobranças sociais (a expansão do BPC significaria aumento de gastos de R$ 20 bilhões, mas se voltaria para idosos que ganham até ¼ de salário mínimo), ganharão força frente ao governo – a despeito de críticas da mídia e impactos negativos no mercado.

A saída para o impasse só ocorrerá se o governo federal puser na mesa uma agenda clara de reformas e medidas para responder a efeitos do coronavírus. O caminho – sinalizado hoje por Guedes – pode ser um “pacto” para a concessão de estímulos fiscais associado à agenda de reformas e privatizações. Eletrobras à frente.

Mais do que a lista de projetos prioritários enviada hoje pelo ministro Paulo Guedes, no entanto, será preciso articulação no Congresso e entrada no jogo do presidente Bolsonaro.

PSICOSSOCIAL

O coronavírus chega ao cotidiano brasileiro

A previsão de aumento exponencial nos casos de coronavírus no país e o reconhecimento tardio da OMS de que se enfrenta uma pandemia criarão uma cascata de cancelamento de eventos, medidas de restrição de circulação e de isolamento domiciliar. Consequentemente, levarão o clima de apreensão ao cotidiano dos brasileiros.

Por um lado, esse processo ampliará a pauta tanto para instituições privadas quanto para outras esferas do setor público, a começar pelo Ministério da Educação, que pode determinar cancelamento de aulas.

Por outro, vai tornar premente a ampliação nacional de leitos disponíveis para internação, o que demandará fortes investimentos do governo federal. No final das contas, será essa a grande régua para avaliar a atuação do Ministério da Saúde – e do Planalto – no enfrentamento da crise.

ECONOMIA

O olhar do BC europeu

Internacionalmente, expectativas amanhã se voltam para reunião do Banco Central europeu, que pode baixar as taxas interbancárias e de depósitos e deve adotar novas medidas de estímulo econômico, entre elas o aumento na compra de títulos públicos e privados.

Já nos EUA, sai nesta quinta o Índice de Preços ao Produtor de fevereiro (voltado para os setores de bens e serviços), para o qual se projeta recuo de 0,1% (o primeiro desde setembro de 2019).

 

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