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04.03.20

A ofensiva de Paulo Guedes

Termômetro

Tudo indica que o ministro Paulo Guedes prepara ofensiva para aprovar reformas no Congresso – com destaque para proposta de reforma administrativa –, diante de recuo generalizado em estimativas para o PIB 2020.

Após boa notícia hoje, com aprovação pela CCJ de PEC que acaba com a maior parte dos fundos públicos infraconstitucionais (liberando R$ 180 bilhões para o abatimento da dívida), espera-se movimentação mais decisiva do Ministério da Economia, de modo a alimentar expectativas positivas e retomada de confiança na agenda do governo.

Há, no entanto, um problema-chave a ser superado: a situação de alta instabilidade no Congresso, em função de difíceis negociações envolvendo a execução impositiva de emendas parlamentares e do relator do Orçamento na Câmara. Votação decisiva passou de ontem para hoje e, apesar de incertezas, parece se encaminhar para acordo, após intervenção de Guedes.

Os efeitos políticos do coronavírus

Confirmação de terceiro caso de coronavírus no país – e quarto esperando contraprova –, todos em São Paulo, aumenta o patamar de alerta, internamente, mas ainda não vai ampliar significativamente os efeitos na área da saúde. Especialmente pela concentração regional. O quadro vai se alterar se houver disseminação nacional.

O “conjunto da obra”, no entanto, pode ter efeitos políticos: o ganho de tração de reformas no Congresso, mesmo com turbulências entre a Câmara e o governo federal. Estranha-se, até o momento, o silêncio de Rodrigo Maia sobre o tema. Percebido como o principal responsável pela reforma da Previdência, Maia sofrerá maior pressão do setor empresarial diante de temores de retração econômica.

Em termos globais, velocidade de descobertas científicas pode começar a se tornar fator positivo para expectativas do mercado: hoje, por exemplo, a China anunciou o mapeamento de como o vírus entra no corpo.

Indústria nos EUA

Saem amanhã os números de Encomendas à Indústria nos EUA, em janeiro, com previsão de recuo importante (–0,1% frente a crescimento de 1,8% em dezembro). Vigor da indústria é fator determinante para projeções da economia norte-americana em 2020 (inclusive com efeitos eleitorais). A retração, no entanto – se confirmada nesse patamar – não poderá ser lida como tendência, já que o setor oscilou em 2019, mas, na média, manteve bons resultados.

 

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