Tag: Tok&Stok
Destaque
Fundadores da Tok&Stok se unem a credores para retomar controle
10/06/2026Régis e Ghislaine Dubrule estão de volta ao jogo. O RR apurou que os fundadores da Tok&Stok se articulam nos bastidores com o objetivo de fisgar o controle do Grupo Toky, resultante da fusão da rede de lojas com a Mobly. De acordo com a fonte do RR, o casal mantém conversas com a Vórtx, peça-chave para a investida sobre a holding varejista. A instituição financeira representa os debenturistas da Toky, donos de uma dívida de R$ 439 milhões. Os Dubrule também são credores do grupo: têm a receber cerca de R$ 150 milhões. Significa dizer que a Vórtx e a dupla Régis/Ghislaine concentram mais de 53% do passivo total da Toky incluído na recuperação judicial (R$ 1,1 bilhão). É uma posição capaz de mudar o jogo de forças na companhia. Uma eventual coalização com a consultoria financeira, ou seja, com os debenturistas, daria aos Dubrule poder de fogo suficiente para ditar os rumos da recuperação judicial da Toky, costurar a conversão de debt em equity e (re)capturar o comando da companhia de varejo. Procurados pelo RR, o Grupo Toky e a Vórtx não se manifestaram.
O enredo envolve uma das mais acirradas disputas societárias do varejo brasileiro. Régis e Ghislaine Dubrule fundaram a Tok&Stok em 1978. Em 2012, venderam 60% ao Carlyle, por R$ 700 milhões, mantendo os 40% restantes. A ideia original era crescer com um sócio financeiro, preparar a empresa para um IPO e preservar influência na gestão, mas esse roteiro nunca se concretizou. Em 2024, veio a fusão com a Mobly, que alijou o casal do centro decisório do negócio. Régis e Ghislaine tentaram de todas as formas brecar o M&A, sem sucesso. Ato contínuo, fizeram uma oferta hostil, não aceita pelos acionistas. Ainda assim, mantiveram um enclave na Toky, por meio de participação econômica e créditos. Agora, com a crise financeira do grupo, vislumbram a oportunidade de levar adiante seu projeto de retomada da Tok&Stok. A investida poderia, inclusive, seguir dois caminhos: os Dubrule carregariam a Mobly a reboque, mantendo a configuração do Grupo Toky, ou promoveriam o spin-off e a venda desta última. A ver.
A recuperação judicial da Toky foi acompanhada por uma convulsão na governança, que sinaliza a fragilidade dos atuais acionistas e dirigentes. Há pouco menos de um mês, o grupo promoveu uma ampla troca na diretoria executiva. Victor Noda, fundador da Mobly e principal executivo da companhia desde a fusão com a Tok&Stok, deixou o cargo de CEO e foi substituído por André Ferreira Peixoto. Na diretoria financeira, Marcelo Rodrigues Marques deu lugar a Fabio Ferrante. Noda e Marques permaneceram como membros do Conselho. A questão é por quanto tempo? No mercado, todos sabem que o desejo incandescente dos Dubrule é retomar o controle e devolver na mesma moeda o expurgo que sofreram.
Empresa
Compra da Tok & Stok ainda não fez bem aos acionistas da Mobly
13/02/2025O mercado pune. Que o digam Victor Noda, Marcelo Marques e Mario Fernandes Filho, fundadores e principais executivos da Mobly. Exatos seis meses após anunciar a compra da Tok & Stok, a plataforma de e-commerce de móveis e decoração idealizada pelo trio já perdeu mais da metade do seu valor de mercado, precisamente 54%. Entre os investidores, ao que parece, ainda mais dúvidas do que certezas quanto ao processo de integração entre as duas companhias. O ponto nevrálgico é a repactuação da dívida da Tok & Stok, de R$ 640 milhões. Em novembro, a Justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial da empresa. Mas ainda há uma íngreme ladeira pela frente, leia-se a negociação com os bancos credores, entre os quais Santander e Banco do Brasil.
Outra situação sensível é o imbróglio com o casal Ghislaine e Regis, fundadores da Tok & Stok. Ambos têm uma dívida a receber da companhia. No acordo de M&A foi oferecido à dupla trocar o crédito por debêntures conversíveis em ações da “Nova Mobly”. Até o momento, os Dubrule não aceitaram. E, a julgar pelo track records, não parecem muito dispostos a fazê-lo. O casal chegou a acionar a Justiça com um pedido de suspensão da recuperação extrajudicial da Tok & Stok e da própria transferência do controle da empresa. Nesse cenário, o desafio dos acionistas da Mobly, à frente o grupo alemão Home24, é estancar a perda de valor da companhia pós-fusão. O RR encaminhou uma série de perguntas à Mobly, mas a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Mercado
Bancos tentam costurar venda da Tok&Stok
15/06/2023Os maiores credores da Tok&Stok, notadamente Banco do Brasil e Santander, vestiram o figurino de advisers e saíram a campo em busca de um comprador para a empresa. As instituições financeiras mantêm conversas especialmente com a Mobly, plataforma de venda de móveis e artigos de decoração. A empresa chegou a manter tratativas para uma fusão com a Tok&Stok, mas recuou diante da grave crise financeira da companhia, às voltas com uma dívida de R$ 600 milhões. A diferença agora é que os bancos estariam dispostos a entrar no negócio, convertendo uma parcela dos créditos contra a Tok&Stok em participação acionária na nova empresa como forma de viabilizar o M&A. Nestes tempos de Americanas, o que as instituições financeiras mais temem é ter de fazer novas baixas contábeis com seus empréstimos ao varejo. Consultada, a Tok&Stok não quis se pronunciar.
Advent avança sobre o controle da Tok&Stok
27/06/2022A Advent está com um pé na Tok&Stok. Segundo o RR apurou, a gestora norte-americana negocia a compra da participação do Carlyle na rede de móveis e artigos de decoração. A operação mostra o apetite do Advent para um novo ciclo de investimentos no Brasil. A gestora captou US$ 25 bilhões em um novo fundo de private equity. Dessa dinheirama, cerca US$ 5 bilhões estão reservados para a América Latina, sobretudo o Brasil. De acordo com a mesma fonte, grandes fornecedores da Tok&Stok já estariam sendo informados à boca miúda da decisão do Carlyle de vender o controle da companhia. A fracassada tentativa de IPO da rede varejista, no ano passado, foi o tiro de misericórdia para a saída dos norte-americanos. As tratativas passam pela SPX Capital. No ano passado, a gestora assumiu a administração do portfólio do Carlyle no Brasil, incluindo a participação de 60% na Tok&Stok. A princípio, as conversações não envolvem a venda dos 40% restantes, pertencentes ao empresário Regis Dubrule.
Artigos para o lar
23/08/2021A Tok&Stok, leia-se o fundo Carlyle, mantém conversações para a compra da Westwing, plataforma de e-commerce de móveis e artigos de decoração com faturamento na casa dos R$ 250 milhões. A Renner, dona da concorrente Camicado, também está na disputa.
Tok&Stok e Etna rumo ao altar
5/02/2021O RR apurou que a Tok&Stok e a Etna estariam mantendo conversações para uma possível fusão. A primeira é controlada pelo norte-americano Carlyle; a segunda pertence ao empresário Nelson Kaufman, dono também da joalheira Vivara. As tratativas, ressalte-se, se dão paralelamente aos planos de IPO da Tok&Stok – o pedido já foi protocolado na CVM. O enlace criaria uma rede com 70 lojas de móveis e artigos de decoração e faturamento anual da ordem de R$ 1,7 bilhão. Esta não é primeira vez que as duas empresas ensaiam sua fusão. Em 2014, ambas chegaram a negociar uma associação, mas não houve acordo. Desta vez, no entanto, as circunstâncias obrigam a Tok&Stok e da Etna a aumentarem sua escala no setor. Ambas têm perdido espaço para concorrentes que nasceram, cresceram e se consolidaram no ambiente do e-commerce, sem lojas físicas. Alguns deles têm contado com generosos aportes de investidores. É o caso da MadeiraMadeira, que recebeu recentemente uma capitalização de US$ 190 milhões dos fundos SoftBank Latin America e Dynamo.
IPO a caminho
8/05/2019O Carlyle planeja a abertura de capital da Tok & Stok. Não custa lembrar que, quando o assunto é IPO, o track records recente da gestora no Brasil não é dosmais positivos. Há dois anos, a abertura de capital da rede de lojas de brinquedos Ri Happy, também controlada pelo Carlyle, ricocheteia entre idas e vindas.
Operação despiste
11/04/2019Dentro da própria Tok&Stok há quem enxergue o anúncio do IPO como uma isca para precipitar uma negociação com a rede varejista sueca Ikea, que ronda a companhia desde o ano passado.
A segunda tentativa do Carlyle
18/06/2018O fundo Carlyle, dono de 60% da Tok&Stok, está decidido a realizar o IPO da rede varejista em 2019 – o restante do capital permanece nas mãos do casal Régis e Ghislaine Dubrule. A emissão de ações seria a porta de saída dos norte-americanos do negócio. Cabe lembrar que, quando o assunto é IPO, a experiência recente do Carlyle no Brasil não é das mais favoráveis. O fundo fracassou na tentativa de abrir o capital da RiHappy.
Rearrumação
27/09/2017O presidente da Tok & Stok, Luiz Fazzio, entregou aos acionistas da rede varejista um novo plano de negócios. Segundo o RR apurou, seus pilares são e-commerce, e-commerce e e-commerce, com o indefectível fechamento de lojas físicas. Na empresa, a grande pergunta é o day after: os atuais acionistas, a família Dubrule e o Carlyle, vão ou ficam?
Mudanças à vista no capital da Tok&Stok
16/05/2017O casal Ghislaine e Regis Dubrule está se preparando para vender sua participação de 40% na Tok&Stok – o restante das ações pertence ao Carlyle. No início deste mês, sintomaticamente Ghislaine deixou a presidência executiva, entregue ao ex-Carrefour Luiz Fazzio, para se aninhar no Conselho da rede varejista. Registre-se que o casal Dubrule já passa boa parte do tempo fora do Brasil – ambos são franceses. Consultada, a Tok&Stok confirmou a mudança na gestão, mas não se pronunciou sobre a possível venda da participação.
O outro lado
13/08/2015Após desistir da venda da Etna na verdade, os pretendentes é que desistiram da rede varejista, Nelson Kaufman está à espreita de pontos de venda da concorrente Tok&Stok, notadamente no eixo Rio-São Paulo. A Tok&Stok nega o fechamento de lojas.