Arquivos investidores - Relatório Reservado

Tag: investidores

Mercado

Investidores só têm olhos para a baixa temporada da CVC

15/08/2025
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O impacto causado pelos resultados do segundo trimestre deixou uma certeza no empresário Guilherme Paulus, principal acionista da CVC, e em seus executivos: a agência de viagens precisa dar um choque de expectativa no mercado de forma a recuperar a confiança dos investidores. Entre as medidas em discussão está o alongamento do passivo, de forma a reduzir a pressão sobre os cursos financeiros, hoje um calcanhar de aquiles da companhia. Na área operacional, a CVC deverá intensificar a política de alianças estratégicas internacionais, a exemplo do acordo firmado com a Ávoris, um dos maioresos de turismo da Espanha. Haja boas novas para reduzir o azedume dos investidores! Somente na última quarta-feira, a ação da empresa despencou 12% em um único pregão. A queda foi um reflexo do aumento dos prejuízos da CVC no segundo trimestre: R$ 46 milhões, mais do que o dobro das perdas registradas entre abril e junho do ano passado (R$ 22 milhões). A baixa temporada nas demonstrações contábeis se deve, sobretudo, ao peso da dívida. No segundo trimestre, o resultado financeiro negativo chegou a R$ 75 milhões, bem acima dos R$ 16 milhões observados em igual período em 2024.

#CVC #investidores

Mineração

Investidores pressionam Hochschild por perdas no Brasil

15/07/2025
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Corre entre fontes do setor mineral a informação de que a Hochschild Mining tem sido pressionada por investidores a rever aportes no Brasil. Entre os acionistas insatisfeitos estão pesos-pesados como BlackRock, Vanguard Group e Equinox Partners. Sediada em Londres, a empresa atravessa um momento delicado em terras brasileiras. A mina de ouro de Mara Rosa, em Goiás, teve as atividades de processamento suspensas por seis semanas após falhas no sistema de filtragem de rejeitos, agravadas por chuvas acima da média. Até maio, a empresa havia extraído apenas 25 mil onças de ouro, menos de um terço da meta anual. A paralisação obrigou a mineradora a revisar seu guidance de produção para 2025, com analistas reduzindo as estimativas para algo entre 60 mil e 74 mil onças, bem abaixo das 104 mil inicialmente previstas. O impacto no mercado foi imediato: as ações da empresa chegaram a despencar quase 22% na Bolsa de Londres, o pior desempenho em quatro anos. A crise levou à saída do diretor operacional Rodrigo Nunes. Ao todo, a Hochschild desembolsou mais de US$ 200 milhões na mina de Mara Rosa. Para investidores, o revés abala parte da confiança no potencial de diversificação da companhia, no momento em que a mineradora busca reduzir sua dependência de ativos no Peru e Argentina.

#Hochschild Mining #investidores

Economia

O que os investidores globais têm contra o Brasil e seus vizinhos?

24/10/2024
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Apesar da expectativa de que a América Latina venha a ser o estuário de boa parte dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), devido à oferta de projetos ligados ao meio ambiente, por enquanto os blocos das grandes nações permanecem ignorando o Brasil e seus pares. Aliás, o cenário é ainda pior: estão reduzindo os investimentos. Segundo o Boletim n° 19 da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), referente ao mês de outubro, que acaba de sair do forno, o IED na América Latina e Caribe, em valores absolutos, caiu 9,9% em 2023 em relação ao ano anterior. Não adiantaram a exploração de metais estratégicos, insumos decorrentes da exploração racional das florestas, empreendimentos em energia renovável, impacto ambiental reduzido na agricultura, biodiversidades etc… O número reflete a reticência do capital estrangeiro. Nem mesmo nos empreendimentos poluentes, tais como a produção de combustível fóssil offshore e onshore, o IED tem revelado entusiasmo com a região.
Em relação ao PIB da América Latina e Caribe, o cenário não é diferente:  queda do IED de 2,8% no mesmo período. A Cepal explica, em parte, a falta de disposição do capital estrangeiro devido à difícil conjuntura mundial, com conflitos geopolíticos, imprevisibilidade e elevadas taxas de juros. A entidade não é de todo pessimista, já que os anúncios de interesses de IED em energias renováveis e tecnologias estratégicas aumentou. Mas anúncios são só anúncios. E nunca passam por uma acareação. Pode ser até que não só os projetos sejam de longo prazo de maturação, mas as decisões de investimentos também. Por enquanto, o México, com uma queda de 23%, e o Brasil, com redução de 14%, vão puxando o IED da região para baixo. A Cepal acrescenta também que a América Latina e o Caribe enfrentem três armadilhas de desenvolvimento: crescimento econômico baixo, volátil, excludente e insustentável; alta desigualdade e baixa mobilidade e coesão social; e baixas capacidades institucionais e governança ineficaz.
Os Estados Unidos e a Europa foram os blocos com maiores IED na América Latina e Caribe, sendo o primeiro responsável por 33% do total, e o segundo, por 22%. Um dado curioso: no período 2021/2022, a China respondeu, em média, por 3,6% do Investimento Estrangeiro Direto na região. Em 2023, esse índice despencou para mísero 0,02%. Em tempo: o IED na América Latina e Caribe vem caindo desde 2010.

#investidores #Investimentos Estrangeiros Diretos

Empresa

Casas Bahia começa fechar suas cicatrizes internas

12/08/2024
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“O pior já passou”. Essa é a frase que o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, tem repetido quase como um mantra em encontros reservados com investidores. Nesse caso, Franklin não se refere exatamente à repactuação de R$ 4 bilhões em dívidas com os bancos credores – um feito da sua gestão. Mas, sim, às duras medidas contracionistas adotadas em função do altíssimo custo financeiro que incidia sobre o passivo de curto prazo. Por onde passa, o executivo diz que o ciclo de fechamento de lojas e demissões está encerrado. A partir de agora apenas o turnover natural de pontos de venda do varejo. Talvez o otimismo de Franklin tenha uma dose de wishful thinking. Mas, é bom dizer que, entre março e junho, por exemplo, a Casas Bahia fechou apenas três lojas. Um cenário bem diferente de 2023, o ano da razia, quando a rede varejista desativou 55 pontos de venda, quatro centros de distribuição e demitiu oito mil funcionários, mais de 20% da sua força de trabalho.

#Casas Bahia #investidores #Varejo

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