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Tag: exportação

Agronegócio

Ofensiva de Trump contra o Irã ameaça produtores de milho de MT e GO

15/01/2026
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A ameaça do presidente Donald Trump de impor um tarifaço a países que mantenham relações comerciais com o Irã acendeu um sinal de alerta sobretudo entre produtores rurais do Mato Grosso e de Goiás. São os dois principais polos de produção e exportação de milho excedente do país — aquele volume que supera com folga a capacidade de consumo interno e precisa, necessariamente, encontrar destino no mercado externo. O Mato Grosso responde por quase 45% dos embarques brasileiros do cereal; Goiás, por algo em torno de 12%. Juntos, concentram mais da metade das exportações nacionais e, portanto, seriam os primeiros a sentir os efeitos de uma eventual interrupção das vendas ao Irã, hoje um dos três maiores compradores de milho do Brasil, responsável por mais de 8% das encomendas.
O risco vai além da simples perda de mercado. Nos bastidores do setor, tradings e cooperativas já avaliam que uma retração iraniana teria impacto direto na formação de preços na origem, sobretudo durante o pico da comercialização da safrinha. Sem o Irã, parte relevante do milho do Centro-Oeste teria de ser redirecionada a outros destinos, possivelmente com deságio, ou permanecer estocada por mais tempo, elevando custos financeiros e logísticos. Há ainda o temor de um efeito cascata sobre contratos futuros e operações de hedge, num momento em que o produtor já convive com margens mais apertadas. Outro ponto sensível é o calendário. A ameaça surge às vésperas do período em que tradings costumam intensificar a negociação de volumes para o segundo semestre, quando o milho do Mato Grosso e de Goiás domina a pauta exportadora.

#Donald Trump #exportação #Irã

Infraestrutura

Exportadores brasileiros, preparem o bolso

5/12/2024
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Em meio às tratativas para um acordo com a União Europeia, surge um novo ponto de fricção dentro do Mercosul. “Novo” em termos. Segundo informações que circulam no Itamaraty, a Argentina vai retomar, a partir de fevereiro de 2025, a cobrança de pedágio a todas as embarcações que trafegam pela hidrovia Paraná-Paraguai dentro do seu território. Do lado do Brasil, a medida afeta os exportadores notadamente de grãos e de minério ferro, principais produtos escoados pelo corredor logístico. A futura taxa será de US$ 1,20 por tonelada de carga bruta. Trata-se de um valor inferior ao fixado pelo governo argentino no segundo semestre de 2023 (US$ 1,47). Ainda assim, é quase certo que a volta da derrama mais uma vez provocará atritos multilaterais. No ano passado, após meses de imbróglio, a Argentina suspendeu a cobrança por pressão do Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Os argentinos alegam que o tributo é necessário para investimentos na dragagem da hidrovia, do Norte de Santa Fé até a confluência com o Rio Paraná. Os demais países entendem que a taxação fere acordos firmados no âmbito do Mercosul.

#Argentina #exportação #Mercosul

Empresa

Johnson & Johnson repele pedidos de exportação por falta de produto

17/04/2024
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Responsável por quase 80% do mercado brasileiro de repelentes, a Johnson & Johnson não vem conseguindo atender à demanda de outros países da América do Sul. A empresa já teria recusado pedidos de exportação vindos, por exemplo, da Argentina e do Paraguai. Sua produção está sendo sugada pelo mercado interno – as vendas cresceram 200% em comparação ao verão passado. A dengue, uma mazela tipicamente made in Brazil, está se espalhando por outros países da região, na esteira do El Niño. As alterações climáticas causadas pelo fenômeno têm criado circunstâncias perfeitas para a proliferação do Aedes aegypt. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou.

#América do Sul #exportação #Johnson & Johnson

Logística

Exportação de minério para vizinhos do Mercosul está à beira de um colapso

27/10/2023
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Cerca de 600 mil toneladas de minério de ferro represadas nos portos da região e mais de US$ 60 milhões em perdas para as companhias de navegação. Esta é uma das consequências mais graves da combinação entre a seca e a falta de investimentos em dragagem no Rio Paraguai. Os números constam de documento elaborado pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Norte (Adecon) e, segundo o RR apurou, enviado na última terça-feira ao diretor de Infraestrutura do DNIT, Erick Moura de Medeiros. Segundo a Adecon, que reúne empresas privadas de logística das Regiões Centro-Oeste e Norte, as barcaças estão trafegando pela Hidrovia do Paraguai com uma carga 30% inferior à sua capacidade por conta do assoreamento do rio.

As empresas de afretamento, o agronegócio e o setor de mineração estão no mesmo barco. Todos pressionam o Ministério dos Transportes e o DNIT cobrando obras emergenciais de dragagem no Rio Paraguai.  O nível da água vem baixando de seis a oito centímetros por dia. Nesse ritmo, calcula-se que a navegação comercial na Hidrovia do Rio Paraguai poderá ser interrompida já na segunda semana de novembro, provocando um gargalo, principalmente, nas exportações de minério e de grãos para os demais países do Mercosul.

#exportação #ferro #minério #Rio Paraguai #seca

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