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Mercado

Minoritários querem um velho conhecido no comando da Tupy

1/04/2026
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A repentina saída de Rafael Lucchesi da presidência da Tupy traz de volta ao centro do tabuleiro o nome de Fernando Rizzo, ex-CEO da companhia. No que depender de um grupo de minoritários da empresa, liderados pela gestora Charles River, Rizzo é o preferido para comandar a metalúrgica. Nesse caso, substituiria exatamente aquele que o substituiu no ano passado. A campanha dos fundos pelo retorno do executivo é mais um round na disputa societária da Tupy. Os minoritários questionam a governança ou o que eles consideram a falta de governança imposta por Previ e BNDESPar, que, juntos, detêm 57% do capital. Os investidores discutem, inclusive, a possibilidade de entrar na Justiça, sob o argumento de que o fundo de pensão e o braço do BNDES têm extrapolado limites do exercício regular do poder de controle – conforme informou o RR. Para os fundos, os dois principais acionistas têm funcionado como instrumentos de interferência do governo Lula na administração da Tupy. O eventual regresso de Rizzo teria o condão de distensionar o ambiente societário e até mesmo frear um contencioso.

Fernando Rizzo acumulou uma trajetória de mais de três décadas na Tupy, estando na presidência entre 2018 e 2025. Sob sua gestão, a empresa avançou na estratégia de internacionalização e diversificação do portfólio, incluindo aquisições e expansão para novos segmentos ligados à transição energética. Rizzo sempre foi visto como um anteparo para conter eventuais ingerências políticas na companhia. Se ele vai voltar ao cargo, como querem os principais minoritários, são outros quinhentos. Mas o fato é que o mercado não fez a menor cerimônia em celebrar a queda de Lucchesi, ex-presidente do Conselho do BNDES. Desde a sua saída do cargo de CEO, na última sexta-feira, a ação da Tupy acumula alta superior a 10%.

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Destaque

Tupy vira campo de batalha entre minoritários e governo

5/03/2026
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A Tupy, uma das maiores indústrias de metalurgia da América Latina, se tornou uma frente de batalha entre investidores e, em última instância, o próprio governo. Segundo o RR apurou, a Charles River, dona de 6,7% do capital, está se articulando junto a outros acionistas, entre os quais dois grandes fundos de private equity, com o objetivo de confrontar o BNDESPar e a Previ, que detêm 57%. De acordo com a mesma fonte, a gestora pretende acionar a CVM com o objetivo de frear interferências diretas do governo na gestão da companhia. No mercado, há relatos de que os minoritários também discutem a possibilidade de entrar na Justiça, com base nos artigos 116 e 117 das Lei das S/A. O entendimento é que BNDESPar e Previ têm extrapolado limites do exercício regular do poder de controle, atuando de forma coordenada para impor decisões estratégicas e de governança. Mais do que isso: a Tupy teria virado um títere corporativo do governo.

Em contato com o RR, a Charles River confirmou que “novas medidas — como a eventual formação de bloco com outros acionistas minoritários ou ações no âmbito da CVM ou judicial — serão avaliadas caso a caso, à luz do mesmo princípio fiduciário e da busca de geração de valor para as companhias e para os nossos investidores”. A gestora disse ainda ao RR que “entende que seu dever fiduciário é atuar sempre no melhor interesse de seus investidores. Cabe lembrar que, nesse cabo de guerra com BNDESPar e Previ, a Charles River sofreu uma derrota recente. Na última assembleia geral de acionistas da Tupy, realizada na sexta-feira de Carnaval, os acionistas, leia-se o braço de participações do BNDES e o fundo de pensão, rejeitaram a proposta da gestora de incluir no estatuto da companhia “requisitos mínimos de elegibilidade” para administradores. Na prática, seria uma trava para restringir indicações políticas ao conselho de administração. Só que o cadeado foi arrancado pelos acionistas majoritários. A Tupy tem se revelado uma mini-Vale.

O paralelo se deve aos questionamentos dos acionistas à governança, ou talvez seja o caso de dizer “desgovernança”, da empresa. Os minoritários contestam as seguidas interferências do governo federal na companhia, notadamente na indicação de conselheiros. No último mês de dezembro, os acionistas aprovaram a nomeação dos ministros da Defesa, José Mucio, e da Controladoria Geral da União (CGU), Vicente Carvalho, para o Conselho de Administração, além do secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Tiago Santos, para o Conselho Fiscal. Antes já tinham passado pelo board a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Os atritos societários na Tupy ganharam intensidade no ano passado com a controversa troca de comando da companhia. Após quase uma década à frente da empresa — e mais de 30 anos de carreira dentro do grupo — Fernando Rizzo foi substituído por Rafael Lucchesi, então presidente do Conselho de Administração do BNDES. A mudança foi articulada pelos dois principais acionistas da metalúrgica, BNDESPar e Previ. A decisão surpreendeu o mercado e provocou reação imediata de investidores minoritários, que questionaram tanto o processo de escolha quanto o perfil do substituto. Sob a gestão de Rizzo, a Tupy havia conduzido uma estratégia de internacionalização e diversificação relevante, incluindo aquisições como a da operação de fundição da Teksid, da Stellantis, e da fabricante de motores MWM, movimentos que reposicionaram a empresa em direção à transição energética e ampliaram sua presença global. 

Em tempo: enquanto os acionistas se digladiam, os resultados da Tupy têm apresentado alguns pequenos pontos de corrosão. Entre janeiro e setembro de 2025 – último balanço disponível -, a receita líquida ficou em R$ 7,5 bilhões, queda de 8% em relação a igual período no ano anterior. A empresa registrou ainda prejuízo de R$ 28 milhões, frente a um lucro de R$ 180 milhões nos nove primeiros meses de 2024. O Ebitda, por sua vez, caiu quase à metade – de R$ 926 milhões para R$ 498 milhões. São números que em nada ajudam a desanuviar o ambiente societário.

#Tupy

A trincheira da Tupy

28/09/2022
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A Fundição Tupy elabora estratégias comerciais em busca de novos mercados, notadamente na Ásia. Trata-se de uma espécie de “hedge anti-guerra”. O conflito entre Rússia e Ucrânia começa a atingir o desempenho da empresa na Europa, responsável por mais de 15% do seu faturamento.

#Rússia #Tupy #Ucrânia

Apetite

15/06/2022
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A Trígono Capital estaria ampliando sua posição na Fundição Tupy, com seguidas compras em mercado. A gestora já é o terceiro maior acionista da companhia, atrás apenas da BNDESPar e da Previ. Em tempo: coincidência ou não, corre no mercado que o fundo de pensão pretende reduzir ou vender integralmente sua participação.

#BNDESPar #Previ #Trígono Capital #Tupy

Previ espreita a porta de saída na Tupy

5/09/2016
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 Ou o mercado todo está operando ou, então, está sendo operado. Nos últimos dias, circula pelas mesas de operação a informação de que a Previ vai se desfazer da sua participação na Tupy. A voz corrente é que o fundo de pensão já estaria, inclusive, formatando uma oferta das ações em bolsa. A perspectiva do anúncio tem se refletido na alta do papel: em pouco mais de um mês, a ação da fundição Tupy subiu quase 20%. A Previ detém 26% da companhia. Tomando-se como base apenas o atual valor de mercado da empresa, portanto, sem qualquer ágio, a fatia do fundo de pensão gira em torno dos R$ 515 milhões.  A venda da participação na Fundição Tupy seria motivada pela necessidade da Previ de fazer caixa para amortizar seu déficit atuarial, na casa dos R$ 15 bilhões. Vai pelo mesmo caminho a decisão de aproveitar a venda da sua fatia de 29,5% na CPFL. O fundo de pensão deverá pegar carona na saída da Camargo Corrêa para também negociar o seu quinhão na distribuidora de energia para a State Grid. A área técnica da Previ já recomendou que a fundação aceite a oferta de R$ 25 por ação feita pelos chineses. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Previ.

#Camargo Corrêa #CPFL #Previ #State Grid #Tupy

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