Tag: Startup
Fintech
Colombiana Akua prepara sua entrada no Brasil
22/10/2025Em meio às tentativas do governo de aumentar a tributação sobre as fintechs, mais um startup da área financeira já tem data marcada para desembarcar no Brasil. A colombiana Akua vai iniciar sua operação no país até fevereiro. A empresa fornece infraestrutura de pagamentos para adquirentes e lojistas. Recentemente levantou US$ 8,5 milhões em uma rodada seed, liderada pela norte-americana Flourish Ventures e a mexicana Cathay Latam, da qual participaram duas gestoras brasileiras, a Atlântica e a Honey Island. No mercado, há informações, inclusive, sobre a possibilidade de uma nova captação no início de 2026 para dar gás ao “projeto Brasil”. A entrada no mercado brasileiro será o movimento mais agudo do plano de internacionalização da Akua, que até o fim do ano deverá iniciar sua atuação na Argentina e no Peru.
Venture capital
Startup mexicana chega ao Brasil com fome de M&A
2/10/2025A startup mexicana OCN (One Car Now) chegou ao Brasil com apetite para aquisições. A empresa está garimpando o mercado em busca de plataformas de soluções de transporte e mesmo fintechs que tenham sinergia com o setor de mobilidade urbana e locação de automóveis. A OCN pretende investir R$ 50 milhões no Brasil para montar uma operação de aluguel de veículos para motoristas de aplicativos. O início das atividades está previsto para o próximo mês de janeiro. Até o momento, a companhia mexicana já recebeu mais de US$ 150 milhões em capital. O Brasil está longe de ser um mercado fácil para startups do setor. Que o diga a também mexicana Kavak, que chegou ao Brasil em 2021 e sofreu com várias derrapagens – de cortes de investimento a demissões – até engatar a quinta marcha.
Empresa
Um pé no Planalto, um pé na Casa Branca: assim é a polarização da Loft
11/08/2025A Loft pode ser considerada a mais “polarizada” das startups brasileiras. Na última terça-feira, Sandro Westphal, vice-presidente de alianças e parcerias estratégicas da proptech, tomou posse no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão de Lula. Do outro lado da moeda, a empresa mantém, já há algum tempo, laços razoavelmente estreitos com o governo de Donald Trump. Neste caso, o elo é a gestora norte-americana Andreeseen Horowitz, acionista da Loft. Ben Horowitz, um dos sócios da firma de private equity, não apenas apoiou a campanha de Trump como colaborou na indicação de nomes para a gestão Trump, notadamente para o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, que foi comandado por Elon Musk. Tamanha proximidade serviu de passaporte para a presença da Loft na posse do presidente norte-americano, por meio de Mate Pencz, um de seus fundadores. Conforme o RR já informou, a startup de compra e venda de imóveis tem, inclusive, planos de entrar nos Estados Unidos (https://relatorioreservado.com.br/noticias/turbinada-por-fundo-californiano-loft-prepara-seu-desembarque-nos-estados-unidos/). Ainda que indiretamente já tem um pé na soleira da Casa Branca. E agora também do Palácio do Planalto.
Startups
Canopy prepara lançamento de dívida de olho em aquisições
6/08/2025Corre no mercado que a Canopy, startup da área de softwares, está prestes a tirar do forno uma emissão de dívida. Potenciais investidores já estariam sendo sondados. O valor giraria em torno de US$ 50 milhões. O reforço de caixa se juntaria aos US$ 100 milhões recebeu recentemente em uma rodada de capitalização encabeçada pela brasileira Cloud9 e pela gestora norte-americana Bessemer. Com munição no coldre, a Canopy vai partir para a aquisição de empresas na área de tecnologia.
Venture capital
Startup EmCasa flerta com nova capitalização
27/05/2025
Empresa
Startup portuguesa busca recursos para avançar no Brasil
7/05/2025A startup portuguesa Sensei tem conversado com fundos de venture capital brasileiros. Em pauta, uma nova captação de recursos que permita à empresa turbinar sua operação no Brasil. Fundada pelo investidor Vasco Portugal, a empresa desenvolve tecnologia, notadamente de automação, para lojas e pontos de venda autônomos. No fim do ano passado, levantou 15 milhões de euros em sua rodada Série A. Entre seus investidores está a Kamay Ventures, sediada na Argentina, fundo que conta com o apoio de grandes multinacionais, como Coca-Cola, Grupo Arcor e a mexicana Bimbo. Com um escritório em São Paulo, a Sensei tem uma carteira de clientes de peso no varejo brasileiro, a exemplo da rede paranaense Super Muffato.
Negócios
Colombiana Volcanic prepara novas aquisições no Brasil
31/07/2024
Startups
EdTech norte-americana faz matrícula no Brasil
30/04/2024O RR teve a informação de que a startup de educação TetherEd, de origem norte-americana, prepara sua entrada no Brasil. O desembarque, com a abertura de um escritório em São Paulo, se daria no segundo semestre. A edTech, que desenvolveu uma ferramenta de matrícula digital, concentra uma parcela importante das suas operações na América Latina: sua rede integra mais de 90 mil escolas e universidades na República Dominicana, Colômbia e Chile. Neste último, por sinal, teve seu nome envolvido em uma história rumorosa. Há denúncias que o Ministério da Educação chileno fechou um contrato de US$ 140 milhões com a TetherEd sem licitação.
Venture capital
Maya Capital, de Lara Lemann, tem um nó para desatar no seu portfólio
20/03/2024Corre no mercado a informação de que a Maya Capital, de Lara Lemann, filha de Jorge Paulo Lemann, quer zerar sua posição em uma startup brasileira que é um dos maiores investimentos da sua carteira. A história é intrincada. Além de não ter alcançado a tração esperada, a startup em questão estaria sonegando informações financeiras a seus investidores.
Startups
Indigestão à vista no mercado de venture capital
22/02/2024O mercado de venture capital foi sacudido no fim da manhã de hoje pela informação de que uma importante foodtech estaria prestes a entrar com pedido de recuperação judicial. A startup teria sérios problemas de caixa mesmo após levantar mais de R$ 200 milhões em captações. Os próximos dias serão decisivos para a empresa.
Destaque
Loggi sofre as dores da escassez de crédito para startups
14/03/2023A recente demissão de 250 funcionários é apenas a face mais visível da crise que chacoalha a Loggi. Segundo o RR apurou, a startup de encomendas expressas vive uma situação preocupante, acentuada pela redução do caixa e pela inapetência de seus principais acionistas. De acordo com uma fonte próxima à empresa, a Loggi teria disponibilidade de recursos para cobrir não mais do que um ano de custos operacionais. Ou seja: parcela expressiva dos US$ 212 milhões captados na mais recente capitalização (Série F) – realizada em março de 2021 – já teria se esgotado. Como se não bastasse, nos últimos dias, na esteira da quebra do Sillicon Valley Bank (SVB), a Loggi foi tragada por um turbilhão de rumores. Desde a sexta-feira circula no mercado a informação de que uma parcela significativa do caixa da companhia estaria aplicada no banco norte-americano. Em contato com o RR, a Loggi garante que “não tem nenhuma exposição ao Silicon Valley Bank (SVB)”. A empresa revelou à publicação que “entre o final de fevereiro e o início de março, ao identificar o aumento do risco de insolvência do SVB, moveu para outras instituições financeiras todo o capital que mantinha investido no banco. Assim, não foi impactada pelos eventos do fim de semana.”
A Loggi pode ter escapado dos graves efeitos colaterais da quebra do SVB. Mas, segundo a mesma fonte, precisa reforçar sua estrutura de capital no curto prazo. A solução seria um novo aporte. No entanto, de acordo informações obtidas pelo RR, os maiores investidores – entre os quais CapSur, Dragoneer e Monashees – sinalizaram que não estão dispostos a participar de uma nova rodada. Todos já perderam muito dinheiro com a Loggi. Para alguns investidores, o impacto é ainda maior, devido à exposição à companhia. É o caso da CapSur. A Loggi é o maior investimento da gestora de recursos. Na última rodada de capitalização, a CapSur Capital desembolsou quase US$ 80 milhões, o maior aporte da Série F. Boa parte desses recursos foi captada junto a clientes do Wealth do Credit Suisse, segundo o RR apurou. A publicação fez seguidos contatos com a CapSur, mas a gestora não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Na última capitalização, a Loggi foi avaliada próximo dos US$ 2 bilhões. Hoje, não valeria sequer um quinto desse valor. Diante da resistência dos investidores a um novo aporte, os executivos da empresa quebram a cabeça para reduzir a pressão sobre o caixa. Mais uma vez, o amargo remédio do downsizing deve se repetir. O RR apurou que a companhia estaria preparando uma nova leva de demissões nos próximos três meses. Seria a terceira em menos de um ano – as dispensas realizadas em agosto do ano passado e no último mês de fevereiro resultaram no corte de um quinto dos funcionários. Consultada especificamente sobre a possibilidade de mais demissões e as negociações com os acionistas para um novo aporte de capital, a empresa não se pronunciou. A Loggi disse ao RR que “nos últimos meses, implementou uma série de ações de aumento de eficiência operacional e priorização de demandas estratégicas para se adaptar a um contexto global desafiador”. A companhia afirma ainda que, em 2022, continuou ganhando market share e apresentou crescimento de cerca de 50% na comparação com o período anterior”.
As dificuldades financeiras da Loggi podem ser atribuídas à crise que ronda as startups e não exatamente a problemas de gestão. O atual CEO, Thibaud Lecuyer, que assumiu a presidência em agosto do ano passado substituindo Fabien Mendez, cofundador da empresa, é bem visto pelo mercado e pelos acionistas. No entanto, o segmento de logística expressa tem se mostrado complexo. Além do aumento da concorrência, há muitos problemas de ordem trabalhista com os entregadores.
Em tempo: para além dos problemas específicos da Loggi, empresas nascentes estão se remoendo de tensão com a quebra do Sillicon Valley Bank. A débâcle do SVB chama a atenção para o carregamento de crédito em bancos que se especializaram em financiar startups e mesmo fintechs. Neste último caso, a bancarrota do Sillicon pode provocar um efeito dominó, tornando-se mais um fator para acelerar a consolidação desses novos bancos que dizem não ser bancos – ver RR.