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Agronegócio
Waiver em dívida da SLC acende sinal de alerta na John Deere
27/02/2026A John Deere monitora, com razoável dose de preocupação, a situação financeira da SLC Máquinas. Em 19 de fevereiro, a empresa fechou com os credores um waiver para evitar o vencimento antecipado de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 600 milhões. O movimento foi motivado pela projeção de descumprimento de um dos covenants de alavancagem e outros indicadores financeiros atrelados ao balanço de 31 de dezembro de 2025, incluindo limites de liquidez corrente, endividamento total e relação dívida líquida/Ebitda, previstos no contrato da emissão.
A necessidade de buscar a tolerância dos credores acendeu um alerta na matriz global da John Deere, uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas agrícolas. A SLC é distribuidora exclusiva do grupo no Rio Grande do Sul, um dos principais mercados de venda de equipamentos para o agronegócio do país. Segundo informações que circulam no mercado, os norte-americanos já avaliam a eventual necessidade de medidas profiláticas. Poderiam entrar nesse rol redução de prazos de pagamento concedidos à SLC, diminuição do volume financiado via crédito de fornecedor e até exigência de pagamentos antecipados parciais em novos pedidos, com o objetivo de reduzir a exposição da fabricante ao risco de inadimplência. Procuradas pelo RR, John Deere e SLC não se pronunciaram.
Empresa
SLC aumenta seu latifúndio com aquisições de terras no Centro-Oeste
13/10/2025Circula em petit comité a informação de que a SLC Agrícola está negociando a compra de fartas extensões de terras no Centro-Oeste. O investimento pode passar de R$ 1 bilhão. Em março deste ano, a empresa desembolsou algo em torno de R$ 900 milhões na aquisição de 40 mil hectares na Bahia e em Minas Gerais. A SLC vive um período de fertilidade. Seu guindance para a safra 2025/26 projeta um aumento da área plantada de 13,6% em relação ao ciclo anterior – isso sem levar em consideração a compra de terras. Mas há algumas ervas daninhas em suas lavouras. A companhia prevê um aumento em seu custo de produção por hectare de 10,2%. Segundo recente relatório de research do BTG, se não houver uma alta proporcional nos preços das commodities agrícolas, a SLC pode perder algo como R$ 150 milhões em Ebitda no balanço do ano que vem.