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Empresa
Em meio a prejuízos, Femsa reavalia futuro da Oxxo no Brasil
12/02/2026A solidão societária da Femsa na operação da Oxxo no Brasil seria apenas um rito de transição. Segundo informações filtradas pelo RR, os mexicanos avaliam vender parte ou mesmo integralmente o controle da rede de lojas de conveniência. A Femsa se viu forçada a assumir 100% do capital com a decisão da Raízen, sua sócia, de deixar o negócio – informação antecipada pelo RR. A Femsa trouxe a operação para o Brasil sonhando alto, com a meta de abrir cinco mil lojas. Parou em pouco mais de 600. Consta que a rede varejista tem operado no vermelho desde 2022 – somente nos anos de 2023 e 2024, as perdas acumuladas passaram dos R$ 410 milhões. Nos últimos três anos, o grupo mexicano e a Raízen tiveram de aportar cerca de R$ 150 milhões para cobrir os prejuízos e sustentar os investimentos em expansão. A joint venture entre Cosan e Shell, que já tem seus próprios problemas, desistiu de enxugar gelo. E a Femsa também não está mais disposta a tampar as fissuras no dique com os próprios dedos. Consultado, o grupo mexicano não retornou.
Destaque
Até quando a Raízen vai suportar os prejuízos do Oxxo?
18/10/2024O RR apurou que a Raízen, leia-se Cosan e Shell, está reavaliando o modelo de negócio do Grupo Nós, joint venture com a mexicana Femsa na área de varejo. A operação, que reúne as 1,5 mil lojas de conveniência da Shell Select e os mais de 500 pontos de venda da rede de mercados Oxxo, tem se revelado uma linha de montagem de prejuízos.
Uma das hipóteses cogitadas pela Raízen seria a cisão da empresa, de forma a separar o joio do trigo. Ou “Nós” e “eles”. O Grupo Nós, com a sua atual configuração societária, permaneceria apenas com a gestão das lojas Shell Select, instaladas nos postos de combustíveis da bandeira Shell, pertencentes à Raízen. Já o “eles”, no caso a Femsa, controladora do Oxxo, assumiria sozinha a operação da rede varejista no Brasil. Procurada pelo RR, a Raízen não quis comentar o assunto.
Criada em 2019, a joint venture nasceu como um negócio promissor e repleto de sentido para ambas as partes. A Raízen passou a ter um sócio do ramo, a Femsa, para tocar a gestão da Shell Select. Ao contrário do que possa parecer, o segmento de conveniência não é um negócio simples. A Vibra, por exemplo, também foi buscar um parceiro, a Americanas, para administrar a BR Mania – a associação acabou desfeita por conta do rombo contábil da rede varejista.
Do seu lado, a Femsa enxergou na Raízen um player de peso para dividir o risco da operação brasileira da Oxxo, que chegou ao país em 2020, em plena pandemia. O problema é que talvez nem a Cosan e nem a Shell esperassem um risco tão elevado. A Oxxo é uma máquina de moer dinheiro.
Estima-se que Femsa e Raízen já tenham desembolsado mais de R$ 750 milhões apenas com a abertura das cinco centenas de lojas no país. Enquanto era a joint venture de um ativo a só, a Shell Select, o Grupo Nós dava lucro. Com a chegada da Oxxo ao Brasil, tornou-se um negócio deficitário.
Negócios
Mexicana Oxxo negocia compra de supermercados em São Paulo
27/10/2023A mexicana Oxxo teria apresentado uma oferta para comprar as duas lojas remanescentes dos supermercados Madrid, da família Mosquera, em São Paulo. Os ativos são avaliados em aproximadamente R$ 50 milhões. Uma vez sacramentada, será a primeira aquisição da Oxxo no Brasil, o que sugere uma nova etapa nos investimentos do grupo mexicano no país. Até o momento, a empresa tem se notabilizado por uma agressiva estratégia de crescimento pelo greenfield: em três anos, abriu mais de 350 pontos de venda em São Paulo. Quer chegar a 500 lojas até o fim de 2024. Consultados, Oxxo e Madrid não se manifestaram.
Femsa 2
29/06/2022A Femsa está com fome de Brasil. O RR apurou que a Oxxo, rede de supermercados controlada pelo grupo, prepara sua entrada no Rio. O plano de negócios do grupo prevê a abertura de até 200 lojas no país.