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Empresa
Mosaic ensaia sua saída gradual do mercado de fertilizantes no Brasil
13/04/2026Estava escrito nas estrelas e no RR que a Mosaic reduziria sua produção…
Destaque
“Estiagem” da Mosaic acentua fragilidade do Brasil em fertilizantes
2/02/2026Como se não bastasse a notória dificuldade de viabilizar novos projetos e reduzir a dramática dependência de fertilizantes importados, o Brasil enfrenta agora a ameaça de desinvestimento de grandes players do setor. É o caso da Mosaic. Segundo o RR apurou, após suspender temporariamente a produção de superfosfatados (SSP) no Paraná e em Minas Gerais, a companhia norte-americana discute medidas contracionistas mais drásticas. De acordo com uma fonte próxima à empresa, as hipóteses sobre a mesa incluem da descontinuidade de linhas específicas até mesmo ao fechamento definitivo de uma das duas fábricas afetadas pela paralisação – Paranaguá (PR) e Araxá (MG). Em Minas Gerais, há, desde já, forte tensão entre os funcionários. Segundo informações filtradas junto a lideranças sindicais, correm rumores sobre demissões na unidade de Araxá. Ressalte-se que, no ano passado, a companhia já havia negociado sua única mina de potássio no Brasil, a Taquari-Vassouras, localizada em Rosário do Catete (SE), para a VL Mineração. Procurada pelo RR, a Mosaic não quis se pronunciar.
O redimensionamento da capacidade industrial da Mosaic no Brasil seria a saída encontrada para reduzir a ociosidade e preservar rentabilidade. O pano de fundo da entressafra no Brasil é uma deterioração mais ampla do mercado, um choque simultâneo de demanda e competitividade. Entre outros fatores, a empresa sofre os efeitos da escalada de preços do enxofre, uma de suas principais matérias-primas: o valor para a entrega da commodity nos portos brasileiros subiu para a faixa de US$ 540–550/t (CFR) em janeiro, ante cerca de US$ 510–515/t no começo de dezembro, em um movimento que pressiona diretamente o custo de produção do SSP. Nesse cenário, mesmo para um gigante global da indústria de adubos, está cada vez mais difícil competir com a crescente entrada no país de produtos fosfatados provenientes da China. No ano passado, as vendas da Mosaic no mercado brasileiro ficaram estagnadas na casa dos nove milhões de toneladas, frustrando as projeções de aumento do volume de até 10%. Some-se a isso as taxas de juros nas alturas e a torrente de recuperações judiciais no setor agrícola no Brasil. Grandes distribuidores de insumos agrícolas, como a Agrogalaxy, e produtores rurais sofrem com dívidas impagáveis e acesso a crédito restrito.
Além dos problemas do mercado interno, a retração da Mosaic no Brasil reflete também o período conturbado da própria matriz. Nos Estados Unidos e no Canadá, a companhia reportou uma queda acentuada da demanda por fertilizantes no quarto trimestre de 2025. Em resposta, a empresa se viu forçada a reduzir seu plano de produção de fosfatados na América do Norte e redirecionar volumes para mercados com consumo mais resiliente. Como consequência, a Mosaic decidiu alienar ativos para recompor caixa. Em dezembro, vendeu sua operação de potássio em Carlsbad, Novo México, para a International Minerals Carlsbad. Uma coisa está diretamente ligada à outra: o desempenho cadente na América de cima pressiona ainda mais o grupo a enxugar suas operações na América de baixo.
Negócios
Uma fertilidade de soluções financeiras na Mosaic
22/11/2022A nomeação do ex-presidente da Copersucar João Teixeira para o Conselho de Administração da Mosaic no Brasil dá algumas pistas da estratégia que os norte-americanos estão bolando. No setor, a chegada de Teixeira é vista como um forte sinal de que a fabricante de fertilizantes pretende oferecer soluções de financiamento para tanto para a sua cadeia de fornecedores quanto para o próprio agronegócio. Teixeira é respeitado no mercado como um criador de engenhosas soluções financeiras. Entre outras experiências, foi CEO do Banco Votorantim e ocupou cargos na direção do Grupo Santander e no ABN Amro.
Condomínio
24/02/2022A norte-americana Mosaic é candidata a comprar também uma participação na Orbia. Trata-se do marketplace de insumos agrícolas que já tem como acionistas Bayer e Yara.
Campo fértil
1/11/2016A norte-americana Mosaic quer recriar a antiga Petrofértil, reunificando os ativos da Petrobras e da Vale na área de fertilizantes. A ideia é consolidar tudo.
Acervo RR
Mosaic
24/08/2016A Yara resolveu tirar a cereja do bolo da Mosaic e entrar na disputa pela compra de uma mina de fosfato em Minas Gerais, uma das cinco maiores do país. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Yara.
Mosaic
24/08/2016A Yara resolveu tirar a cereja do bolo da Mosaic e entrar na disputa pela compra de uma mina de fosfato em Minas Gerais, uma das cinco maiores do país. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Yara.
Petrobras faz pré-venda na área de fertilizantes.
1/08/2016Entre os pedregulhos deixados pelas gestões de Graça Foster e Aldemir Bendine, Pedro Parente foi garimpar um projeto abandonado que poderá render algumas centenas de milhões para o caixa da Petrobras . Segundo o RR apurou, três grandes grupos internacionais já demonstraram interesse em comprar uma participação ou mesmo o controle da futura unidade de fertilizantes nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS): a russa EuroChem, a chinesa CMOC e a norte-americana Mosaic. Estimativas preliminares da Petrobras indicam que a venda poderá gerar até R$ 1,5 bilhão. É mais do que o dobro do investimento necessário para a conclusão do projeto, em torno de R$ 700 milhões. As obras estão paradas desde 2014. Consultada, a Petrobras confirmou que “procura soluções para viabilizar a retomada das obras que passarão necessariamente pelo programa de parcerias e desinvestimento já em curso”. O reinício das obras se deve única e exclusivamente à alta probabilidade de venda do ativo e ao avanço das conversações. Na própria Petrobras, a EuroChem e a CMOC são vistas como as mais fortes candidatas, por estarem montando um colar de fábricas no Brasil. Há um mês, os russos fecharam a compra da Fertilizantes Tocantins. Os chineses, por sua vez, ficaram com os negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no país.
Contramão
24/08/2015E quem disse que não tem empresa investindo? Perguntem ao presidente da Mosaic no Brasil, Floris Bielders, que está debruçado sobre o plano de expansão das fábricas de fertilizantes de Paranaguá (PR) e Catalão (GO). Oficialmente, a Mosaic confirma que vai desembolsar R$ 30 milhões em Catalão, mas nega a expansão da fábrica de Paranaguá.