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Prejuízo bilionário põe em risco apetite da Meituan no Brasil

26/02/2026
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A multinacional chinesa Meituan vive um período de incertezas no mercado de entregas de alimentos. Os fortes prejuízos acumulados pelo grupo colocam em dúvida a sua capacidade de manter o agressivo plano de investimentos no Brasil, no momento em que os asiáticos estão prestes a iniciar sua operação no Rio de Janeiro. A dona da marca Keeta, usada como bandeira de delivery no Brasil, teve um prejuízo da ordem de US$ 3,5 bilhões no ano passado. As perdas ficaram acima das projeções, empurrando as ações da Meituan para os valores mais baixos desde 2024. Um dos principais motivos é a guerra de preços criada pelas empresas chinesas no mercado interno e mesmo em praças internacionais. É uma estratégia predatória que tem obrigado a Meituan a queimar rentabilidade e caixa, ambos já pressionados pelos ambiciosos planos de expansão no mercado brasileiro.   

Os problemas já haviam sido aventados durante uma teleconferência realizada em 28 de agosto de 2025 com analistas de bancos internacionais, pelo CEO e fundador da Meituan, Xing Wang. Ao falar sobre Brasil, Wang foi cauteloso, afirmando que a empresa ainda realizava pesquisas de mercado e que não havia pressa na consolidação da entrada no país — à época, somente no Brasil, 700 empregados da Keeta trabalhavam e campanhas publicitárias eram lançadas para o início das operações. Na ocasião, os primeiros sinais de prejuízo começavam a aparecer. As ações chegaram a cair 20% e somente Wang perdeu US$ 1,1 bilhão em patrimônio pessoal por conta de prejuízos no segundo trimestre de 2025.  

A grande questão para o Brasil é se a Meituan conseguirá manter os planos de investimentos de R$ 5,6 bilhões até 2030, anunciados com pompa em evento com o presidente Lula no ano passado. Um sinal reforça a dúvida: as campanhas de propaganda feitas pelos chineses em praças como São Paulo e Baixada Santista, onde iniciou suas operações em maio de 2025, foram visivelmente reduzidas. Consultada pelo RR, a Meituan limitou-se o comunicado divulgado pela matriz no último dia 13 de fevereiro, confirmando a estimativa de perda de US$ 3,5 bilhões. Perguntada especificamente sobre os investimentos no Brasil, a empresa não se pronunciou sobre o assunto. 

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Até onde irá o apetite da Meituan para tirar clientes da concorrência?

16/10/2025
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A chinesa Meituan, que iniciou uma operação-piloto no litoral de São Paulo na semana passada, pretende lançar mão de uma política agressiva de descontos no Brasil. Na partida, rentabilidade deverá ser a última das preocupações da companhia. A prioridade é fisgar clientes das grandes plataformas de delivery que já atuam no país. A questão é saber até onde vai essa agressividade. Na China, a empresa foi acusada de praticar preços abaixo de linha de cintura e de operar deliberadamente com prejuízo para aumentar sua base de consumidores cadastrados. Parece ter dado resultado. A Meituan concentra hoje mais de 70% das entregas de alimentos em seu país. Essa supremacia significou o fechamento de uma série de plataformas de delivery de atuação regional, que não aguentaram a concorrência. Não é exatamente o caso do Brasil: aqui os chineses vão ter de enfrentar o iFood, uma espécie de Meituan do mercado brasileiro, com quase 80% de market share. Ao que tudo indica, o Cade vai ter trabalho.

#Meituan

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Meituan quer levar a Lula a sua primeira “entrega” no Brasil

30/07/2025
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Segundo informações filtradas pelo RR, a alta direção da Meituan prepara-se para vir ao Brasil, onde pretende se reunir com o presidente Lula – as tratativas têm sido intermedidas pela Embaixada da China em Brasília. O gigante chinês da área de delivery quer apresentar formalmente ao governo brasileiro seus planos de investimento no país, superiores a US$ 1 bilhão. O início das operações da Keeta, plataforma de entrega de refeições do conglomerado asiático, está previsto para novembro. Os chineses tratam como vital azeitar as relações institucionais com o governo logo na partida. Até como forma de se aproveitar dos notórios ruídos entre a gestão Lula e o iFood, com quem a Meituan promete bater de frente no Brasil. Vez por outro, o próprio presidente da República tem usado a líder do segmento de delivery como exemplo de empecilho à regulamentação das relações de trabalho dos entregadores que prestam serviço às plataformas de entrega, a exemplo do que já ocorreu com motoristas de aplicativos: “O iFood não quer negociar. Mas nós vamos encher tanto o saco, que vão ter que negociar”.

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Será mesmo que a Meituan vem ao Brasil para concorrer apenas com o iFood?

13/05/2025
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O vice-presidente, Geraldo Alckmin, está com os ouvidos zumbindo devido a enxurrada de telefonemas que vem recebendo de empresários, notadamente do varejo. O motivo de tantas consultas é a ausência de maiores explicações sobre os investimentos chineses anunciados no setor. Na listagem dos acordos que somam R$ 27 bilhões está destacada uma parcela expressiva de recursos para o segmento varejista. O dinheiro viria por meio de uma única empresa, a plataforma de delivery Meituan, que, sozinha, aplicaria R$ 5 bilhões. A narrativa do ingresso bilionário da companhia tem sido feita em torno de uma competição direta com o iFood. Não é assim que acontece na China. A ilusão é que a plataforma chinesa vai concentrar suas operações em alimentos. Um discurso ingênuo. Os orientais vendem e entregam quase todos os bens de consumo. Os mais ansiosos nas consultas são os empresários do e-commerce.  Alckmin também é ministro da Indústria e Comércio e presidente em exercício. Segundo a fonte do RR, o vice tem acalmado aos que lhe procuraram afirmando que o assunto ainda será debatido e, se necessário, regulamentado com as devidas ressalvas. Mas não deixa de ser autoexplicativo que os chineses tenham repartido um montante proporcionalmente tão grande para investir em um negócio de delivery se não for para vender seus produtos no Brasil. Ainda mais agora, em que as tarifas americanas não voltarão ao mesmo patamar de antes, conforme afirmam todos os especialistas.

#alimentação #iFood #Meituan

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