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Empresa
Um pé no Planalto, um pé na Casa Branca: assim é a polarização da Loft
11/08/2025A Loft pode ser considerada a mais “polarizada” das startups brasileiras. Na última terça-feira, Sandro Westphal, vice-presidente de alianças e parcerias estratégicas da proptech, tomou posse no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão de Lula. Do outro lado da moeda, a empresa mantém, já há algum tempo, laços razoavelmente estreitos com o governo de Donald Trump. Neste caso, o elo é a gestora norte-americana Andreeseen Horowitz, acionista da Loft. Ben Horowitz, um dos sócios da firma de private equity, não apenas apoiou a campanha de Trump como colaborou na indicação de nomes para a gestão Trump, notadamente para o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, que foi comandado por Elon Musk. Tamanha proximidade serviu de passaporte para a presença da Loft na posse do presidente norte-americano, por meio de Mate Pencz, um de seus fundadores. Conforme o RR já informou, a startup de compra e venda de imóveis tem, inclusive, planos de entrar nos Estados Unidos (https://relatorioreservado.com.br/noticias/turbinada-por-fundo-californiano-loft-prepara-seu-desembarque-nos-estados-unidos/). Ainda que indiretamente já tem um pé na soleira da Casa Branca. E agora também do Palácio do Planalto.
Empresa
Loft quer ocupar o vazio deixado pelo Quinto Andar em seguros locatícios
20/06/2025A Loft, plataforma de compra e venda de imóveis, lançou uma ofensiva para ocupar um nicho de mercado recentemente abandonado pelo Quinto Andar, seu maior concorrente. A startup tem adotado uma agressiva política comercial junto a imobiliárias para ampliar sua presença no segmento de seguros locatícios. É uma aposta com alguma dose de risco, em razão da baixa rentabilidade e do viés de alta nos índices de inadimplência – em maio, os atrasos no pagamento de aluguel chegaram a 3,69%, contra 3,15% em abril e 3,09% em março. Essa combinação foi decisiva para o Quinto Andar a desativar o seu braço no setor, o QuintoCred Garantia. Por sinal, antes de extinguir a empresa, a startup chegou a oferecer a carteira de 45 mil contratos a concorrentes. A própria Loft olhou o negócio e pulou fora – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico. No setor, há quem diga que o “não” já fazia parte de uma estratégia. Por essa lógica, a empresa teria optado por propositalmente deixar o QuintoCred Garantia derreter para, mais à frente, aumentar seu poder de barganha junto às imobiliárias que acabaram ficando ao relento.
Destaque
Turbinada por fundo californiano, Loft prepara seu desembarque nos Estados Unidos
2/06/2025A Loft, uma das maiores startups de compra e venda de imóveis da América Latina, vai ampliar sua operação internacional. Segundo o RR apurou, a proptech brasileira, que já atua no México, planeja sua entrada nos Estados Unidos. O desembarque se daria por meio da compra de uma plataforma local, a exemplo do que ocorreu no mercado mexicano, com a aquisição da TrueHome, em 2021.
O principal impulso para o ingresso da Loft nos Estados Unidos vem da gestora californiana Andreeseen Horowitz, uma de suas acionistas. Os fundadores da proptech brasileira, Florian Hagenbuch e Mate Pencz, são bastante próximos de Marc Andreeseen e Ben Horowitz, sócios da firma de investimentos norte-americana. A ponto de Pencz ter sido convidado para a posse de Donald Trump, em janeiro. Andreeseen e Horowitz, por sinal, têm uma relação intestina com a gestão Trump, o que pode vir a ser um facilitador para os investimentos da Loft no país.
Horowitz cumpriu um papel importante na indicação de nomes para o DOGE, o Departamento de Eficiência Governamental, criado sob medida para Elon Musk. Em contato com o RR, a Loft informou que está “sempre avaliando novas regiões e bases de clientes que poderiam se beneficiar de nossos produtos e serviços”.
A Loft tem uma trajetória de picos e vales. Fundada em 2018, a startup levou apenas 16 meses para alcançar o valuation de US$ 1 bilhão e entrar para o seleto grupo dos unicórnios brasileiros – àquela altura havia apenas 11 espécimes no país. No entanto, mesmo após levantar US$ 798 milhões em sete rodadas de capitalização, a proptech entrou em uma espiral de crise. Sem atingir seu breakeven, torrou parte expressiva do caixa rapidamente.
A falta de resultados levou a ajustes internos draconianos. Entre 2022 e 2023, foram quatro levas de demissões, totalizando quase 1,2 mil funcionários. A sangria surtiu efeito, conforme ressaltado pela própria Loft ao RR: “Graças ao reposicionamento estratégico realizado em 2022, a empresa vem mantendo um crescimento forte e uma lucratividade significativa nos últimos dois anos”.
No fim de 2023, a startup alcançou seu ponto de equilíbrio, registrando seu primeiro lucro em cinco anos de existência. Entre 2023 e 2024, sua receita cresceu em média 30%. No último mês de fevereiro, a Loft firmou uma parceria com a Caixa Econômica para atuar como correspondente do banco na originação de crédito imobiliário, sua grande aposta para um salto no faturamento. Com a casa razoavelmente arrumada no front interno, a startup volta os olhos para o mercado internacional.
Negócios
Os olhares do mercado se voltam para a Loft
10/11/2022Nos últimos dias, há um tiroteio de informações cruzadas sobre a Loft, uma das maiores plataformas de compra e venda de imóveis do Brasil. Corre no mercado que a empresa estuda realizar uma nova oferta de ações. Entre fundos de venture capital, circulam rumores de que a captação seria necessária para ajustar o fluxo de caixa da companhia.
A colocação seria feita com base em um valuation inferior ao do último aporte recebido pela startup (Série D), em março de 2021, quando foi precificada em R$ 15,9 bilhões. O que se fala no mercado é que o down round seria uma forma de atrair novos investidores, uma vez que os principais fundos acionistas da empresa. Diante das informações, o RR entrou em contato com a Loft. À newsletter, a empresa afirmou que “não existem novidades em relação a novas rodadas de investimento. Qualquer informação propagada em contrário não condiz com a realidade dos fatos. É pura especulação”. Está feito o devido registro.
A Loft é considerada um dos grandes cases de sucesso entre as startups brasileiras. Já recebeu US$ 788 milhões em aportes em quatro rodadas de capitalização. Nos últimos meses, no entanto, tem dado sinais de retração. Em julho, por exemplo, demitiu 380 funcionários, o equivalente a 12% da força de trabalho.
Casa colombiana
11/10/2022A Habi, plataforma de compra e venda de imóveis colombiana, estaria preparando sua entrada no Brasil. Chegaria para concorrer com players como Zap e Loft. Recentemente, a Habi entrou para o rol dos unicórnios ao receber um aporte de US$ 200 milhões liderado por Tiger Global, Softbank e Homebrew.
Tudo a seu tempo na Loft
13/10/2021A Loft, uma das maiores startups de compra e venda de imóveis do país, está apostando suas fichas na expansão dos serviços financeiros. Além do crédito imobiliário, pretende avançar no segmento de aluguel sem fiador – recentemente, comprou duas fintechs dessa área, a Credpago e a Credihome. Planos de IPO? Em conversa com o RR, a Loft afirmou que não pretende abrir o capital em um “horizonte próximo”. Por ora, a companhia está capitalizada com o aporte de US$ 525 milhões realizado há seis meses. Mas a startup deixa uma porta aberta. Disse ao RR que “sobre o futuro, a perspectiva quanto a um eventual IPO é positiva”.