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Educação
Yduqs negocia aquisição da Descomplica
13/01/2026A Yduqs mantém conversações para a compra da Descomplica, startup de aulas online com faturamento próximo de R$ 100 milhões. A operação é vista dentro do grupo como uma oportunidade para alavancar a Quest.Edu, sua recém-criada vertical de cursinhos. A montagem da nova unidade de negócios tem sido acompanhada de uma agressiva política de aquisições. Em outubro, por exemplo, a Yduqs fechou de uma só vez a aquisição dos cursinhos ProMedicina, ProEnem e EuMilitar. O guarda-chuva reúne ainda as marcas Qconcursos, Folha Dirigida e Damasio. A Descomplica tem entre seus acionistas nomes de peso como Softbank, a família Zuckerberg e Península, além de Marco Fisbhen, fundador e CEO da empresa. Em 2021, a edtech recebeu um aporte de US$ 85 milhões. No entanto, o negócio tem custado a engrenar. O que se diz no mercado é que a Descomplica segue operando no vermelho e já queimou praticamente todo o capital recebido. Procuradas pelo RR, Yduqs e Descomplica não se pronunciaram.
Negócios
Venda do Descomplica está longe de ser uma operação simples
27/10/2025O processo de venda do Descomplica não tem feito jus ao nome da empresa. A startup de aulas online já teria sido oferecida à Yduqs e à Ânima Educação, mas as conversas estão travadas. Até o momento, não apareceu ninguém disposto a pagar o valor pedido pelos acionistas controladores, algo em torno de R$ 100 milhões. Segundo informações que circulam no mercado, os sócios – entre os quais o investidor Marco Fisbhen, fundador da empresa, Península e Softbank – já admitem o fatiamento da edtech, com a venda separada das unidades de negócio. Em 2021, a Descomplica recebeu um aporte de US$ 84 milhões. No entanto, a maior parte desses recursos já teria sido consumida. Fundada em 2011, a empresa opera com prejuízo e vem queimando caixa.
Destaque
Valor Capital reduz seus investimentos em startups brasileiras
27/09/2023A Valor Capital Group está enxugando seus investimentos no Brasil. O RR apurou que a gestora pretende vender uma parcela expressiva de suas participações em startups brasileiras, notadamente investimentos feitos por meio do Valor Venture Fund I. De acordo com a mesma fonte, o venture capital teria decidido zerar suas posições na Gympass, Rocket Chat, Descomplica e Beep Saúde, entre outras empresas no país. Na Gympass, por exemplo, o Valor Capital foi um dos líderes do aporte de US$ 220 milhões.
No Descomplica, esteve à frente de uma das rodadas de capitalização, da ordem de US$ 82 milhões. O desmonte de parte da sua carteira no Brasil é consequência direta das perdas globais sofridas pelo Softbank. O banco japonês é o principal investidor do Valor Venture Fund I e já avisou que não vai aportar mais capital.
Ressalte-se que a Valor Capital Group e o Softbank estão umbilicalmente ligados. Ligados até demais. Há pouco mais de um mês, Paulo Passoni tornou-se sócio da gestora norte-americana, com o cargo de managing partner. Há informações no mercado de que a sua chegada foi mal-recebida por investidores da Valor Capital por conta do conflito de interesses.
Passoni foi sócio do Softbank e um dos principais responsáveis pelos aportes do banco japonês no Valor Venture Fund I. O RR fez seguidas tentativas de contato com a Valor Capital, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Com ativos da ordem de US$ 2 bilhões, a Valor Capital Group já tem uma vinculação natural com o Brasil. Seu fundador é o diplomata Clifford Sobel, que foi embaixador dos Estados Unidos em Brasília entre 2006 e 2009. Ele administra a gestora ao lado do filho, Scott Sobel. Ao contrário de suas congêneres na área de venture capital, a Valor Capital opera mais como um family office do que no modelo convencional de partnership. A excessiva pessoalidade não tem sido bem-vista no mercado, o que vem dificultando a captação de novos recursos.