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Mercado
Os próximos passos do bilionário fundador da Brex
6/02/2026Corre no mercado que o investidor Henrique Dubugras, cofundador da Brex ao lado de Pedro Franceschi, planeja a criação de um fundo de venture capital próprio, usando parte do caixa construído após a venda bilionária da companhia. Recursos não lhe faltam. A fintech especializada na gestão de despesas corporativas foi adquirida pelo Capital One por US$ 5,15 bilhões no mês passado. Com 29 anos e uma fortuna estimada em cerca de US$ 1,5 bilhão, Dubugras figura como um dos empreendedores brasileiros mais respeitados e de maior notoriedade no Vale do Silício. A expectativa entre investidores e interlocutores próximos é que ele use a liquidez e a rede global de contatos para montar um veículo de investimento focado em tecnologia e inovação. No radar estão startups de infraestrutura financeira, insurtechs e empresas de software empresarial. Outra frente possível seria o apoio a startups brasileiras com ambições globais. Dubugras, que tem fama de prodígio entre seus pares, fez muito pela Brex. Agora, pode fazer também por um ecossistema de inovação entre startups brasileiras.
Venture capital
Capital One assume a Brex com o desafio de frear erosão de caixa
30/01/2026Há informações no mercado de que a Capital One fará significativos ajustes na estrutura da brasileira Brex, adquirida na semana passada por US$ 5,1 bilhões. Em pauta, cortes de custos, revisão de incentivos comerciais, recalibragem da política de crédito e, sobretudo, maior seletividade na concessão de limites a clientes corporativos. A Brex, fintech de pagamentos fundada pelos investidores Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, é uma máquina de movimentar dinheiro, mas não exatamente de gerar lucro. Criada em 2017, ainda não teria atingido seu breakeven. O que se diz é que a empresa opera seguidamente no vermelho e se tornou uma insaciável consumidora de caixa. Caberá aos norte-americanos da Capital One frear essa corrosão de capital. Se, por um lado, a aquisição da Brex causou um frenesi por se tratar de uma das maiores operações de venture capital neste início de 2026 em todo mundo; por outro, despertou certa frustração nos investidores por conta da precificação da fintech brasileira. As cifras não chegaram nem à metade do valuation máximo atingido pela Brex, em 2022: US$ 12,3 bilhões.