Tag: BRK Ambiental
Mercado
Guerra no Irã ricocheteia no IPO da BRK Ambiental
23/03/2026A escalada do conflito no Irã praticamente detonou os planos de IPO da BRK Ambiental, controlada pela Brookfield. O pipeline de investidores estrangeiros — que vinha sendo estruturado como pilar central da oferta — perdeu tração à medida que a guerra no Oriente Médio jogou a precificação de risco global nas alturas. Segundo informação que circula em petit comité, dois fundos internacionais que já haviam manifestado a firme intenção de participar da oferta decidiram abandonar a operação. Caso se confirme, o cancelamento do IPO, estimado em R$ 4 bilhões, será um duro baque para a BRK. A empresa carrega uma estrutura de capital pressionada pelo elevado endividamento. O passivo de curto prazo gira em torno de R$ 12 bilhões, o que significa uma preocupante alavancagem de seis vezes o Ebitda. Sem a injeção de capital via equity, a holding de concessões de saneamento perde um instrumento direto de desalavancagem e tende a permanecer dependente do mercado de crédito — justamente em um momento de encarecimento global do funding. Isso pode alongar o ciclo de maturação financeira e postergar a convergência da alavancagem para níveis mais próximos de 4x o Ebitda.
Saneamento
BRK combina expansão agressiva com dúvidas sobre o futuro acionário
4/03/2026A BRK Ambiental, leia-se Brookfield, é apontada no setor como forte candidata ao leilão de saneamento em Goiás marcado para o próximo dia 25. Ao todo, serão licitadas três PPPs englobando um pacotão de 216 municípios, com investimento somado de R$ 6,3 bilhões. Ressalte-se que a BRK já atua no estado, sendo responsável pela operação de água e esgoto nas cidades de Aparecida de Goiânia, Trindade, Jataí e Rio Verde. A possível ampliação dos domínios em Goiás acrescenta mais uma curva aos ziguezagues da companhia. Não é de hoje que a Brookfield, dona de 70% do capital, ensaia reduzir ou até mesmo vender integralmente a sua participação no negócio. No fim do ano passado, a BRK protocolou na CVM um pedido de IPO, que prevê tanto uma oferta primária quanto secundária de ações. É a segunda tentativa de abertura de capital em pouco mais de três anos. Ainda assim, mesmo com as incertezas que pairam sobre a permanência ou não do gigante canadense, a BRK tem enfileirado novas concessões. Mais do que isso: vem protagonizando alguns dos principais bids do setor. No fim de 2025, por exemplo, em consórcio com a espanhola Acciona, arrematou o maior lote no leilão de saneamento de Pernambuco, assumindo a operação em Recife, Fernando de Noronha e outros 149 cidades, com a obrigatoriedade de R$ 15,4 bilhões em investimentos.
Infraestrutura
Minas Gerais coloca licitação de saneamento na praça
1/10/2025O governo de Minas Gerais pretende lançar em outubro o edital para a licitação de PPPs que ficarão responsáveis pelo serviço de saneamento em 80 municípios do estado. Os investimentos privados somam R$ 8 bilhões. Segundo informações filtradas pelo RR, o governo mineiro já mantém conversas preliminares com potenciais candidatos, como a BRK Ambiental e Aegea. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, no setor, o leilão é visto como um sinal de que o próprio governador Romeu Zema não leva muita fé na possibilidade de privatização da Copasa, a empresa de saneamento de Minas Gerais. Na semana passada, Zema encaminhou o projeto de venda da estatal à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O que a Casa vai fazer com a proposta ainda é uma grande incógnita.
Negócios
CPP Investments pode desaguar na BRK Ambiental
7/08/2024
Empresa
BRK tem de filtrar sua dívida para ser vendida
19/06/2023Com o cancelamento do IPO, a BRK Ambiental, segundo o RR apurou, está na seguinte situação. A Aegea quer comprar a companhia de saneamento, controlada pela Brookfield. Conta, inclusive, com o apoio financeiro do GIC, um dos fundos soberanos de Singapura, que já e seu acionista e está disposto a fazer um novo aporte para viabilizar a aquisição. O senão: a dívida da BRK. Como está, a Aegea não topa o negócio. A alavancagem da companhia está nas alturas: a relação dívida líquida/Ebitda é de sete vezes. Consultadas, as duas empresas não quiseram se manifestar.
Destaque
BRK Ambiental pode ser o passaporte de entrada da Votorantim no saneamento
25/05/2023A Votorantim estaria em conversações com a Brookfield para a compra da sua participação de 70% na BRK Ambiental. Trata-se de uma operação estimada em aproximadamente R$ 6 bilhões, tomando-se como base o valuation da companhia para o IPO que seria realizado no ano passado e acabou engavetado. Na ocasião, os 100% da BRK foram precificados em torno de R$ 9 bilhões. No caso da Votorantim, o M&A representaria a entrada dos Ermírio de Moraes na área de saneamento, um passo a mais no acelerado processo de diversificação dos negócios do conglomerado. A julgar pelos movimentos recentes, há uma considerável possibilidade de o grupo investir no setor de mãos dadas com um parceiro ainda mais parrudo. Nos últimos tempos, a Votorantim tem se notabilizado por se associar a grandes investidores internacionais. Uniu-se ao Temasek, o trilhardário fundo soberano de Cingapura, para negócios em saúde, educação e tecnologia. Ao lado da canadense CPP Investments, criou a Auren, empresa de energia renovável. A própria CPP, por sinal, já tem um pé no setor de saneamento: está entre os maiores acionistas da Iguá. Como não poderia deixar de ser, os protagonistas do enredo se esquivam. Perguntada, a Votorantim diz que “não comenta especulações de mercado.” A Brookfield também não quis se pronunciar. O fato é que não é de hoje que os canadenses buscam uma porta de saída da BRK Ambiental. A princípio, seria por meio do IPO. Desde o fim de 2022, após a suspensão da abertura de capital, a Brookfield passou a oferecer sua participação no mercado. De acordo com a mesma fonte, mantém tratativas também com fundos de investimentos internacionais. A BRK é umas grandes holdings de saneamento do país. Presente em 13 estados e em mais de 100 municípios, teve uma receita líquida da ordem de R$ 4,5 bilhões e um Ebitda da ordem de R$ 1,2 bilhão no ano passado.
Empresa
Brookfield está com meio corpo fora da BRK
28/03/2023O RR apurou que a Brookfield está conversando com fundos internacionais para a venda da sua participação de 70% na BRK Ambiental. Trata-se de um Plano B que virou A. A ideia original era aproveitar o IPO da empresa de saneamento como porta de saída do capital. No entanto, a BRK engavetou sua oferta de ações por conta das condições adversas do mercado. E os canadenses não estão dispostos a esperar por um momento propício para a abertura de capital, que pode demorar muito ainda. Procurada, a Brookfield não quis se manifestar.
O valuation da BRK Ambiental no IPO seria da ordem de R$ 9 bilhões. Mantida a cifra, a participação da Brookfield está avaliada em algo como R$ 6,3 bilhões. O gigante canadense, por sinal, vive uma fase de desinvestimento de alguns importantes ativos no Brasil. A empresa colocou à venda o equivalente a R$ 6 bilhões em ativos da Elera Renováveis, sua operação na área de energia eólica e solar.
Negócios
Brookfield coloca venda da BRK Ambiental em “modo espera”
19/12/2022A Brookfield ainda não bateu o martelo sobre o IPO da BRK Ambiental e sua saída do capital. A empresa avalia esperar o governo Lula assentar para decidir o que e quando vai fazer. Ainda que de forma indireta, os próximos movimentos do grupo canadense passam por Brasília, mais precisamente pelo que ocorrerá com a participação de 30% do FI-FGTS, administrado pela Caixa, no capital da empresa de saneamento. Por ora, são apenas conjecturas. Mas a eventual possibilidade de uma venda conjunta com o banco estatal aumentaria o valuation das ações em poder tanto da Brookfield quanto do FI-FGTS. A única certeza é que o grupo canadense quer se desfazer do controle da BRK, negociando parte expressiva ou mesmo a totalidade da sua participação, de 70%.
Brookfield prepara seu desembarque da BRK
21/09/2022A Brookfield decidiu não esperar pelo eventual IPO da BRK Ambiental. O grupo canadense procura um comprador para parte ou mesmo a totalidade da sua participação na empresa de saneamento – 70% do capital. Em tempo: o que se diz no setor é que o FI-FGTS, leia-se a Caixa Econômica, pretende aproveitar a onda para vender também a sua fatia de 30% na BRK.
Aposta redobrada
23/08/2022O setor de saneamento é o novo alvo da OTPP (Ontario Teachers Pension Plan Board) no Brasil. Um dos ativos no radar dos canadenses seria a BRK Ambiental, controlada pela conterrânea Brookfield. A OTTP administra mais de US$ 200 bilhões em ativos.
O encontro das águas da Iguá e da BRK Ambiental
7/07/2022Faria Lima, 4.300 – 14° andar. No escritório da canadense CPP Investments no Brasil está sendo arquitetada o que pode vir a ser a maior operação de M&A já realizada no setor de saneamento no Brasil: a fusão da BRK Ambiental e da Iguá Saneamento. A gestora de recursos – braço do Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), um potentado com mais de meio trilhão de dólares em ativos – negocia a compra de até metade das ações da Brookfield na BRK.
A conterrânea canadense tem 70% do capital. Estima-se que a fatia total da Brookfield valha algo próximo de R$ 6 bilhões. Uma vez dentro do capital da BRK, a CPP Investments estaria em uma posição privilegiada para o segundo movimento: costurar a fusão da companhia com a Iguá Saneamento, da qual a gestora canadense já é acionista, com 15%. Da associação poderá emergir um grupo com faturamento da ordem de R$ 5 bilhões e Ebitda combinado de R$ 1,1 bilhão, a números de 2021. A própria Brookfield seria um aliada importante da CPP nessa intrincada engenharia.
Ainda assim, não se trata de uma operação das mais simples. Algumas pontas precisam ser atadas de parte a parte. Do lado da BRK, uma incógnita é a posição da Caixa Econômica. O FI-FGTS, ad- ministrado pelo banco estatal, detém 30% da empresa – participação está avaliada em R$ 2,7 bilhões. Do outro lado, a CPP já mantém conversações com a BNDESpar, sua sócia na Iguá. Dona de 13% da empresa, a agência de fomento é vista pelos canadenses como um agente facilitador da operação. Dentro do banco há uma preocupação com o elevado nível de alavancagem tanto da BRK quanto da Iguá e seu impacto sobre a capacidade de investimento das duas empresas e sobre o próprio setor.
A primeira tem uma dívida de curto prazo equivalente a sete vezes o seu Ebitda. No caso da Iguá, esse peso é ainda maior: 14 vezes. Em fevereiro, a S&P rebaixou o rating tanto da companhia quanto de suas debêntures devido ao elevado endividamento. O aporte da CPP e a consequente fusão dariam o fôlego necessário à nova companhia. Sede de Brasil, por sinal, é o que não falta aos canadenses. Somente nos últimos meses, a gestora uniu-se à Votorantim para criar a Auren Energia, empresa com R$ 15 bilhões de valor de mercado. O próprio Canada Pension Plan, por sua vez, costurou por dentro outra grande operação de M&A: a recente fusão da BR Malls e da Aliansce. A Faria Lima, 4.300 – 14° andar – crepita.
Águas cearenses
27/12/2021A BRK Ambiental e a Aegea já fizeram chegar ao governo do Ceará sua firme disposição de disputar a privatização da Cagece. A companhia de saneamento deve ser privatizada no primeiro semestre de 2022. Procurada, a Aegea disse que “está sempre atenta às novas oportunidades”. Já a BRK não se pronunciou.
Duelo no Amapá
5/07/2021No BNDES, Aegea e BRK Ambiental são apontadas como nomes certos no leilão da Caesa, empresa de saneamento do Amapá. A licitação está marcada para 2 de setembro. Procurada, a Aegea diz que “está sempre atenta às novas oportunidades”. A BRK, por sua vez, não se pronunciou.
Arthur Lira vs. Renan Calheiros
2/07/2021A concessão de saneamento de Alagoas virou pano de fundo para a disputa política entre Arthur Lira e a família Calheiros. Lira é apontado como artífice das ações movidas pelas Prefeituras de Maceió e Rio Largo contra o governo do estado, nas mãos de Renan Filho. Os dois municípios cobram uma participação na receita arrecadada por Alagoas com a privatização da Casal. O imbróglio jurídico coloca dúvidas sobre o leilão vencido pela BRK Ambiental e, consequentemente, enfraquece o governo de Renan Filho.
Para que marco regulatório?
17/06/2021Vai pingar mais um contencioso relacionado à concessão de saneamento de Alagoas. A exemplo de Maceió, a Prefeitura de Rio Largo também deverá entrar com uma ação na Justiça cobrando um percentual sobre o valor da outorga obtido pelo governo alagoano, cerca de R$ 2 bilhões. A BRK Ambiental, que arrematou a concessão, já teme uma onda de processos e, no limite, até mesmo o risco de suspensão do leilão.
Escafandristas
25/03/2021A BRK Ambiental, leia-se Brookfield, está submersa na Cedae. Executivos da empresa já teriam visitado as instalações da estatal. Segundo informações filtradas do Palácio Guanabara, a BRK deverá dar lances em dois dos quatro blocos da Cedae que serão levados a leilão.