30.07.18
ED. 5920

Projeto Topázio se esconde em águas profundas

Os poucos investidores que ainda persistem na produção onshore de petróleo no Brasil têm questionado a falta de transparência da Petrobras no chamado Projeto Topázio. Trata-se do programa de desmobilização de ativos em bacias terrestres da estatal. O leilão está programado para novembro, mas, até agora, não há definição do modelo de venda e dos blocos que serão ofertados. O silêncio da estatal tem alimentando o disse me disse no mercado em relação até mesmo à validade da concorrência. Nos bastidores, corre a informação de que, se o resultado da oferta não for satisfatório, a Petrobras poderá fazer um rebid, ou seja, uma relicitação, com uma nova rodada de propostas. O leilão de ativos da Petrobras é visto como uma injeção de ânimo no segmento de exploração e produção onshore. Salvo uma ou outra exceção, a situação das empresas que produzem em campos terrestres é complicada. A produção caiu 30% nos últimos cinco anos. Nesse intervalo, muitas petroleiras repassaram seus ativos ou encerraram as atividades. Há diversas bases de operação em hibernação.

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