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19.12.19

Uma visão míope da OS

Observatório

Por Wagner Francioni, Controller Financeiro do IPCEP.

O texto que segue é uma visão pessoal e não representa a opinião da Organização Social (OS) da qual que sou colaborador. A abordagem que a mídia faz dos problemas do atendimento de saúde é desprovida do real conhecimento dos verdadeiros óbices. Ignora as nuances envolvidas no trato da saúde pública e o papel dos agentes.

A imprensa, apesar de todos os seus meios de apuração e divulgação, persiste não informando de modo adequado a população sobre os critérios, responsabilidades e funções das OS no setor de saúde. A gestão na saúde, sem dúvida, tem origem na orientação daqueles que assumirão a representatividade da maioria. A origem da saúde pública passa pela escolha e eleição de candidatos dignos e comprometidos com objetivos que a sociedade demanda e dos quais não pode prescindir.

As OS não são responsáveis pelo o que a Constituição prevê para os estados e municípios no que diz respeito ao atendimento da saúde para a população. Elas, como gestoras, dependem dos recursos que os estados devem repassar e aplicar conforme suas políticas de saúde. As Organizações Sociais são colocadas como sendo responsáveis pelos recursos destinados à implementação das políticas de saúde das unidades federativas e não avaliadas pela sua capacidade de gerir os objetivos programáticos do setor. São as OS mecanismos facilitadores. Mas, com as regras e regulamentos que as tolhem, esses entes, que deveriam dar respostas rápidas ao clamor da sociedade, perdem a velocidade de atuação e muitas vezes ficam até engessados. Passar a crise da saúde para as OS não tem nenhum sentido, além de ser desonesto do ponto de vista intelectual.

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