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21.10.19

O que anda ruim pode ficar ainda pior

Observatório

Por Francisco Ourique, economista e especialista em comércio exterior.

Enquanto o ambiente político-partidário passa pelo tufão do “affair” do PSL versus Bolsonaro, na área econômica temos somente mais do mesmo: há evidências de perdas na área externa. O desarranjo neoliberal busca tapar o sol com a peneira, e procura inflar expectativas de ondas de investimentos que ainda ninguém viu e nem sabe de onde virá. Salvo a venda do acúmulo natural de petróleo da área do pré-sal, temos indicadores preocupantes.

Do pico das reservas internacionais verificadas em meados de junho de 2019, de USD 390,5 bilhões, estamos hoje com USD 373 bilhões em carteira, coisa de R$ 71 bilhões em alguns meses. A Balança Comercial brasileira também vem mostrando sinais preocupantes, com importações estáveis e exportações descendentes. Entre janeiro e setembro do ano em curso, o superávit ficou em USD 33,6 bilhões, perda de USD 8,1 bilhões, comparado ao desempenho do mesmo período do ano anterior.

Os investimentos Diretos Líquidos seguem a mesma trajetória. Entre janeiro e agosto de 2019 o Banco Central reporta resultado positivo de USD 41 bilhões, representando queda de USD 5 bilhões do mesmo período do ano anterior. Até quando será possível dizer que está tudo muito bom, está tudo muito bem? Não vai demorar muito para a área externa demonstrar que o discurso festivo de consistência não é o que parece.

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