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16.12.19

Versões e contraversões cercam a saída de Mansueto Almeida do Tesouro Nacional

Há diversas versões para a saída do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, do governo. Sim, ele vai sair! A versão corrente, diz respeito à sua insatisfação e cansaço com a missão. O secretário é oriundo da equipe econômica do governo Temer, um café pequeno perto da pauleira da gestão Bolsonaro. O governo, como se sabe, não é para estômagos frágeis. Mansueto teria deixado o ministro da Economia, Paulo Guedes, desolado, por não poder contar com sua colaboração. Mas prometeu ao ministro que não sairia imediatamente, dando-lhe tempo para fazer a transição.

É o que consta. Uma segunda versão aponta para o descontentamento de Guedes com a performance de Mansueto. Declarações como “estamos longe de fazer 10% do ajuste fiscal” teriam o voluntarismo criticado, inclusive, no Palácio do Planalto. Mansueto fala pelos cotovelos. É o rei das declarações em off the records na imprensa. E o próprio Guedes acha o seu “campeão” mais folclórico do que cerebral. Com todo o respeito aos profissionais da contabilidade, Mansueto seria um contador lotado na Secretaria do Tesouro. Bem, essa é mais uma das histórias.

Outra versão, essa a mais emergente: Paulo Guedes pretende trocar Mansueto pelo Secretário de Previdência e Trabalho, Rogerio Marinho, verdadeiro superstar da equipe econômica. Marinho se consagrou na negociação da reforma da Previdência e está enfrentando quase sozinho o abacaxi da carteira verde e amarela. Guedes gostaria dele no centro do nó fiscal, dando um upgrade na Secretaria do Tesouro, que acumularia a Secretaria do Conselho Fiscal da República. Este último órgão, reuniria, de três em três meses, os presidentes da República, Câmara, Senado, STF, TCU e associação dos TCEs. Com o RR, não tem par ou ímpar. Ou uni duni tê. Confiamos nas nossas fontes. A terceira versão vai para o trono. E Rogerio Marinho vai para o cargo de Secretario do Tesouro.

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